POSSO VACINAR MEU FILHO NO POSTO DE SAÚDE?

vacina2Pode! O Brasil possui um excelente programa nacional de imunizações que não só oferece uma gama muito abrangente de vacinas de qualidade, como estas são conservadas e aplicadas de forma adequada nas unidades do setor público. Este é um longo post. Se você não tiver nem tempo, nem paciência de lê-lo até o fim, o resumo é: não há justificativa técnica para se deixar de vacinar os filhos na rede do SUS. Abaixo, comento vacina por vacina, para quem tiver interesse em aprofundar o seu conhecimento.

Uma das maneiras de se avaliar se um programa de vacinação funciona é utilizando o Sarampo como uma “doença sentinela”. Por ser uma doença universal, altamente contagiosa, nos locais onde as coberturas vacinais não são homogêneas, e estão abaixo de 95%, ocorrem surtos a cada dois anos. Atualmente, nos países que conseguem manter altos níveis de cobertura vacinal, a incidência da doença é reduzida, ocorrendo em períodos cíclicos que variam entre cinco a sete anos. Como a vacina contra o Sarampo (parte da tríplice viral que protege contra o Sarampo, Rubéola e Caxumba) é feita com vírus vivo, atenuado, exige uma cadeia do frio muito eficiente. Cadeia do frio é um sistema de distribuição e conservação refrigerado, do fabricante até o local onde será administrada a vacina. Portanto, além da cobertura (% de pessoas que recebem a vacina), esta precisa estar bem conservada para “funcionar”. Como no Brasil não temos tido surtos de Sarampo e muitos casos notificados e confirmados se devem à “importação” da doença, trazida por viajantes, podemos afirmar,  que o nosso sistema de vacinação é muito bom. Se não fosse, estaríamos vivendo uma situação semelhante aos Estados Unidos, onde o presidente Barak Obama foi à televisão, incentivar os pais a vacinarem seus filhos porque o número de casos de Sarampo está aumentando de forma significativa, com vários surtos epidêmicos identificados.

Se o sistema brasileiro de vacinação pública é tão bom, por que persiste a dúvida se os pais podem ou não vacinar seus filhos nos postos de saúde? Existem vários motivos, a grande maioria baseada em informações imprecisas ou incompletas a respeito das vacinas. Também pode haver algum preconceito contra o sistema público que é considerado, por muitos, como sendo para pobres. O Sistema Único de Saúde (onde são aplicadas as vacinas), é  para todos os brasileiros. Quanto mais o utilizarmos e exigirmos que funcione, menos necessidade teremos de pagar um seguro privado, sobrando mais dinheiro para cada um de nós. É o que fazem a grande maioria dos países desenvolvidos. Lá, não há um sistema para pobres e outro para a classe média ou rica. Como exemplos de sistema único de saúde vejam como funciona a saúde no Canadá, Inglaterra e Alemanha. Mas, tirando esse eventual preconceito, existem as informações divulgadas, nem sempre precisas, envolvendo as vacinas. A seguir, vou comentar cada vacina e a eventual diferença que possa existir entre a oferecida nos postos de saúde e nas clínicas privadas.

BCG- vacina que protege contra a Tuberculose, deve ser feita nos primeiros dias de vida. Não há diferença nenhuma entre a vacina dos postos e das clínicas.

DPT- vacina que protege contra a difteria, tétano e coqueluche. Deve ser dada em 3 doses, nos seis primeiros meses de vida e reforços aos 15 meses e 4 a 6 anos. O componente Coqueluche da vacina oferecida nos postos é feita em cultivo de células, sendo chamada de celular. Nas clínicas privadas, o componente Coqueluche é feito sem o uso de células, sendo chamada de acelular. A vacina celular apresenta uma incidência um pouco maior de efeitos colaterais mínimos, como febre, irritabilidade, dor e vermelhidão local. Estes efeitos tendem a ser mais significativos à medida que a pessoa se torna mais velha. Por esse motivo, adolescentes e adultos devem receber a vacina acelular. Mas, para os bebês, o desconforto, quando presente, é passageiro, sem oferecer nenhum risco maior. Hoje, há uma discussão no meio científico sobre a durabilidade da proteção da vacina acelular. Pode ser que, nos próximos anos, se confirme que esta (a acelular) vai exigir reforços periódicos. Conclusão: as diferenças entre  a vacina celular dos postos e acelular das clínicas não justificam a opção pelas clínicas.  Para as gestantes, os postos de saúde oferecem a vacina acelular para adultos.

Haemophilus influenzae tipo B- vacina que protege contra doenças produzidas por esta bactéria, principalmente otites, laringites, pneumonias e meningites. É administrada em conjunto com a DPT, sendo chamada então de vacina quádrupla ou tetra. Não existe diferença alguma entre este componente da vacina dado nos postos de saúde ou em clínicas privadas.

Pólio- vacina que protege contra a Poliomielite (Paralisia Infantil). Pode ser administrada por via oral (gotinha) ou injetável. Atualmente, o programa de imunização nacional utiliza uma combinação de ambas. As primeiras duas doses são dadas por via injetável e as doses seguintes, por via oral. As datas desta vacina acompanham a quádrupla (três doses no primeiro ano + reforços a partir dos 15 meses). Tanto as vacinas injetáveis, quanto as orais, são idênticas nos postos e nas clínicas. A diferença que existe é que, as clínicas oferecem a vacina injetável de Polio, junto com a DPTHib (tetra), sendo então chamada de pentavalente ou penta, como é mais conhecida (5 vacinas em uma injeção). Esta diferença não representa nenhuma vantagem em termos de proteção, só de comodidade ou conforto.

Hepatite B- vacina que protege contra este tipo de Hepatite. A importância de se proteger as crianças contra a Hepatite B é que esta pode estar implicada em doenças mais graves do fígado, como cirrose e câncer. Esta vacina é dada logo após o nascimento, ainda na maternidade, seguida por mais duas doses, aos 2  e 6 meses de idade. Tanto no posto, quanto nas clínicas é a mesma vacina. Nos postos de saúde é adicionada à tetra, sendo chamada de pentavalente ou penta. Nas clínicas, é adicionada à penta, sendo chamada de hexavalente ou hexa. Do ponto de vista da proteção que oferecem, são idênticas. Apenas há a conveniência de 6 vacinas em uma injeção.

Rotavirus- vacina que protege contra um infecção gastrointestinal (diarréia) que pode ser muito grave. É dada por via oral (gotinha), a partir de 2 meses. A idade limite para se iniciar a vacinação contra o Rotavirus é de 14 semanas e 6 dias. Crianças com 15 semanas de idade não podem iniciar a vacinação (primeira dose). Existem dois tipos de vacina contra o Rotavirus. Ambas possuem a mesma capacidade de proteger os bebês. Nos postos é dada a vacina monovalente. Esta necessita de duas doses, aos 2 e 4 meses de idade. Nas clínicas, em geral, utilizam a vacina pentavalente, que necessita de três doses, aos 2,4 e 6 meses de vida. Esta é uma das poucas vacinas que não pode ser intercambiada.  Isto é, todas as doses devem ser dadas no mesmo lugar onde foi dada a primeira dose, não se devendo começar em um lugar (posto ou clínica) e trocar para outro (posto ou clínica).

Pneumocócica ou pneumo – vacina que protege contra as infecções produzidas por esta bactéria, principalmente  pneumonias e meningites. As vacinas aplicadas nos postos de saúde protegem contra 10 tipos de pneumococos, enquanto as das clínicas cobrem 13 tipos diferentes da bactéria. Esta é uma vacina onde há uma diferença entre o posto e a clínica. Na prática, a vacina oferecida nos postos protege contra os principais tipos de pneumococos. Esta vacina é dada em três doses, nos 6 primeiros meses de vida e um reforço aos 12 meses. Ainda existe uma outra vacina antipneumocócica, que protege contra 23 tipos de pneumococos. No entanto, devido à forma como é produzida, só pode ser aplicada a partir dos dois anos de idade, ficando reservada para casos especiais. Não faz parte do calendário vacinal de rotina.

Meningocócica C ou meningo C- vacina que protege contra um dos tipos do meningococo, responsável pela meningite meningocócica. Deve ser dada em duas doses nos seis primeiros meses de vida e um reforço aos 15 meses de idade. A vacina dos postos e das clínicas são idênticas. Atualmente existe uma vacina quadrivalente que protege contra quatro tipos de meningococos (A, C,W135 e Y). Esta vacina pode ser dada a partir dos 2 anos de idade  e só se encontra disponível nas clínicas particulares.

Tríplice viral ou SRC ou MMR- vacina que protege contra o Sarampo, Rubéola e Caxumba. A primeira dose deve ser dada aos doze meses de idade, seguido de um reforço, que nos postos será dado a partir dos 15 meses, utilizando a vacina tetra viral, que inclui o componente Varicela (Catapora). A vacina oferecida nos postos é idêntica à das clínicas.

Varicela- vacina que protege contra a Varicela ou Catapora. Nos postos esta vacina é oferecida junto com a tríplice viral, sendo chamada de tetra viral,  administrada a partir dos 15 meses (ou 3 meses após a dose da tríplice viral). Esta dose já é o reforço da tríplice viral. Nas clínicas privadas existe a opção desta vacina ser dada de forma separada, no mesmo dia em que é dada a tríplice viral. O reforço  poderá ser dado a partir de 3 meses após a primeira dose. Para o reforço, as clinicas privadas oferecem a tetra viral. Do ponto de vista da proteção, as vacinas do posto e da clínica são idênticas.

Hepatite A- vacina que protege contra a Hepatite A. Deve ser dada em duas doses. A primeira aos 12 meses de idade e a segunda, seis meses após esta dose. As vacinas do posto e da clínica são idênticas.

HPV- vacina que protege contra as infecções do Papilomavirus humano. Este vírus está implicado no câncer de colo de útero e verrugas genitais. No sistema público está sendo oferecida a vacina dupla, exclusivamente para meninas. O calendário sugerido pelo Ministério da Saúde é de três doses. A segunda dose seis meses após a primeira e a terceira 60 meses após a primeira. Esta vacina deve ser dada entre os 9 e 19 anos de idade. Nas clínicas existe a vacina quádrupla ou tetra, que pode ser aplicada em meninas e meninos. O calendário das clínicas privadas, também é de três doses, mas o intervalo é mais curto. A segunda dose é dada 2 meses após a primeira e a terceira 6 meses após a primeira. A diferença entre as vacinas dos postos e das clínicas é que as tetra (clínicas) protegem não só contra os vírus implicados no câncer do colo de útero, como também contra verrugas genitais. Por esse motivo os meninos devem ser vacinados com a tetra e não com a dupla.

Este post ficou longo, mas espero que ajude os pais e entenderem quais são as diferenças, mínimas, entre as vacinas dos postos e das clínicas e se sintam seguros em vacinar seus filhos no SUS.

Abaixo, o calendário vacinal do SUS:

 

 

 

26 pensamentos sobre “POSSO VACINAR MEU FILHO NO POSTO DE SAÚDE?

  1. Penso que a insegurança na vacina do SUS não é a vacina e sim o tratamento dado a quem procura o serviço na particular eles te mostram a validade , explicam as possíveis reações, aí a pessoa fica mais tranquila e ainda dão carinho a criança, no SUS infelizmente quem aplica mal fala com a mãe, sei que não posso generalizar todos os postos de saúde pública, mas isso que escuto de quem não vai ao SUS, e quem não pode pagar , fala que fica por falta de opção, pois ninguém gosta de ser maltratado , atenção e gentileza sempre faz bem.

    • Prezada Deise,
      Concordo plenamente que ninguém gosta de ser maltratado. Ninguém deveria ser maltratado. Mas, como você mesma disse, não se deve generalizar. Existem pessoas que atendem de forma atenciosa, independente de onde estejam. Como existe o oposto. Quantos médicos atrasam nos seus consultórios? Quantas secretárias de médicos são antipáticas? Obrigado por participar e trazer esses aspectos para a discussão. O ponto que você levanta é fundamental. As pessoas merecem ser tratadas com dignidade, em qualquer lugar. Finalmente, o SUS não deixa de ser pago. Todos nós pagamos! Uma vez mais, obrigado por sua atenção e gentileza em compartilhar suas ideias e percepções.

    • Concordo, sem falar que as vacinas ficam pronta nas seringas em cima da mesa. meu bebê tem 50 dias e já decidi pagar pelas vacinas, que aqui na minha cidade fica em R$ 675,00 as doses dos 2 meses.

      • Prezada Valéria,
        A decisão de vacinar em clínica privada é totalmente pessoal. Só enfatizo que o programa nacional brasileiro de vacinação é de excelente qualidade. Digo isso baseado na evidência de que não temos Sarampo original do país, há 14 anos. Esta é uma marca invejável. EUA e os países Europeus vivem com surtos de Sarampo. Outro exemplo é o da Polio (paralisia infantil) erradicada do Brasil, conforme constatação da Organização Mundial da Saúde. Eventualmente, podem ocorrer falhas. Mas, estas ocorrem tanto no setor público, quanto privado. Por isso eu insisto no ponto que a decisão de vacinar no público e privado se deve a outros fatores, importantes para cada um, que não a qualidade e eficácia das vacinas.

    • ola doutor, esta chegando ao brasil esta vacina da meningite b sera q é necessario dar ? pq ainda não tem no posto so na rede particular eu dei todas as vacinas pra minha filha ate as que não estao no claendario agora ela esta com 7 anos. obrigada

      • Prezada Rosangela,
        Nas clínicas privadas já estão disponíveis as vacinas contra os meningococos ACWY e esta que citou, contra o meningo B. São vacinas seguras e eficazes que aumentam a proteção contra outros tipo de meningococos. Dar ou não é uma decisão dos pais, em função, basicamente, do custo.

  2. Bom dia Dr. Roberto, sou biomédico, minha esposa também e trabalhou muitos anos com vigilância em saúde e tenho uma filha que é infectologista e desde o começo sempre trabalhou e dá aulas em Dourados (MS). Eu e minha esposa viemos para cá depois que aposentamos e estamos com uma clínica privada de vacinações, pelo google alerts soube de seu blog e achei muito bom e informativo, pretendo segui-lo para manter as informações em dia, temos um site (www.immunitas.com.br) estamos também no You tube, face e tweeter.
    Esteja à vontade se pudermos ajudar com informações específicas, procuramos trabalhar principalmente informando da melhor maneira os pacientes e fazendo contato ativo, avisando quando precisa fazer as vacinas e outras informações (novas vacinas, efeitos adversos, surtos, dicas,retornos etc) via internet, e-mail, sms, telefone etc. Isto tem feito com que muitos nos procurem porque este contato ativo faz a diferença aqui, o cliente para nós não termina quando fazemos a imunização, sempre existirá a necessidade de novas informações, e vacina hj encaramos não como uma rotina de crianças mas da família, aliás estamos visitando e conversando mais com geriatras, cardiologista, pneumo, cirurgiões, reumato, do que pediatras, pois estes já vivem o dia a dia das vacinas.
    Um grande abraço e quem sabe nos conhecemos pessoalmente em algum evento.

  3. Boa tarde Dr., Meu filho que tem atualmente 1 ano e 7 meses tomou todas as doses de pneumococo pelo SUS. Agora a pediatra que é pneumologista está pedindo para dar a 13-valente. Meu marido que foi à consulta não soube questionar a pediatra que conhecemos recentemente. Minha dúvida: é realmente necessário essa nova dose da vacina? O fato de serem diferentes não trará o benefício dos 3 subtipos existentes na vacina privatizada? Gostaria também de saber porque a vacina contra Hepatite A é oferecida no SUS em dose única e na clínica privada em 2 doses. Qual a diferença?

    • Prezada Stephanie,
      Alguns pediatras, desejando ampliar a proteção que a vacina contra o pneumococo, sugerem aos pais que o último reforço seja dado com a 13 valente. A criança vai reforçar os 10 subtipos para os quais ele vem sendo vacinada e desenvolver anticorpos para 3 novos tipos. Não se trata de necessidade porque o programa nacional de vacinações é muito bom e, até esta data, adota a 10 valente. Mas, programas de saúde pública trabalham com a lógica do custo/benefício porque se trata de milhões de doses. Caso os pais tenha recursos e considerem válido ampliar a proteção a 13 valente é uma opção. Quanto à vacina contra Hepatite A, tanto a do setor público, quanto privado, são idênticas. A grande maioria das pessoas desenvolve anticorpos com uma única dose e um pequeno grupo necessita de uma segunda dose. Novamente, pensando em custo/benefício, uma única dose é uma decisão correta. Como não faz sentido colher sangue para se descobrir se houve ou não a produção de anticorpos (se não houve, além de colher sangue a criança tomará outra dose), quando não há uma questão de custos envolvida, faz sentido fazer o reforço.
      Espero ter respondido. Nem sempre é muito fácil explicar essas nuances que envolvem custo/benefício.

  4. Boa noite, doutor
    Muito boas informações. Mas tive a infelicidade de começar a ler relatos de outras mães, dizendo que seus bebês sofreram reações horrorosas. A ponto de alguns bebês terem parado em hospitais. Claro que, como mãe de primeira viagem, eu fiquei apavorada, e receosa em dar a vacina no posto de saúde. Procurei informações sobre vacina acelular, e me parece que só é oferecida em clínicas particulares, e não é barata. Mas não causa as temidas reações de que ouvi falar (e que me horrorizaram). A dúvida é: devo dar a vacina em rede particular (da coqueluche e da pneumo) ou não preciso me apavorar, posso dar na rede pública? Ouvi dizer que essas duas são mais completas nas clínicas privadas. Procede? Vale a pena? Desde já, agradeço antecipadamente.

    • Prezada Tatiana,
      O programa nacional de vacinação brasileiro é excelente. Prova disso é que erradicamos a Polio, conforme atestou a OMS e não temos Sarampo local há 14 anos. Portanto, as diferenças que existem nas vacinas oferecidas não alteram a eficácia do programa público. Quanto à segurança, a vacina DTP celular, dada nos postos tem uma possibilidade maior de ter, como efeito colateral, convulsão. Claro que essa informação assusta. No entanto, o percentual de convulsões é ínfimo (menos do que mínimo) e não justifica o investimento público na vacina acelular. Esta, por sua vez, pode não ter a mesma eficácia imunológica, em termos de duração da proteção. Quanto à pneumo, a diferença é que a do posto protege contra 10 tipos de pneumococos e a das clínicas, contra 13 tipos. Sem dúvida uma proteção um pouco maior. No entanto, os tipos mais comuns e frequentes, se encontram dentre os 10 do posto. Muitos pais fazem 3 doses no posto e o último reforço em clínica privada. Enfim, a decisão é pessoal, mas não deveria ser baseada em grandes diferenças de qualidade da vacina das clínicas. Não existe essa grande diferença. Claro que alguns aspectos da conveniência podem ser importantes para alguns pais, como o fato das clínicas oferecerem a vacina hexavalente, enquanto os postos oferecem a penta + polio separada (duas picadas). Finalmente, tenho uma filha, adulta, saudável, totalmente vacinada no setor público.

      • Doutor, MUITO, MUITO obrigada. Eu sou mãe de primeira viagem. Mas mesmo as que não são, e os pais também, têm medo de ver o filho sofrendo. Pelos relatos, eu fiquei apavorada. Só de saber que minha filhota pode sentir dor, ter reações, entrei em crise. Nós, que somos pais, se pudéssemos, transferiríamos para nós toda e qualquer dor dos nossos filhos.
        Em termos de eficácia, eu também confio mais no público, meu medo é mesmo a reação.
        Obrigada pela explicação clara e sincera.

  5. Dr. Tenho uma filha de 7 meses e já estamos 1 mês na europa. Porém vamos ficar aqui mais um período de 4 meses. Ela começou tom anda as vacinas no Brasil. Gostaria de saber se a possiblidade de eu continuar vacinado ela na europa, se aqui existem as vacina que constam no cartão de vacinação do Brasil ou se tenho que espera e nosso retorno para dar continuidade?
    E caso se eu tiver que esperar, quando retornar ao Brasil vou ter começar do zero com as vacinas pelo tempo que ela ficou sem se vacinar??
    Desde já agradeço!

    • Prezada Tamile,
      Em princípio, sua filha somente deverá receber novas vacinas com um ano e, depois, com 15 meses. Não sei em que país da europa você se encontra, nem quais são as vacinas que oferecem para crianças com um ano. Mas, se quiser esperar o retorno ao Brasil, não vai precisar começar do zero.

  6. Olá, doutor.Minha amiga tem um filho de 2 anos e o garoto já havia tomado a vacina contra o sarampo mas ele mesmo assim adquiriu a doença(passa período integral na creche).Por que apesar de tomar a vacina a pessoa pode adoecer?

  7. Olá Dr Roberto. Sempre confiei muito nas vacinas do sistema público, mais agora que sou mãe me apavora saber que meu bebê pode ter convulsões por causa da vacina. Queria muito que fosse vacinado pelo SUS mais esse medo esta me deixando muito indecisa. É verdade que se iniciar a vacinação na rede privada não pode mudar depois para a rede pública??? Obrigada. Um grande abraço

    • Prezada Patricia,
      As vacinas oferecidas pelo setor público são seguras e eficazes. O Brasil tem um dos melhores sistemas públicos de vacinação do mundo. Mesmo no setor privado, as vacinas apresentam efeito colateral. Ainda que a DPT acelular dada no sistema privado apresente menos probabilidade de convulsões, ainda assim o risco existe. Só que, tanto no público, quanto no privado, esse risco é baixíssimo. Quanto a começar no privado e migrar para o público, apenas a vacina contra o Rotavírus deve ser continuada onde iniciou a vacinação.

  8. Boa tarde Dr. Roberto. Gostei muito do post. A respeito da vacina de hepatite A, dei na minha filha no SUS que é oferecido apenas uma dose com 1 ano de idade. Eu disse para a enfermeira que eu terei que dar o reforço daqui a 6 meses e ela me disse que a vacina do SUS é feita para dar apenas uma dose, sem necessidade do reforço. Então a vacina de hepatite A são diferentes do SUS e da particular? Tenho que dar na minha filha a segunda dose na clinica particular?

  9. Dr. Roberto, tenho uma outra dúvida, minha filha está com 1 ano e 6 meses precisava dar nela o reforço da pentavalente mas nas clinicas particulares está com falta da vacina pentavelente e a tetra também. Dei as 3 doses no particular que foram a hexavalente. Agora teria que dar o reforço mas como está com falta da vacina pentavalente acabei dando no SUS a DTP e poli (gotinha). A Hib teria que tomar o reforço também mas no SUS eles não oferecem. Preciso dar no particular quando chegar?

  10. OLA, eu nao estava proximo ao posto de saude da minha regiao entao fui em outro mais proximo orientado que poderia vacinar meu filho de seis mese la chegando a a atendente me disse que nao o vacinaria pq teria que vacinalo na minha unida, vacinei ele com mais de trinta dias de atrazo..(nao tem uma lei que garante as crianças serem vacinadas em qualquer posto de saude???

    • Prezado Sergio,
      Do ponto de vista da eficácia da vacina, o atraso não vai alterar nada. Seu filho estará protegido. Quanto a uma lei, desconheço. Certamente, um posto de saúde deve aproveitar todas as oportunidades possíveis para vacinar quem se apresenta. Sugiro questionar a Secretaria Municipal de Saúde da sua cidade.

  11. Até o momento só dei 1 única vacina no SUS ao meu filho, que foi a primeira dose da meningite C, pois como sinalizado pelo pediatra, a vacina oferecida pelo PNI é a mesma das clínicas privadas.
    Fui extremamente mal atendida, e lhe digo que não sei nem o que foi que a técnica colocou dentro da seringa e aplicou, sem nenhum olhar de carinho, no meu bebezinho de 3 meses que dormia inocente no meu colo após o cansaço do sol… eu, que vinha acostumada a sair do laboratório com caixa e bula da vacina nas mãos, senti-me extremamente desrespeitada no posto de saúde.
    Isso sem contar as péssimas instalações, nos dão uma senha e nos obrigam a esperar em pé, sob sol e calor intenso o atendimento. Tudo isso com bebês extremamente sensíveis e que ainda nem podem usar protetor solar.
    Senti -me desrespeitada, fui mal atendida e incomodada em ver que colocam pessoas tão insensíveis para lidar com bebês e mães num momento tão sensível que é a tortura da vacina.

    Mas foi uma escolha minha. Mais revoltante é ver-me refém de laboratórios, quando, simplesmente, interrompem a distribuição da hexavalente acelular e nos obrigam a oferecer uma vacina com grande potencial de causar reações indesejadas e ainda reações graves, como se a dor da aplicação já não bastasse aos nossos bebês… Vacinas deveriam ser inaladas, ou mesmo um spray ou pomadinha como as que usamos pra prevenir as assaduras.

    • Prezada KK,
      Atendimento descortês ou insatisfatório, infelizmente ocorre porque, no final das contas, é uma pessoa que fará a aplicação. Mas, não podemos dizer que o sistema (público ou privado) é ruim por conta de uma pessoa que não fez o seu trabalho direito.
      O Programa Nacional de Imunizações do Brasil é muito bom. A prova disso é o reconhecimento pela OMS da erradicação da Pólio e o fato de não termos Sarampo local, há mais de 12 anos. Sarampo é uma doença altamente contagiosa, cuja vacina requer muito cuidado. Logo, se não temos Sarampo, estamos com uma alta cobertura vacinal e uma rede de conservação adequada da vacina.
      Há uma certa desinformação ou até manipulação sobre as reais diferenças das vacinas oferecidas nos postos de saúde e nas clínicas. Se as vacinas oferecidas nos postos não fossem seguras, teríamos notícias frequentes de efeitos colaterais graves. Antes disso, a ANVISA não teria autorizado o seu uso.
      Claro que todos nós desejamo vacinas em spray. Existe muita pesquisa nesse sentido. Não só seria muito mais confortável para as crianças, como sua aplicação seria mais fácil e com menos custos.

  12. Minha neta c dois meses teve alergia da rotavirus e tomou no particular..nao vai mais poder tomar as outras doses..pergunto quem me garante q nao tera alergia das outras vacinas q venha a tomar? Existe Dr esta possibilidade?? Muito obrigada. Leda

    • Prezada Leda,
      É rara uma reação alérgica à vacina contra o Rotavírus. Confirme com o pediatra da sua neta se, de fato, foi uma reação à vacina. Quanto às demais vacinas, em princípio, não existe correlação alguma entre elas, apenas o fato de que são vacinas. Por exemplo, uma pessoa alérgica a banana, não necessariamente será alérgica a maçã, ainda que ambas sejam frutas. Mas, como o blog não substitui uma consulta, siga a orientação do pediatra.

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