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COMO O BEBÊ NOS AFETA?

Há muito não escrevo no blog. Tive vontade, várias vezes, mas nunca consegui colocar por escrito o que eu pensava. Algumas vezes não achava que seria original o suficiente. Outras, que não despertaria interesse. Esta semana, a revista Primórdios- Narrativas Sensorias (v.5 n.5 2018) publicada pelo Círculo de Psicanalítico do Rio de Janeiro, trouxe um texto que escrevi, tentando colocar no papel o que tinha sido uma apresentação oral que havia feito. É preciso dizer que o Círculo, na pessoa da Maria de Fátima Junqueira, foi muito generoso comigo. Tanto me convidando para falar, quanto me permitindo escrever um texto livre, sem o rigor que um texto acadêmico impõe a seu autor. Sou grato ao Círculo e, em especial, à Maria de Fátima.

O texto é, certamente, longo demais para um blog. Mas, como eu fiquei tanto tempo sem escrever aqui e este texto passeia por vários temas que já abordei em diferentes posts, decidi correr o risco e publica-lo, sem cortes, sem resumo. Para quem achar o texto longo (e é mesmo), sugiro que leia aos poucos. Um ou dois parágrafos de cada vez. Assim, acho que ficará mais leve.

Vamos ao texto:

Palavras de um Pediatra: Como o bebê nos afeta

Para começar esta conversa, ainda que por escrito, vamos definir o que seja afetar. Sem muito aprofundamento etimológico, afetar significa, entre outras coisas, causar efeito em alguém. Nesse sentido, bebês nos afetam de várias formas.

Bebês apresentam comportamentos inatos que buscam a proximidade com a mãe (ou com quem estiver fazendo esse papel) e protestam quando são afastados. A simples busca pela proximidade e a queixa no afastamento afeta os pais e os humanos em torno do bebê tanto nos aspectos emocionais quanto físicos.

Comparativamente a outros mamíferos, nós humanos nascemos prematuros. Praticamente todos os mamíferos conseguem se movimentar em busca do alimento com uma semana de vida. Alguns, desde o primeiro momento, como cavalos, bezerros, cordeiros etc. Se nós já nascêssemos com a habilidade de nos locomovermos, deveríamos nascer nove meses mais tarde, e vocês podem imaginar o tamanho da bacia que as mulheres deveriam ter. Como as bacias seguem com o tamanho próximo ao dos primos primatas, nossa cabeça só consegue passar (com muito esforço) ao término de aproximadamente 40 semanas de gravidez. Os outros nove meses serão vividos fora do útero. Uma segunda gestação!

Seres humanos nascem, portanto, dependentes absolutos do cuidado de outro ser humano, adulto. Dependência absoluta significa que, se não houver cuidado 24 horas por dia, 7 dias na semana, o bebê não tem condições de sozinho, sobreviver. Bebês nos afetam por necessidade de sobrevivência. Os bebês são “interesseiros! ”. O amor se dá em termos de cuidados efetivos. O choro do bebê é algo que não nos deixa neutros, nunca. Pode ser o choro de um bebê no vizinho – aquele volume e timbre nos tocam. Algo se passa nas nossas cabeças (e corações), nem que seja: coitado desse bebê e desses pais. Se vemos um bebê chorando, nosso reflexo é o de pegá-lo. Não pensamos por que queremos fazer isso. Queremos porque o choro causou um efeito (afetar), e respondemos a esse efeito. O ser humano precisa de contato e comunicação, e o choro do bebê pode ser um pedido para que essa necessidade básica seja atendida. Como? Sem muita teoria, sem muito pensar e refletir. Colocando o bebê no colo, olhando e conversando com ele.

Do ponto de vista emocional, sem ser no exemplo acima, o de uma resposta imediata a um choro, o bebê produz sentimentos intensos e, não raro, paradoxais. O amor que um bebê provoca é único, ímpar, diferente de todas as outras formas de sentir amor que se possa ter experimentado. Não é igual ao amor pelos pais, irmãos, amigos, companheiro ou companheira. É uma onda de amor de intensidade e qualidade não descritível em palavras. Junto com o amor, o carinho, o desejo ou impulso de manter o bebê colado no corpo vêm o olhar de contemplação e, simultaneamente, um radar a antecipar dificuldades ou problemas. Ao mesmo tempo, o sentimento de insegurança se instala. Há dúvidas quanto ao cuidar adequado, à competência que oscila entre questões muito objetivas – meu leite é suficientemente forte para meu filho? – e outras mais subjetivas – o que mais posso fazer para ele ficar bem?

Como bebês são implacáveis com seus pais, à medida que os dias vão passando podem surgir a irritação e a raiva que, não raro, disparam um sentimento de culpa. Como pude sentir raiva ou perder a paciência com a criatura que eu mais amo na vida?

No campo físico, também somos afetados por bebês. Mães descobrem uma vitalidade que desconheciam possuir. Dormem poucas horas e em horários atípicos. Aprendem a dormir entre mamadas, cujo intervalo sequer é previsível. Mas também descobrem um cansaço jamais sentido. Isso sem comentar as mudanças corporais que a gravidez e amamentação produzem no corpo da mulher. “Nunca mais terei minha vida de volta” é um pensamento que poucas mães ousam verbalizar, mas que passa pela cabeça de muitas.

Há uma outra forma com que os bebês nos afetam diretamente. O bebê é um ser imprevisível, incontrolável, avesso a rotinas. O bebê esfrega na nossa cara a sua singularidade, o que nem sempre é facilmente entendido, assimilado e, mais importante, acolhido pelos pais. A resposta habitual é a de buscarmos padrões, regras para que possamos sentir um certo controle (ilusório) da situação. Queremos controlar e o bebê é incontrolável. Essa característica dos bebês abre o espaço para a “terceirização” do cuidar. Nomeamos “autoridades” que nos darão “soluções”. Compramos cursos, técnicas, manuais, regras de como bem cuidar do nosso bebê, esquecendo-nos de olhar o único manual onde as respostas podem ser razoáveis. Me refiro ao manual do bebê, daquele bebê. O manual ao qual só os pais têm acesso e que só eles podem decifrar. No entanto, diante da insegurança natural, reforçada pela pressão social, os pais não conseguem perceber que qualquer autoridade, protocolo ou regra não se refere ao seu bebê, mas a um bebê médio, estatístico. Portanto, inexistente. Não percebem ou não se sentem seguros com o fato de que quem mais entende do seu bebê são os pais. Ninguém mais conhece tão bem o bebê quanto seus pais. Se livrar das “regrinhas” externas e descobrir, dia a dia, as necessidades do seu bebê é uma tarefa difícil, trabalhosa e cansativa. Mas é a que garante o prazer da maternidade (e da paternidade) e, mais importante, que assegura ao bebê as bases para uma vida saudável (física e psíquica).

Entra em cena um outro tipo de afetar, não diretamente produzido pelo bebê, mas consequência da sua chegada. Trata-se da pressão social por padrões de maternidade desejáveis. De repente, a mãe se torna a ré de um tribunal onde está sendo julgada por tudo que fez ou deixou de fazer com e para o seu bebê. É um massacre silencioso e cruel, envolto em um belíssimo embrulho que faz supor preocupação e amor por parte de quem massacra. Os pais, naturalmente inseguros, agora terão a certeza da sua incompetência, e qualquer impulso de criatividade e ousadia que poderia haver desaparece, esmagado por regras, protocolos, formas corretas de se fazer. Nesse movimento de retirar dos pais sua autonomia, tornando-os reféns do saber alheio (pediatras, avós, grupos de mães no WhatsApp), a amamentação mereceria um artigo exclusivo. Sem me aprofundar, há um fundamentalismo associado à amamentação ao seio que torna um fim o que deveria ser um meio. Ou a mãe amamenta ao seio, exclusivamente, pouco importando sua história de vida, o contexto, as dificuldades, ou ela e seu bebê “arderão no fogo do inferno! ”.

O progresso tem inúmeros aspectos positivos, não há como duvidar. Mas cobra um preço também. Há 100 anos, a cena de um bebê chegando se daria em uma casa onde uma família provavelmente numerosa viveria. Nesse ambiente, com irmãos, cunhados, tios e sobrinhos próximos, o bebê seria acolhido pela família, facilitando em muito o trabalho dos pais. Hoje, com a predominância de famílias mononucleares, os bebês saem da maternidade para o apartamento dos pais, onde os três conviverão. Esse convívio intensivo e exclusivo só potencializa o afetar sobre as emoções e o corpo dos pais.

O progresso também molda a cultura e, nesse momento, os valores corporativos ou de empreendedorismo permeiam a vida pessoal. Valores como eficácia, entrega, mérito, custo/benefício são fundamentais em um negócio, mas famílias não são empresas! Mesmo assim, a ideia de performar, do que fazer, como fazer, fazer melhor etc. já ultrapassou os limites da vida profissional e invadiu nossas vidas pessoais. Bebês não querem pais que façam, mas que estejam e sintam. Essa dissonância entre o que pensamos ser bom e o que bebê nos diz que precisa é uma forma de afetar que, para os que puderem aproveitar, só trará benefícios.

Como pediatra, não poderia deixar de comentar que, quando um bebê ou uma criança adoece de algo corriqueiro e inerente ao crescimento como resfriado, febres, tosse, há uma natural amplificação da insegurança dos pais. A questão é que em um mundo pragmático, rápido, problem solving oriented (usei a expressão propositadamente em inglês para dar o peso da cultura), o desejo de soluções imediatas gera um abuso de medicamentos (ineficazes) e/ou de exames laboratoriais (desnecessários). O cuidar se perdeu com a expectativa de cura (para coisas simples e que ainda não temos cura). O remédio nos dá a falsa sensação de “estarmos fazendo algo”, quando o que o bebê ou a criança com esses tipos de doenças comuns precisa é de paciência e carinho. Novamente vemos nossos filhos nos afetando e, nesse caso, sinalizando que a vida de relações, vínculos e afeto nem sempre precisa de alguém, obrigatória ou prioritariamente, fazendo algo. Nossos filhos nos dão a oportunidade de reavaliarmos a forma com que estamos no mundo e nos relacionamos com as pessoas.

Falei do bebê afetando seus pais, mas é preciso dizer que ele afeta a todos em seu entorno. Aí incluo o pediatra que, ao examinar um bebê e ver os olhos fixos nos seus, um sorriso ou um choro durante o exame físico, não consegue passar incólume por esses momentos. Mais, quando o pediatra percebe a capacidade dos pais em cuidar do bebê ou acolhe suas inseguranças, saindo do campo meramente orgânico, biológico, da prática médica, acaba sendo invadido por emoções que mexem com a sua pessoa. Por isso, não raro, permanecemos na “zona de conforto” (improdutiva) para a qual a formação médica nos “doutrinou”, olhando apenas para o biológico, sem entrar em contato com as pessoas envolvidas no atendimento (o bebê e sua família).

Finalmente, há toda uma história que não contei aqui sobre como nós e o ambiente afetamos o bebê! Apenas como provocação, deixo no ar a ideia de que não há afetar sem ser afetado. Assim, bebês percebem o humor de quem cuida deles, bem como a harmonia e tensões do ambiente onde está inserido. Muitos pais (e pediatras) acreditam que o bebê é pequeno demais para perceber o que se passa ao seu redor. Estão considerando que a única forma de percepção é cognitiva, lógica, e esta, sem dúvida alguma, o bebê ainda não tem maturidade para ter. Mas as sensações são uma forma de percepção, poderosíssima, deixando seus registros, ainda que inacessíveis, para sempre.

O afetar dos bebês nos remete ao ser antes do fazer e pode nos permitir viver emoções, sentir e responder com um cuidar que seja aquele de que o bebê efetivamente precisa.

 

Na foto: Julia e Antonio (se afetando mutuamente).

PAIS NÃO SÃO CIENTISTAS, MAS ARTISTAS!

“A imaginação é mais importante do que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação dá a volta ao mundo.” Albert Einstein ¹

Inicio o texto com uma citação de uma das mais brilhantes mentes científicas da humanidade. É uma afirmação de uma pessoa que passou sua vida envolvida em fórmulas matemáticas, desenvolvendo teorias que, algumas, só vieram a ser comprovadas muito recentemente. No entanto, quando perguntado se confiava mais na sua imaginação do que no seu conhecimento, deu a resposta acima, surpreendente para um físico brilhante. Talvez surpreendente para qualquer um de nós que viva neste planeta, neste século. Vivemos a era das certezas e convicções “científicas”. Coloquei aspas em científicas porque muitas das nossas convicções são baseadas em pseudociência, fraudes, farsas e manipulações. Mas isso é outro assunto. O fato é que o valor dado à racionalidade, lógica, precisão, previsão, modelos matemáticos, estatísticas, algoritmos, big data, é inequivocamente maior do que o dado à arte, intuição, sensações, imaginação, afeto e amor.

Nenhum de nós escapa ao tsunami da cultura, sendo esta o conjunto de valores que expressam uma época ou um grupo humano. Imersos em dados, números, estatísticas, gráficos que projetam eventos futuros, não poderíamos ser mães e pais sem estarmos “contaminados” por esta praga contemporânea.

Imagino que, a esta altura do texto, engenheiros, matemáticos, economistas e físicos já pararam de ler, irritados com minha irreverência com a ciência. Eventualmente, um grande número de leitores, sentiu desconforto ao ver um nossos oráculos atuais (a razão) ser provocado por um pediatra! Mas, antes que não tenha nenhum leitor que chegue ao final do texto, explico alguns pontos. A ciência é fundamental. O pensamento científico é um passo enorme da humanidade para sair do obscurantismo dos mitos e crendices. O pensamento científico é ainda muito jovem na nossa história, datando de aproximadamente 500 anos, o que é muito pouco para o confronto com 60 mil anos de fantasias e crenças, sem nenhuma fundamentação ou comprovação. Portanto, sou um ferrenho defensor do pensamento científico. A proposta deste texto é a de, preservando o pensamento científico, afirmar que é uma condição necessária, mas não suficiente, para a nossa vida, neste planeta. Dito de outra forma há uma característica humana chamada emoção, que não se opõe à razão, sendo, com esta, parte de um todo indivisível do ser humano. Não existe, no mundo real, a divisão ou polarização entre razão e emoção. Fomos induzidos a acreditar nisso por modelos culturais que nos precederam (Descartes sendo um dos mais conhecidos) e que se mantém até hoje. Para me “garantir”, comecei o post com uma declaração de Einstein, valorizando a imaginação, que nada tem de racional!

Como em vários outros posts, tem uma hora em que o leitor, se chegou até aqui, se pergunta- mas o que isso tem a ver com ser mãe e pai? Aonde esse pediatra quer chegar?

Uma mulher engravida. Ao mesmo tempo em que faz o seu pré-natal, baseado nos melhores conhecimentos científicos disponíveis, imagina seu filho. Pode até ver uma imagem de ultrassom do bebê, mas o que os pais imaginam não é aquela imagem, ainda que seja emocionante. Durante a gravidez, a mulher e o pai, imaginam o parto, o recém-nascido, como será, que personalidade terá, com quem se parecerá? As preocupações de todos nós também aparecem no imaginário de casais grávidos: será saudável, perfeito, inteligente?

Nasce o bebê e há um choque de realidade. O imaginado não é exatamente como o real. Seja o aspecto físico (a carinha amassada, a orelha assim ou assado, o nariz que não lembra o de ninguém), seja o comportamento do bebê. O bebê imaginado era doce, meigo, manso. Dormia a noite toda como um anjo e, de dia, mamava feliz. Pois bem, o bebê chora, e chora mais, e chora muito. Não dorme à noite, só quer ficar no peito, machuca o peito, é incomapecido, não poupando a mãe, sugando leite, energia e vitalidade (que mãe não sentiu um cansaço jamais sentido antes?).

Claro que estou exagerando, pintando com tintas fortes, um quadro onde também há um sentimento de amor jamais vivido anteriormente. Quero apenas preparar o clima para o próximo movimento.  Diante da insegurança (natural e normal) que esta “pororoca” entre o imaginado e o real  produz, qual a solução? Consultemos nossos oráculos contemporâneos: Google, grupos de mães e o pediatra. A pergunta, expressa de diferentes maneiras é sempre- isso é normal? E acreditamos que a resposta, técnica, está fora de nós, dos nossos sentidos, guardada a sete chaves por algum sábio que entende mais do que nós de bebês.

Proponho que ao invés de consultar os oráculos ou especialistas com supostos saberes, os pais se voltem para a sua intuição, sensibilidade, emoções, imaginação e criatividade. Claro que os conhecimentos científicos adquiridos serão úteis e servirão como um guia ou norte, mas nunca como uma norma ou regra. De que adianta dizer que um bebê “deve” dormir 16h por dia se o seu dorme 14h ou 18h? O que importa é saber se o bebê está saudável e não se “obedece” a uma regra! De onde vêm as “regras” da introdução alimentar (ou alguém acha que um bebê sueco, vai ser alimentado com banana)? Aliás, de onde vêm tantas regras que assegurem um desenvolvimento “normal” do ser humano. Suspeito que venham, entre outros fatores, de uma exploração da insegurança natural que temos diante de algo novo (filhos, frágeis e dependentes absolutos de nós), com o intuito de vender um serviço ou o simples “conhecimento”. Claro que obedecer a uma regra remove a responsabilidade do eventual erro, mas também tira o que há de mais rico na maternidade e paternidade que é a autoria do processo de criar esse novo ser humano.

A explicação para a necessidade dos pais serem mais artistas e menos cientistas é muito simples. Cada ser humano, bebê, criança, adolescente, adulto, idoso, é único. Não existem duas impressões digitais iguais, duas vozes idênticas, personalidades replicadas etc. Nenhum ser humano está plenamente representado em uma média ou estudo.  O fato de sermos únicos cria um desafio e um prazer na maternidade e paternidade. O desafio de olhar e perceber o filho como sendo outro, literalmente, e não uma edição revista e melhorada dos pais e o prazer  é o de um artista  quando cria uma obra. Para criar uma obra, o artista lança mão da sua imaginação, criatividade e ousadia. Se não fosse assim, não teríamos um Michelangelo, Da Vinci, Monet, Chagall, Picasso, Cervantes, Drummond, Bandeira, Beatles, Caetano, Gil e, nessa relação interminável de artistas que nos emocionam com sua criatividade, por que não incluir os cientistas que, antes de desenvolver uma tese, ousaram pensar de forma inédita. Mesmo a ciência começa com o simbólico, o imaginado, o fantástico.

Ser mãe e pai é um processo continuado de criação artística e o resultado final é o orgulho ao ver a obra viva, feliz e integrada ao mundo. Diferentemente de Michelangelo que, ao ver o seu Moisés terminado, teria batido com o martelo na escultura e perguntado por que não falas, nossa obra fala (e sente).

Sejamos todos mais ousados, imaginativos e emotivos. Sejamos artistas que exploram as infinitas possiblidades de criação na tela da vida. Os filhotes agradecem. A humanidade também!

 

1- Entrevista dada a  G. S. Viereck, “What life means to Einstein”, Saturday Evening Post, 26/October/1929, reimpresso em G. S. Viereck, Glimpses of the Great, new York: Macauley, 1930, p. 447.