O PRATO SAUDÁVEL

Cada vez mais nos preocupamos com a qualidade da nossa alimentação. No entanto, nem sempre é fácil lembrar de como devemos montar um  prato saudável. Até muito recentemente havia uma pirâmide alimentar que dava uma orientação razoável. Esta pirâmide foi substituída pelo “ prato saudável” que apresentamos abaixo.

1-      Metade da sua refeição deve ser constituída de verduras, legumes e frutas.

2-      Um pouco mais de um quarto da refeição deve ser de grãos (arroz, pão, aveia). Destes, idealmente metade deveriam ser integrais.

3-      Um pouco menos de um quarto da refeição deveria ser de proteína, com preferência por peixe ou frango (sem pele).

4-      Uma boa refeição deve incluir uma porção de leite ou um de seus derivados.

5-      Deveríamos evitar: sal, gorduras saturadas ou trans, açúcar, fast-food e grãos refinados

6-      Deveríamos comer  mais: peixes, grãos integrais, azeite, leite desnatado e queijos com baixo teor de gordura, frutas e legumes, proteínas sem gordura.

Esta deveria ser a base da alimentação da família. Assim, as crianças conviveriam com uma cultura alimentar saudável, muito importante na prevenção de doenças da vida adulta como: obesidade, hipertensão, aumento do colesterol, diabetes tipo 2 e algumas formas de câncer.

Veja a representação de um prato saudável e bom apetite!

17 pensamentos sobre “O PRATO SAUDÁVEL

    • Bia,
      Boa pergunta. Recentemente saiu um artigo científico na revista Pediatrics, demonstrando que a comida orgânica não tem nenhuma vantagem nutricional sobre a comida “tradicional”. Isto é, ambas nutrem, alimentam, da mesma forma. Quanto aos agrotóxicos, ainda não há consenso sobre quanto agrotóxico é demais ou nocivo. Mas, o bom senso, sinaliza que, podendo evitar agrotóxicos, sem ser obsessivo, melhor. Por exemplo: frango sem antibióticos ou hormônios, morangos sem agrotóxicos (porque costumam ter muito agrotóxico). Verduras e frutas que podem ser bem lavados não seriam prioridade na lista de sem agrotóxicos. Comida integral, que não estava na sua pergunta, tem vantagens nutricionais. Grãos, cereiais, pães, integrais, oferecem mais nutrientes e fibra que os “convencionais”.

  1. Muito interessante a matéria , tenho um filho de 3 anos que não come absolutamente nada , nada mesmo apenas belisca uma coisinho ou outra mais comer mesmo não come fico desesperada por que os médicos diz que é normal ele vai comer o necessario , mais em torno de 3 dias não come nem belisca como pode uma criança não se alimentar tenho medo que isso cause uma anemia ou coisa pior me ajude o que devo fazer?

    • Prezada Élin,
      Não posso falar especificamente sobre o seu filho porque não o conheço. Mas, em geral, se a criança é saudável (não tem nenhuma doença), ela comerá o que precisa para se alimentar. A questão de beliscar uma coisinha ou outra, habitualmente dificulta o hábito de comer refeições saudáveis. Entendo que as mães, preocupadas com o fato da criança “não comer nada”, acabem cedendo e oferecendo “algo para beliscar” O eu sugiro que faça é ter uma conversa franca e direta com seu pediatra, para, primeiro se assegurar que seu filho é e está saudável e, em seguida, pedir uma orientação de como pode se conduzir para ajudá-lo a se alimentar melhor.

  2. Meu filho aparentemente é saudavel uma criança esperta e muito ativa , sua unica reclamação é dor na barriga com frequencia ,qdo digo “que ele belisca” me refiro a tomate , brocolis , pera e outras coisas desse tipo não gosta de salgadinhos e coisas do tipo sem contar que é alergico a lactose ,toma apenas Ades (suco de soja) mais é só isso que aceita dia e noite , não sei se é certo forçar a comer e deixar de dar o suco , já que tentei diversas vezes e não tive resultado por medo acabo cedendo como citou, parece até um sonho ver meu pequeno comendo na hora do almoço e no jantar.

    • Élin,
      Além do meu comentário que já leu, que tal marcar uma consulta com seu pediatra para conversar um pouco? Diga para ele que gostaria de marcar uma consulta no final do dia ou em um horário em que não estivesse pressionado pela agenda, para poderem conversar um pouco mais sobre seu filho, a alimentação, suas inquietudes e preocupações. Saber que seu filho está saudável e não tem nenhum problema é uma ótima notícia, mas, não resolve a questão do seu sonho! Sem falar sobre o sonho, vai continuar tendo insônia! É uma sugestão.

  3. Olá Doutor, só descobri seu blog hoje com meu bebê resfriado. Mas o assunto é outro: alimentação saudável.
    No início da alimentação do meu filho ele comia de tudo, e até hoje come, porém ele é cuidado por babá, e isso dificulta um pouco, as comidas são bem repetitivas e sem criatividade.
    Aos dois anos de idade comecei a perceber meu filho com dificuldade em fazer cocô, problema que nunca havia até então. E o problema foi se agravando, não tive tempo de leva-lo ao médico, mas também pesquiso muito. E decidi antes de leva-lo mudar a sua alimentação. Assim fiz. Cortei algumas comidas que sabemos que tem o poder de travar nosso intestino, e passamos a utilizar integrais, sucos e frutas mais digestivos e até mesmo mais laxativo, e deu certo. Porém quando caso alguém esquece e lhe dá alguma comida como pão branco, farinha de mandioca e tal… Volta tudo de novo, ele não faz cocô e chora muito querendo fazer e não faz. Não quero lhe pedir um diagnóstico, mas um conselho. Principalmente se devo seguir em frente ou se erro em lhe oferecer integrais e coisas assim. Sou muito criticada pela família paterna dele.

    • Prezada Jadyss,
      Conselhos dados por médicos, deveriam ser baseados no conhecimento abrangente da situação e do paciente. Portanto, o que vou lhe dizer é genérico, valendo para as crianças em geral. Não há nenhuma contraindicação em se oferecer alimentos integrais às crianças. Pelo contrário, alimentos integrais oferecem mais fibras, sendo por isso recomendáveis, em qualquer idade. A partir dos 6 meses de vida, tirando o fato de que bebês não mastigam, não haveria uma restrição muito grande de alimentos. Uma criança com dois anos deveria comer a mesma comida que os seus pais. Por esse motivo, é bom que os pais revejam seus hábitos, garantindo que os filhos terão uma alimentação saudável.

  4. Dr, tenho 13 anos como muito rápido e bastante quantidade, chego a ver dias que fico muito enfartado numa só refeição, fico desde o almoço ate a noite enfartado, quando isso acontece dá-me sono e mal estar chego a suar.. tenho que mudar meus hábitos mas sou muito guloso.. É normal ter diarreia após ingestão de muuita quantidade de comer de uma vez só? Qual o orgão mais afetado por isso?

    Isso a longo prazo pode enfraquecer o sistema digestivo? Diga-me uma coisa mudando os hábitos mastigando muito bem reduzindo as quantidades sem ficar enfartado o estomago pode se regenerar e seus musculos(Seu funcionamento) ?

    • Prezado Fernando,
      Como o blog não substitui uma consulta, sugiro que converse com um médico para que ele lhe oriente. De um modo geral você mesmo já identificou alguns problemas e até o que deve fazer para corrigi-los. Coma menos, coma devagar, como comida saudável. Você vai agradecer a você mesmo, dentro de 30 anos!

  5. Eu sei Dr. mas o que quero saber é se a função digestiva pode-se regenerar até mesmo em pessoas mais velhas que levaram anos a agredir o estomago e aparelho digestivo? Eu sei que sou novinho e tenho que mudar agora claro para não ter consequências. Mas gostava de saber se nosso organismo tem essa capacidade de recuperar sua função digestiva após abuso dele anos..

  6. Doutor Roberto, sei que até os 6 meses os bebês devem ganhar mais ou menos 30 g por dia, o que daria em torno de 900 gr por mês. Mas e a partir dos 6 meses em diante? Esses valores mudam?Digo isso porque meu filho engordou bem menos dos 6o pro 7o mês(300 gr só). Sei que varia de criança pra criança, mas poderia me dizer quanto, aproximadamente, é esperado que um bebê engorde a partir do 6o mês?Muito obrigada.

    • Prezada Lúcia,
      Bebês ganham em torno de 15 a 20g/dia a partir do 3º mês de vida. Esse valor pode oscilar quando se introduz outros alimentos. O mais importante é que a criança evolua dentro da sua curva de peso, com pequenas variações. Como o blog não substitui uma consulta, sugiro que converse com o seu pediatra, a respeito do seu filho.

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