UMA PALMADA FAZ MAL?

Lei-da-PalmadaUma palmada faz mal sim! Uma palmada é sinal de que o adulto perdeu a paciência e não um ato que eduque ou discipline. Se fosse, ninguém conversaria, explicaria, colocaria de castigo, antes de dar uma palmada. Se palmada fizesse realmente bem para educar uma criança, seria a primeira coisa a ser feita. Mas, alguns poderão argumentar que, apesar de não ser o ideal, nem a primeira coisa que se deva fazer, uma palmada bem dada, tem o seu momento. Ou, que algumas crianças só param de fazer pirraça, chorar ou fazer algo que não deva ser feito, quando recebem uma palmada. Alguns podem chegar a dizer que uma palmada dada com “amor”, não dói. Como se existisse alguma forma de violência que pudesse ser aplicada a outro ser humano, com amor!

Gostaria de listar alguns argumentos pelos quais não deva dar palmadas em crianças, nunca.

  • Bater ensina a bater. Uma criança que recebe uma palmada, entende que bater é algo permitido ou possível. Mais, que alguém maior pode bater em alguém menor. Assim, um irmão  maior pode se sentir “autorizado” a bater em um menor ou na escola usar violência contra uma criança menor.
  • Bater ensina que esse é um bom método de se resolver problemas e que a agressão física é uma atitude normal e que a força bruta é mais importante que o diálogo.
  • Bater mina a auto estima da criança porque esta sente que deve ser muito “errada” para merecer uma palmada de quem passa os dias e horas dizendo que a ama.  A palmada é uma mensagem que confunde a criança que ainda não tem capacidade de entender e acomodar contradições.
  • Bater faz a criança temer o mais forte ou  mais poderoso, podendo se refletir, na vida adulta em uma postura de aceitação e submissão de abusos (verbais, profissionais etc.).
  • Bater nas mãos inibe a criatividade, curiosidade e destreza das crianças. As mãos são ferramentas de exploração, uma extensão da curiosidade infantil e um “tapinha” nestas pode mandar uma mensagem muito negativa. Melhor separar o objeto “proibido” das mãos da criança do que dar um “tapinha”.
  • Bater pode levar ao abuso. Uma vez transposto o limite entre o não bater e bater, fica mais difícil o controle em um eventual acesso de raiva dos pais. O descontrole é algo que pode acontecer por segundos, mas o abuso que se pode cometer nesse curto espaço de tempo pode ser enorme.

Se nenhum desses argumentos for suficiente para demonstrar porque não se deve bater em uma criança, deixo um argumento final, que considero definitivo:

  • Bater não funciona! Tanto a experiência de vários pais (não sei o que esse menino tem, quanto mais eu bato, pior ele fica!) quanto estudos acadêmicos, demonstram que bater não mofidifica comportamentos indesejáveis. Talvez seja o oposto porque, ao gerar raiva na criança que recebe um tapa, esta passa a confrontar mais e, quanto mais confronta, mais apanha e um ciclo vicioso negativo se instala. Bater, nem que seja “só um tapinha”, não funciona para a criança, seus pais e nossa sociedade.

Em outros posts já falei sobre limites e sua importância. O fato de me posicionar de forma inquestionável contra os “tapinhas” não signfica que a criança possa tudo, sempre. Significa que o adulto precisa ter criatividade, paciência e perseverança para impor os limites, sem ter que recorrer à violência física.

Aguardo seus comentários, sempre bem-vindos.

 

38 pensamentos sobre “UMA PALMADA FAZ MAL?

  1. Se eu disser que nunca dei umas palmadas no Victor, certamente estaria mentindo, dei sim, e garanto que, para eu chegar a um ponto desses, utilizei antes disso toda a argumentação e meios necessários, mas ele tinha uma forma bem chatinha de me tirar do sério. Cresceu sem traumas e nunca foi de bater nos coleguinhas.
    Hoje as coisas vão no diálogo mesmo, afinal ele aprendeu tudo o que eu tentei passar, e ele tem 1,78m. Não tenho disposição nem altura para tentar bater nele.
    No máximo eu lanço, à distância, uma sandália havaiana, que sempre acerta! Disso ele fala muito bem, da minha pontaria!
    O que quis demonstrar com toda a narração acima, é que crianças tiram sim a gente do sério, mais ainda quando são habituadas a só ouvirem sim. Os gestos de carinho e as palavras de amor, quando são uma rotina, suplantam esses nossos “estouros”, e quando não, acredito que possam sim gerar traumas e afetar totalmente a personalidade dos pequenos.

    • Edite,
      Obrigado por seu comentário sincero e corajoso. Deu margem a alguma polêmica e isso é salutar, desde que as pessoas mantenham o respeito, umas pelas outras. Como você percebeu pelo que escrevi no blog, não concordo com você. Mas, isso não me permite fazer um juízo de valor a seu respeito. O que acho importante é que todos possam expressar suas ideias e, das diferenças, da polêmica, possamos, todos, reavaliar criticamente nossas posições. Se alguém pensa diferente de mim, não significa que está errada. É uma oportunidade que tenho de aprofundar o que penso para tentar descobrir se o errado não sou eu. Por isso, agradeço, uma vez mais seu comentário. Mas, no quesito bater em criança, mesmo reavaliando e ponderando, continuo acreditando que não bater é um limite instransponível.

  2. Um dos textos mais lúcidos que já li sobre as ditas “inofensivas” palmadas. Argumentos inteligentes, claros e bem fundamentados. Todos aqueles que dizem: “apanhei quando criança e nem por isso morri”; “uma palmada bem dada resolve” e outras frases do tipo deveriam ler esse post. Se não aceitamos violência contra adultos, como aceitar violência contra crianças?? Palmada é violência, seja uma “palmadinha” ou um “palmadão”. Quem define o limite?? Ninguém – nem pai, nem mãe – tem o direito de bater em crianças: o nome disso é covardia.

    • Daniela,
      Obrigado por seu comentário, reforçando a questão de que dado o limite (não bater), não há como se falar em exceção ou em tentativas de quantificar (bato pouco, nem dói, etc.). Não é à toa que a Alice é uma menina tão feliz!

  3. Depois de um texto lúcido desses, Edite, que coisa triste não reconhecer o próprio erro… chinelos voando em um homem praticamente adulto? Meu Deus… quanto equívoco junto. Espero que o Vitor não faça a mesma coisa com os próprios filhos. Digo ainda que a maior das palmadas é de uma dor tão grande quando a agressão verbal. Ambas arrasam com a auto estima das pessoas. As mães esquecem de quando foram filhas e encaram a educação como um desconto no outro. É como um trote de faculdade: a vítima vira o autor no ano seguinte. O nome disso é falta de preparo para ter filhos e falta de auto análise. Belo texto. Obrigada!

  4. É sério mesmo ou é trote este comentário de Edite Jardim (no qual, inclusive, ela admite que bater em criança é COVARDIA e, portanto, ensina que covardia e violência são aceitáveis em algumas situações)????????????? Bater nos coleguinhas não é o único aprendizado de violência e covardia que se segue a este tipo de deseducação das palmadas. Há outros bem mais sutis.

    • Lucelena,
      Gostei do termo deseducação que empregou para definir palmadas. O que as palmadas ensinam (e como ensinam!) nunca é o que os pais supõem (bom comportamento, modos etc.). Ensinam os caminhos, mais ou menos sutis, da violência, desrespeito e abuso. O espaço é curto, mas lembra o que em física chamam de “efeito borboleta” que diz que o bater das asas de uma borboleta em Porto Alegre pode produzir uma tempestade tropical na Amazonia. O que esse enunciado procura exemplificar é que pequeníssimas ações podem ter enormes consequências, à distância, ficando difícil até de se fazer uma correlação. Logo, uma palmadinha hoje, pode ter consequências impensáveis, na distância do futuro.

  5. Esse é um assunto muito complicado e polemico eu cresci e nunca levei um tapa do meu pai nem de minha mãe, morei um tempo com minha tia e apanhei bastante pois aprontada e não sou uma pessoa revoltada tudo normal comigo . Tenho um sobrinho com 10 meses que é muito levado e as vezes dá pra perder a paciência e tenho um afilhado que estou tomando conta dele que não sei como vai ser pois ele tem um gêniosinho brabo . tenho que ter um controle rs rs

    • Prezada Janaina,
      Obrigado por seu depoimento corajoso. Assim como você, muitas pessoas relatam que receberam palmadas, chineladas ou beliscões e que isso não produziu nenhum mal. É possível que você, bem como outras pessoas, tenham uma capacidade de lidar com esse tipo de violência (me parece que ninguém discorda que alguém muito maior bater em alguém menor, sem capacidade de se defender, seja uma violência e covardia) que permitiu levar uma vida sem maiores problemas. A questão é que nem todo mundo é assim e alguns (não sabemos quais) desenvolverão atitudes indesejáveis de violência ou dificuldades de adaptação social, por conta dessa violência sofrida na infância. Portanto, devemos nos controlar (nunca disse que uma criança é incapaz de nos irritar!) e nunca bater em uma criança.

  6. Amei esse texto Dr. Roberto. Minha filha Stella tem 1 ano e meio e estamos enfrentando uma fase confrontadora. Moro atualmente na Holanda onde bater em crianças e humilhar é considerado crime e leva até a perda da guarda da mesma. Meu esposo é holandês e tem muito mais paciência que eu, mesmo que em “off” ele tenha levado umas palmadas quando pequeno. Eu levei surras, não somente palmadas dos meus pais (brasileiros) quando criança e foram necessários anos para perdoá-los, só consegui mesmo perdoar na vida adulta. Hoje me pego sendo levada pelo impulso de agir como meus pais. Já me segurei muitas vezes para não bater na minha filha, pois lembro de quanto odiava quando apanhava. Confesso que dei tapas na mão dela uma única vez e não surtiu efeito nenhum, ela continuava a mexer no que não podia. Portanto o que fizemos foi descartar essa idéia de educar com a palmada e protegemos a casa toda, mudamos tudo que fosse perigoso de lugar e eu , principalmente, estou tentando entendê-la mais. Abraço e obrigada pelo texto!

    • Prezada Daniella,
      Obrigado por sua participação no blog. Você abordou uma questão importantíssima, que é a cultura local. Na Holanda, onde mora atualmente, é um crime bater em criança. Mais, um crime é algo que tem consequências e gera vergonha em quem o pratica. Ajuda todos a se conterem diante de um impulso agressivo. Quem vive em um ambiente onde há permissividade para essa violência, encarada como normal ou até necessária e onde o crime não necessariamente traz consequencias para quem o pratica, se sente “autorizado” a cometer esta violência. Eu é que agradeço sua contribuição.

  7. Apesar da polêmica gerada, e de alguns terem se achado no direito de me julgar, eu fui super sincera, e quando disse que dei palmadas no Victor, o fiz exporadicamente e porque, apesar de ser errado, todos têm um limite. Nunca espanquei meu filho, e jamais o faria.

    Minha educação foi severa demais sim, apanhei muito da minha mãe? Apanhei sim, e até os 18 anos. E não foram palmadas não, a coisa beirava o espancamento. Eram surras de cinto, de vassoura, de me deixar toda cheia de hematomas por todo o corpo, e sinceramente amei minha mãe por toda a sua vida. Infelizmente a perdi no último dia 07/09/2013, e apanharia tudo de novo, se isto a fizesse permanecer aqui.

    Equívocos todos cometemos, se não com palmadas, cometemos com outras situações, mas não se preocupem, não voam mais chinelos no Victor, desde os 13 anos.

  8. Como seria bom se esse esclarecimento pudesse chegar a todos os pais, pois somente através da informação podemos sair da ignorância, pois as crianças como nós adultos gostam de carinho, conversa e compreensão.

  9. Que belo texto! E nos faz pensar que aquilo que recebemos quando criança, instintivamente queremos dar continuidade na vida adulta. Eu também levei palmadas, beliscões e surras. Fui uma criança levada e arteira. Minha mãe tinha muita pacicência. Porém, muitas vezes lhe faltava argumentos e ela recorria a famosa vara de goiabeira para as devidas corrigendas. Mas antes ela tinnha uma “conversa” comigo e minha irmã. E antes de terminar essa conversa, ja estávamos pedindo para apanhar. Pois ela nos fazia refletir no motivo das varadas. Naquilo que tínhamos feito. Não a condeno e nunca a condenarei por isso. É preciso lembrar que há 20 ou 30 anos ( ou mais), atras as pessoas tinham a plena convicção de que essa era forma correta de se educar e impor limites aos filhos mais “levados”. Minha mãe apenas estava repetindo o recebeu de minha avó, que por sua vez repetia o que tinha recebido de sua mãe. Porém com o avanço da psicologia e da pedagogia, além de uma maior concientização dos pais do futuro chegou-se a conclusão que o diálogo e o amor trabalham melhor na formação e educação de um novo ser-humano. Hoje sabemos que temos a tendência de aplicarmos aquilo que nos foi ensinado através do exemplo. É preciso coragem e determinação para quebrar essa corrente. Hoje tenho uma linda criança de 1 ano. E que é bem geniosa. Porém em nenhum momento me passou pela cabeça lhe dar sequer um “tapinha” na mão. Diariamente o tiro dos lugares “proibidos” mais de 20 vezes, para que ele aprenda e entenda que ali não é lugar para brincar. Além de ter adotado as devidas medidas de segurança para que ele não se machuque. Quando amamos de forma icondicional esses pequenos e lindos seres que temos sob nossas responsabilidades, entendemos que amar e bater não são verbos que possam ser conjugados simultâneamente.

  10. Hoje sou casado, bem educado pelos meus pais, sou feliz amo meus pais incondicionalmente. Posso dizer que apanhei de sandália, cinto, e não fiquei traumatizado. Existe diferença em violência e tabefes ou palmadas dos pais. A violência, que é crime, vai sempre existir com ou sem lei, mas a educação e os bons modos vão desaparecer sem um apoio didático chamado sandália. É evidente que existe o momento para aplicar as palmadas. O que eu tenho é observado é uma nova geração de pais que dialogam muito com os filhos e esses pintam e bordam e os pais ficam só de conversa. Como diz o velho ditado:” se não bater no seu filho agora, amanhã quem bate é a polícia”. E olhe lá, porque as vezes o sujeito não tem jeito mesmo. O que eu vejo é muita teoria.

    • Prezado Flavio,
      Obrigado por compartilhar seu ponto de vista. Apesar de ser diametralmente oposto ao meu, entendo o seu posicionamento. Lembro apenas que existe algo entre a sandália e os pais que só ficam de conversa, enquanto os filhos pintam e borda. Esse algo se chama limite. Para se impor limites, não é necessário sandália. É preciso enfrentar a reação de ira, ódio, raiva dos filhos, com absoluta serenidade e carinho. Nem é preciso muita conversa. Uma palavrinha só basta: não!

  11. Ótimo texto dr. Pena que, o que as pessoas que apanharam quando menores nao entendem é que as palmadas causaram SIM algo em suas vidas e personalidades. Se nao tivesse apanhado, vc poderia ser mais segura, ou mais confiante, ou isso e aquilo. Se fizessem uma análise em cada adulto ou ate jovem que apanhou, encontrariam pontos que poderiam ser melhores ou simplesmente poderiam nao existir caso nao tivessem sido violentados quando criança. É como quem diz que comeu batata frita, danoninho, gelatina e alguns outros alimentos nao recomendados para crianças menores de 2 ou 1 ano e sobreviveram… a questao hj eh sobreviver e nao viver. Sao atitudes que podem não ser vistas facilmente ao se bater o olho em alguem, mas que olhando a fundo atrapalharam em algo, sim. Meu irmao apanhava demaaaaaaiiissssss, mas muito mesmo. Eram surras intermináveis, elle implorava e quanto mais pedia para parar, mais meu pai batia. Me da vontade de chorar so de lembrar. Nao preciso nem dizer as marcas fisicas que ficavam. Mas as piores foram as marcas que nao enxergamos com os olhos. Ele viveu a infancia em psicolocos, tomou tarja preta, teve mtos problemas na escola. E no meio disso tudo, mais surras. Hj tem 1 filho de 1 ano e meio que ja apanha, nao tem paciencia com as descobertas da criança nem com sua energia, que eh igual a dele quando criança, e está fazendo o mesmo que meu pai fez com ele. Eu, por assistir a tudo isso, ja digo desde agora que nao vou e nao quero nunca levantar 1 dedo para minha filha de 3 meses hj. So nao sei como lidar com os avós, que batem tb no meu sobrinho e com ctz vao querer fazer isso com minha filha. Eh lamentável vc querer bater em alguem indefeso, e que tanto vc sonhou para ter. Pare e pense na sua covardia sem tamanho e no estrago que vc irá fazer na vida desse ser humano.

    • Prezada Débora,
      Obrigado por participar do blog, compartilhando suas vivências. Certamente elas poderão ser importantes para outras pessoas. Quanto aos avós, sugiro que avise, o quanto antes, que ninguém está autorizado a dar uma palmada sequer na sua filha. Diga isso de forma gentil, porém firme. Melhor avisar agora e avisar quantas vezes achar importante, do que passar pela situação de sua filha levar um tapa dado por um dos avós. Converse com seu marido a respeito e peça a cumplicidade dele.

  12. E o que fazer quando um bebê de 2 anos e 3 meses abre a geladeira a todo momento e vc tira e ele abre de novo por pelo menos 15 vezes?? Vc fala, explica, diz não!! E ele abre a geladeira…. E faz isso com o forno e com a porta de blindex…. Enfim… Não sei o que fazer! A vontade é sumir, rs, pq não sei o que fazer! Meu filho está me batendo, dando tapas, tudo que falo ele diz não… Chora pra dormir, pra escovar os dentes e ora tomar banho… Estou a beira da loucura..

    • Prezada Jade,
      Não tenho fórmulas mágicas. Adoraria ter. Me parece que você está tendo alguma dificuldade em exercer a sua autoridade e seu filho a desafia, quase que pedindo esse limite. Sugiro que leia meu post desta semana. Espero que a ajude a usar sua legítima autoridade. Tudo que seu filho precisa é que você mostre a ele “quem manda nesta casa”. Sem bater! Sucesso!

  13. oi eu tb sou contra tapas e gritos,porem confesso que tem dias e momentos que não to tão equilibrada e acabo perdendo a cabeça facilmente.A hora que acabo perdendo a paciencia e dando uns tapas e gritando é na hora de comer ( sei que essa hora é que menos pode ter estress),é que ela tem uma mania mto chata de ficar guspindo a comida,acabo me estressando,gritando,dando uns tapas e sendo bem estupida na forma que pego e seguro ela ( me sinto tão mal ,mas tão mal que fico dias me remoendo e nao dormindo).
    Minha filha tem 1 ano e 9 meses,e desde 1 ano que isso vem acontecendo ( não é com frequencia,não é todo dia,geralmente essa linha de estress dura 1 semana,e depois fico uns 3 meses tranquila).
    Outra coisa que fica me remoendo,é que as vezes tenho brigas com meu marido ( nada agressão fisica),e as vezes acaba sendo na frente dela ( voz mais alterada ) tb não é com frequencia.
    O que eu gostaria de saber se de alguma fora eu já traumatizei minha filha,afetei ela emocionalmente e pisicologicamente.Morro de medo dela crescer e com essas atitudes se afastar de mim.
    obrigada

    • Prezada Nathalya,
      Questões comportamentais são complexa demais para serem abordadas numa resposta de blog. Há sempre o risco de uma resposta superficial ou incompleta. O que me parece importante é que você tem consciência de que, em certos momentos, passa de um limite desejável. Mas, daí a traumatizar sua filha, não há como se afirmar nada. O mais importante é que os momentos de carinho sejam frequentes e sinceros. A vida não é perfeita e crianças aprendem a lidar bem com isso, se tiverem um ambiente de acolhimento amoroso, a maior parte do tempo. Não se sinta culpada por ser humana.

  14. bom dia! Achei um máximo esse post: Bater faz a criança temer o mais forte ou mais poderoso, podendo se refletir, na vida adulta em uma postura de aceitação e submissão de abusos (verbais, profissionais etc.). Ficava sem entender porque sou assim hoje : passiva demais e essa fala responde o que eu não entendia. Vou trabalhar isso.

  15. “Não tenho fórmulas mágicas. Adoraria ter. Me parece que você está tendo alguma dificuldade em exercer a sua autoridade e seu filho a desafia, quase que pedindo esse limite. Sugiro que leia meu post desta semana. Espero que a ajude a usar sua legítima autoridade.”

    É muito engraçado esse tipo de postura. Todo mundo condena e quando a pessoa realmente pede alguma resposta sobre o que fazer, é isso que ela ouve. Não sou adepto à violência, ela me revolta também. No entanto é ridículo exigir esse tipo de postura de um pai e ao mesmo tempo não dar nenhuma outra alternativa. A pessoa fica perdida. Acho também risível você AVALIAR e JULGAR uma pessoa, (sim, porque é isso que você faz) quando diz que um pai que ama não bate. Então quer dizer que todo pai que bateu não ama seu filho? Ama sim. E bateu porque sabe que seu filho precisa de limites e na sua imaturidade não consegue enxergar a consequência dos seus atos logo a frente. Ele bateu porque na sua tentativa de educar, esgotaram-se todas as alternativas sem que tivesse nenhum sucesso. Acho que pior que bater é ficar sem ter o que fazer, e acabar desistindo. Isso sim não é amar. Isso sim é abandonar. Um pai que bate (no intuito de instruir) não bate com a intenção de humilhar, ridicularizar, ou acabar com o futuro da criança, mas bate por estar desesperado por não poder mais com os constantes erros do seu filho.

    • Prezado Anderson,
      Inicialmente peço desculpas se você se sentiu condenado ou acusado por qualquer comentário que eu tenha feito. De forma alguma tenho condição de avaliar e julgar uma pessoa. Nunca disse que um pai que bateu no seu filho não o ama. Esta leitura não é de um texto meu. Estamos de acordo com relação à necessidade do limite. Onde discordamos é quanto aos métodos. Para você, é válido o recurso da violência, enquanto que, para mim, não. São visões de mundo distintas e não tenho a pretensão de que a minha seja melhor do que a sua. Na minha visão de mundo e experiência profissional, vejo alternativas à violência física que seriam as punições e restrições que não cheguem à agressão física. Quando diz que um pai bate por desespero, de certa forma dá a entender que a racionalidade saiu de cena. O fato de alguém bater no outro por uma suposta intenção, não impede que o agredido se sinta humilhado, enraivecido ou desperte sentimentos de ódio e vingança. Do mesmo modo, uma criança não diferencia “motivos para bater”. Para ela, o aprendizado que ficará é que bater pode ser uma solução aceitável.
      Como disse, não tenho a menor intenção de mudar a visão de mundo de ninguém. Só queria registrar que não o julguei, nem avaliei.

  16. Meu filho esta com 3 anos e 3 meses e eu e minha esposa estamos enfrentando um momento muito difícil com ele já que ele é muito ativo,inteligente demais,muito perceptivo e expansivo.Já houve uma fase quando ele estava com 1 ano e meio que ele jogava brinquedos e utensílios pela varanda do apartamento e agora ele voltou a fazer isso.Estamos vivenciando uma fase que ele esta com muita irritabilidade,a volta as aulas ele não curtiu porque chorou todos os dias que foi.Estamos precisando de uma dica,um consolo e uma luz.Nós o amamos demais e sentimos bastante toda essa situação.

    • Prezado Marcos,
      Questões comportamentais são complexas e responder pelo blog seria superficial ou irresponsabilidade minha. Sugiro que converse com o pediatra que já conhece seu filho e o contexto familiar. Eventualmente vocês, pais, poderiam se beneficiar de uma conversa com um psicólogo para lhes orientar.

  17. tenho uma bebê de 1 ano e 2 meses e tem horas que ela mim tira do serio, o que ela costuma a fazer que mais mim irrita e colocar o dedo na garganta para vomitar , eu vou digo pra ela que não pode e ela sempre com a teimosia tem vezes que perco a cabeça e dou uns tapinhas . mas logo mim arrependo e muitas vezes choro por ter dado os tapinhas .

  18. Tô achando tão difícil esse negócio de educar! Eu quero tanto fazer o melhor pelos meus filhos e quando vejo tô errada de novo. Mas, obrigada pelos esclarecimentos! Vou tentar seguir suas orientações q me parecem corretas, mais humanas e racionais.

  19. Minha filha tem 20 meses e ontem passeamos com ela pelo castelo ba figueira da foz era para ser um dia agradável pois tbm foi aniversário do meu marido. Foi horrível pois ela já as 9h da manhã começou as birras ela mandava se para o chão sujou toda a roupa, enfim acabei por gritar com ela como nunca o fiz, disse que era culpa dela que eu e o pai brigaram pois temos opiniões bem diferentes a que toca as palmadas. Ontem dei uma palmada nela já no fim do dia pois eu já estava esgotada. Sinceramente me arrependi e n sei o q fazer para apagar isso da minha filha. Obrigada

    • Prezada Anna,
      Não tente voltar atrás. Simplesmente, aprenda com o ocorrido para que, numa futura situação semelhante- e vão existir, não faça algo do que se arrependa. Não tente compensar nada, não sinta culpa. Vida que segue!

  20. Puxa… Hj a ao fim de um dia exaustivo, pego meu filho de 2 anos e meio na escola e do chego em casa as 21h..e quanta borda elr fez na rua. ..no supermercado. ..não queria andar no chão. Mesmo eu cheia de peso e conversando cm ele.. cada vez q eu parava ele gritava mais… e quando eu tentava ignorar ou dizia :” tudo bem…Quando chegar em casa vamos conversar….ele gritava ..chorava e dizia”eu já parei…ou eu quero paraR. ..ahh meu Deusss. .todos no supermercado me olhavam… foi horrível. ..pq ele sempre faz esses barracos pq qualquer coisa q contrarie ele…Pode ser mínima coisa…pois eu fui p casa determinada…Nem falava c ele…e ele cada vez mais histérico. ..dizia q já parou…mas na verdade falava isso aos gritos..
    Pos cheguei em casa coloquei ele sentado e dei umas chinelada. ..até el3 parar…
    Fiquei arrasada…Estou arrasada..pois fui pesquisar na net sobre isso e achei seu blog…Nem sei como será p trabalhar amanhã …vontade de acordar ele agora é abraçar….pedir desculpas. ..tô muito mal mesmo depois de ter lido seu blog…
    Que monstro q sou

    • Prezada Vanessa,
      Você já percebeu que perdeu o controle e isso não é bom. Mas, é humano. Não se culpe. Culpa paralisa. Aprenda com o episódio, desenvolvendo mais tolerância para que, numa próxima vez (e haverão muitas), não se descontrole. Pedir desculpas é uma boa ação, mas sem dar muitas ou excessivas explicações. Apenas diga que perdeu o controle e a paciência. Se desculpe pelas chineladas e vida que segue.

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