A SAÚDE DOS ADOLESCENTES

Muitas vezes os adolescentes ficam em um certo limbo, com relação aos cuidados médicos. Alguns não se sentem confortáveis em continuarem a ser atendidos por seus pediatras porque não querem, com razão, serem tratados como crianças. No entanto, ainda não são adultos e ficam desconfortáveis em procurar um clínico.

Para as meninas essa questão existe, mas, com frequência, uma ginecologista acaba também cumprindo o papel de uma clínica geral, orientando e cuidando de aspectos não só ginecológicos.

Felizmente, a grande maioria dos adolescentes é saudável e simplesmente deixam passar esse período, sem fazer nenhuma consulta médica, até que se sintam confortáveis para procurar um clínico.

No entanto, existem algumas particularidades da adolescência que justificariam uma consulta com um médico que conhecesse bem essa faixa etária. Normalmente esse médico é um pediatra que tenha conhecimento e interesse nesse grupo. O melhor cenário é quando o adolescente se sente bem com seu próprio pediatra.

Alguns pontos que são específicos da adolescência e que deveriam ser discutidos com o médico:

– avaliação física periódica (anual) . Nessa consulta seria medido o peso, altura, pressão arterial, índice de massa corporal.

– avaliação laboratorial. Ao menos  um hemograma e lipidograma deveriam ser feitos, nessa faixa de idade. Dependendo da história pessoal e familiar, bem como do exame físico, outros exames de laboratório poderia ser solicitados.

– revisão das vacinas. Achamos que vacina é só coisa de criança. No entanto, adolescentes precisam ser lembrados de algumas vacinas como: reforço da anti-tetânica, HPV (papiloma vírus), hepatite A e B (se não foram vacinados ainda) e gripe (anual).

– conversar sobre o desenvolvimento do corpo, alimentação e exercícios saudáveis, sexualidade, uso de álcool e outras substâncias, auto estima, aproveitamento escolar e qualquer outro assunto que o adolescente queria discutir. Essa conversa deve ser somente com o adolescente, sem a presença dos pais e com um acordo de confidencialidade previamente estabelecido.

Muitas doenças da vida adulta podem ser evitadas ou minimizadas por um bom acompanhamento médico dos adolescentes. Não só isso, mas oferecer um espaço onde se sintam acolhidos, sem preconceitos, e que possam falar livremente sobre suas preocupações, inseguranças naturais, mitos e crendices,  pode contribuir para uma vida mais feliz.

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