PIRRAÇA

A pirraça é uma reação esperada da criança à alguma frurstração. Em geral essa frustração vem ou do fato de não conseguir fazer algo que estava tentando fazer não conseguindo comunicar direito o que deseja ou por uma restrição imposta por adultos a uma vontade sua. Portanto, para haver pirraça deve haver vontade e esta existe quando processo de independência da criança se inicia. No final do primeiro ano e mais intensamente no segundo ano de vida, a criança começa a querer fazer as coisas sozinha (se vestir, comer, tomar banho etc.) ou explorar o mundo de acordo com sua curiosidade (rasgar livros, puxar coisas, enfiar o dedo na boca do cachorro, colocar a mão dentro da privada etc.). O poeta Vinicius de Moraes definiu muito bem o que é ter filhos no Poema Enjoadinho. Neste, a respeito da curiosidade, independência e vontade própria dos pequerruchos, escreveu: Chupam gilete, Bebem shampoo, Ateiam fogo no quarteirão….

A primeira coisa difícil no lidar com a pirraça é que, ao mesmo tempo em que os pais devem permitir que os filhos expressem suas emoções, devem também ajudá-los a reduzir as reações violentas e comportamentos agressivos. Mais uma vez não há receita pronta que nos ensine quanto de restritivo e quanto de permissivo devemos ser. Tentativa e erro é único método que existe. Cansa, dá trabalho,  mas os resultados compensam. Ousar, mudar, tentar coisas diferentes e aprender com elas, faz parte da alegria de ser pai e mãe. Mesmo sem regras, seguem algumas dicas:

  • distraia seu filho. Ao perceber que está começando a ficar irritado ou frustrado, tente mudar o foco da sua atenção. Mostre algo ou inicie uma nova atividade. A capacidade de fixar a atenção, nesta idade, é baixa e distraí-lo assim que os primeiros sinais de que algo não vai bem, pode ajudá-lo.
  • ignore a pirraça. Se não conseguir distraí-lo, não dê atenção ao comportamento pirraçento. Verifique apenas que ele não tem nenhuma chance de se machucar. Cada vez que reage à pirraça, mesmo brigando ou castigando, pode estar “recompensando-o” com mais atenção (que era o objetivo original dele!)
  • não passe vergonha. Se estiver em local publico e o seu comportamento for constrangedor, simplesmente tire-o do ambiente, sem discussão ou briga. Leve-o para outro ambiente e espere até que se acalme para poder retornar ao que estava fazendo.
  • não pode bater, nem morder. Se a pirraça incluir bater, morder ou qualquer outro comportamento que potencialmente possa machucá-lo ou a outra pessoa, você não deve ignorá-lo. Diga, imediatamente, de forma clara e objetiva, com o tom adequado de voz (severo, sem gritar) que não deve se comportar daquela forma e tire-o da situação por alguns minutos. Não tente estabelecer um diálogo com explicações elaboradas ou lógicas porque, nesta idade (2-3 anos) ele não as entenderá. Nesta idade, perguntas como: você gostaria que alguém fizesse isso com você? ainda não fazem sentido para ele. Simplesmente faça-o compreender que o que ele fez estava errado. Uma frase como: não pode bater ou morder. Isso é feio. surtirá muito mais efeito do que longas explicações sobre porque não se deve bater e morder.
  • castigo, na hora. Se você julgar que algum tipo de punição é necessária, aplique-a na hora e não mais tarde. A criança, nesta idade, não consegue fazer a conexão entre o comportamento que tiveram e um castigo horas mais tarde. O castigo deve ser dado dentro do limite do desenvolvimento da criança. Se for para pensar no que fez, nesta idade, 5 minutos, no máximo!
  • nada de castigos físicos. Por mais irritado ou irritada que esteja (e estará), nunca aplique castigos físicos. Se o fizer, a mensagem ou ensinamento que estará passando é que a agressão é uma forma aceitável de reagir quando se deseja algo. Castigo físico seria bater, beliscar, puxar o cabelo ou qualquer outra ação que provocasse dor ou medo na criança.
  • abraçe com força e firmeza. Não é castigo físico conter com firmeza uma criança. Muitas vezes, é essa contenção firme (como em um abraço bem apertado), acompanhado de uma voz tranquila e serena, que consegue acalmar um ataque de pirraça.

Finalmente, uma observação sincera. Escrever sobre pirraça em um blog é facílimo. Na hora em que seu filho está ali, urrando com se estivesse sendo massacrado e as pessoas te olham com espanto, é que as coisas ficam realmente difíceis. Portanto, exercite a sua paciência e criatividade, pensando nessas situações, antes que ocorram. Se tudo der errado, tente algo bem humorado. Bom humor espanta a raiva e esta é péssima conselheira!

Se quiserem compartilhar suas histórias de pirraça e estratégias que usaram, eu vou gostar muito. Acredito que outros pais também.

80 pensamentos sobre “PIRRAÇA

  1. Ola Dr. Cooper,

    Nossa filha esta NA FASE, 02 anos e 02 meses, filha unica, neta unica, complicadissimo.
    Como uma boa “mulher” ADORA um escandalo e um drama, hahaha, se joga no chao, rola para um lado e para o outro sem parar e parece que possui o pulmao mais respeitado da humanindade porque quando resolve chorar nossa mae, nao para ! E chora alto, saindo lagrimas, super sentida como se algo de muito ruim estivesse de fato acontecendo.
    Ja te contei que fomos para no hospital dia desses naum ???PiRRACA total que nos deixou completamente atonitos sem saber o que fazer… a partir dai, ferro e fogo para D. Manuela !
    Nao vou negar que as vezes uns tapinhas de advertencia rolam, oriundo daquele velho e classico dialogo entre mae e filha: ” Filha nao mexe…ela mexe…filha nao mexe, vai acontecer alguma coisa que a mamae nao vai gostar…ela mexe…filha mamae ja nao te pediu para nao mexer…ela mexe…ai nao da Dr. Cooper, a essas alturas nao existe DEUS que consiga dar paciencia pra pobre mae que tenta em bom tom dizer para nao fazer, so que para tirar a mao dela sai sempre um tapinha porque a velocidade da reacao eh de tirar a mao rapidamente, so para dar um sustinho :) , nada grave, mas que ja ocasiona um choro cheio de lagrimas e que ela olha dentro do olho e diz : mamae nao precisava…e dai eu meu sinto a mais megera das maes pro resto do dia.
    Sou contra ataques fisicos tipo bater no bumbum, apertar, beliscar ou mesmo bater forte para ser sentido sabe, acho sem proposito ate porque estamos falando de uma crianca de 02 anos !!! Me lembro dos meus avos contarem que eles davam chinelada, as vezes batiam com cinto, como assim ??? Acho que evoluimos um pouco de la pra ca…que bom ne ?
    Distrair funciona, porem nunca pela mae, so por um terceiro. A mae coitada, so sofre ! A que mais recebe pirraca, porque sera ? hahahha
    As vezes ignoro a piraca mas as vezes ela se estende tanto que prefiro ir la e conversar, dizer que eu nao gosto de choro e que irei atende-la quando ela parar de chorar. Essa dica eh a que mais resolve, mas nao eh um stop imediato, ela para e ai eu digo que porque ela parou eu irei fazer e tudo se resolve !
    Ainda nao coloquei de castigo, digo, aquele que nos mandamos pro tal do cantinho do silencio. Mas quando ela exagera numa pirraca, a noite por exemplo, depois que ela para de chorar pede para vir dormir comigo, ai digo que ela nao ira dormir com a mamae pelo motivo tal e que ela esta de castigo e que ira ficar quietinha na caminha dela para ela pensar como foi feio o que ela fez ! E ela fica, direitinho !!! :)
    Enfim Dr.Cooper, seria TAO mais simples se nossos filhos viessem com uma bula lotada de letrinhas a serem lidas, mas nao vem. Infelizmente temos durante o dia 500 outros problemas a resolver fora de casa e quando a gente chega, por maior que seja o amor, estamos mais fragilizados e com menos paciencia e dai ocorrem mesmo alguns ” naos” alem da conta.
    Mas como vc mesmo disse, amar eh educar, melhor dormir como mae megera do que ter permitido algo inadmissivel e ela se lembrar daquilo e tornar uma regra na vida dela.
    POLEMICO de novo !!!

    bjs

    Bia

    • Bia,
      Não há regras, filhos não possuem manual de instruções e não dão a menor bola para o que os pais leram ou planejaram! Um blog, na melhor das hipóteses, consegue falar de generalidades, nunca de especificidades. Portanto, o que posso lhe dizer é que continue tentando, acertando e errando com a D. Manuela, mas, sempre, se divertindo, mantendo o bom humor porque rir é um bom fermento para o carinho e amor. Divirta-se!

    • minha filha tem 6 meses e meio de chora muito se joga para tras só para de chorar qdo pegamos ela no colo , qdo ela percebe que vomos sentar el IMEDIATAMENTE começa a chorar . sera pirraça ?

      • Wanda,
        Com 6 meses e meio de idade, não dá para falarmos em pirraça. Pirraça seria um ato com algum grau de consciência. Um bebê não tem essa consciência, mas, por outro lado, tem suas necessidades. Colo pode ser uma necessidade da sua filha. Por motivos que não sabemos, ela está expressando muito claramente o que ela necessita. Nessa fase da vida, pode ser um certo medo ou receio de se separar de você ou tantas outras coisas. Portanto, não é a mesma coisa que uma criança com 2 ou 3 anos que, essa sim faz pirraça. O que eu lhe diria, de maneira muito direta é: se você tem disponibilidade para pegá-la no colo, pegue. Se não tem e outra pessoa na casa pode pegá-la, deixe que pegue. Se, de todo, não pode ficar com ela no colo, seja porque está cansada ou tem outros afazeres, certifique-se que está tudo bem com ela (alimentada, vestida adequadamente, fralda seca) e, conversando com ela carinhosamente, deite-a no berço, faça carinho por um tempinho e diga que vai voltar. Saia, faça o que tiver que fazer e, quando puder (e ela quiser), pegue-a no colo. Evite ficar indo e vindo para perto do berço para ver se ela dormiu ou se está tudo bem! Boa sorte!

  2. Minha filha está com 09 meses e toda vez que vou tirar algo de duas mãos ela se joga para trás e inicia um choro quase sem fim. Não sei o que faço, acabei perdendo a paciência e falando aspero com ela, mas não adiantou, pois ela chorou mais ainda. Chora de soluçar… O que fazer?

    • Vania,
      Crianças reagem e forma surpreendente.Não tenho respostas prontas, nem fórmulas mágicas, porque não existem. O importante é você, mantendo até onde pode a paciência, tentar coisas diferentes. Por exemplo- precisa tirar o que está na mão dela ou poderia deixar? será que ela aceita trocar o que está na mão por outra coisa que ele possa ficar? teria alguma forma de distrai-la, mostrando um livro ou outro objeto? Perder a paciência é humano também. Não se sinta mal por isso.

  3. Meu filho está com 2 anos ele grita muito toda noite e fica acordando todahora parece terror noturno fica muito agressivo me bate chuta berra!!!! Durante o dia faz muita pirraça quer sempre ficar me batendo a gente eu e o pai dele diz que não pode mas parece que não adianta e ele continua fazer mesmo tento entendido ele ainda não fala direito, daí quando brigamos com ele ele as vezes faz carinho e depois bate de novo fico muito preocupadacom este comportamento o pediatra falou que é normal tanto a noite como durante o dia! confesso que a gente prede a paciência pois le grita por minutos quando a gente acha que ele já dormiu e coloca no berço começa tudo de novo os berros e a agressividade dele, e ele nem frequenta creche e nem escolinha, isso é normal? por favor nós ajudem!

    • Patricia,
      Eu gostaria muito em poder ajudá-los. No entanto, o blog tem limitações para falar ou opinar sobre casos específicos, sem que eu conheça a criança, sua história etc. Por isso eu sempre recomendo que conversem com o pediatra. Ele é a pessoa mais indicada porque conhece a criança. Se o seu pediatra disse que o comportamento é normal, já é um bom sinal, indicando que ele, que vê muitas crianças, não está achando nada “anormal”. Recomendo que vocês observem melhor o filho de vocês, tentando ver se existe algum ou alguns fatores que o irrite e o deixe mais “agressivo”. Cansaço? Medo de ficar sozinho ou de que vocês desapareçam? Alguma mudança no ritmo habitual da família? Alguma mudança no ambiente? Finalmente, recomendo que conversem francamente com o seu pediatra, expondo as suas dúvidas e preocupações. Quanto a perder a paciência, é perfeitamente normal e humano. Não se cobrem um estado de espírito que seja o de total tranquilidade, paciência e tolerância, 100% do tempo. Impossível! Sucesso para vocês.

  4. Eu nem posso reclamar muito, pois o Victor me deu trabalho com pirraça 2 únicas vezes: a primeira delas aos 6 meses de idade, eu morta de fome, entrei num shopping e fui ao BOBS, encostei o carrinho dele na mesa onde eu estava e ele fez o maior escândalo!!! Peguei o lanche, mandei embrulhar pra viagem e fui comer com ele quietinha dentro do carro. Nesse dia descobri que ele odeia aglomerações.
    Aos 5 anos fui com o Victor ao Via Parque Shopping, e eis que ele cismou com um patinete. Só que ele era muito novo para um patinete e eu estava esgotada, tentando ir embora. Começou o escândalo, sentou no chão encostado a uma parede e fez sim, começou a bater a cabeça contra a parede. Eu não sabia o que fazer, abaixei, olhei ele bem nos olhos e falei: não é assim que se faz!
    Ele ficou me olhando de boca aberta e perguntou: então como é? Falei: você só vai ganhar alguma coisa quando merecer. Você merece ganhar aquele patinete depois de tudo isso? Ele saiu na minha frente, de braços cruzados e abanando a cabeça. Jamais houve uma cena de pirraça novamente.
    Malcriação ele fez, tapas eu dei sim e ele apreendeu, mas eu sempre tomei o cuidado de não bater no rosto, nas mãos, enfim ele só levava eram chineladas mesmo, no bumbum. A última vez que eu acertei ele, ele já tinha 13 anos: respondeu algo que eu não gostei e começou a fechar a porta.do quarto dele. Joguei o chinelo havaiana, que entrou pela porta e acertou o braço dele.. Ele conta isso às gargalhadas dizendo que eu tenho boa pontaria.

    • Edite,
      Achei formidável a resposta do Victor quando lhe disse que não era assim que se faz! Mostra como crianças podem ser absolutamente focadas no que desejam. O importante é que os pais sabem falar de forma a sair fora da polarização pirraça-irritação dos pais. Parabéns!

  5. Ola dr.Roberto.
    Tenho uma filha linda e feliz de 22 meses.
    Ela tem feito umas pirracas mas geralmente elas se referem ao que ela que comer…. Ela so pede ba ba ba oque significa bala ou algo que Seja doce….e o pior de tudo e que ela puxou isso de mim pois eu amo doces de qualquer tipo! As vezes fico ate com pena e acabo dando…. Mas isso e’ todo dia. A primeira coisa de ela fala Quando entra no carro Quando pegamos na escolinha e’ ba ba ba…. Agora estou conseguindo engana-la dando cereal de chocolate e dizendo que e’ bala, kkkk e ela ate acredita!
    Sera ela nesta idade já pode ter uma opcao forte pelo doce assim como eu ou pode ter sido eu que mal acostumei minha filha a comer doces?
    Isso pode ser hereditario?
    Aida bem que eu sou magrinha e Espero que ela tambem, pois assim Nao vai ter problemas com obesidade no futuro. :)
    Um abraco carinhoso.
    Roberta
    Boston USA

    • Prezada Roberta,
      Doces acabam obtendo uma prioridade no paladar das crianças. Por esse motivo, quanto mais se puder retardar a introdução do açucar refinado, melhor. Dito de outra forma, quanto mais se conseguir educar o paladar da criança para o açucar contido em frutas, melhor. Mas, há um momento onde o açucar refinado entra na vida das pessoas. O duro é conseguir algum equilíbrio porque o gosto “fácil” é o doce. Esse paladar não precisa ser educado. Não tenho conhecimento de nenhum estudo que fale em hereditariedade de paladar. Existem estudos falando sobre a dieta da mãe durante a gravidez e a aceitação pela criança de alimentos que ela consumia nesse período. O que é mais provável é que o hábito da família, com muita naturalidade, “passe” para a criança. Seria mais uma herança cultural e não genética.
      Crianças podem ter uma opção forte pelo doce, porque como disse acima, é o gosto “fácil”. Acredito que a melhor forma de você educar o paladar da sua filha é como está fazendo. Produzindo experimentação, dando nome de coisas que ela gosta. Também é ótimo quando a criança vê os pais comendo, com prazer, certos alimentos, como frutas, por exemplo. Sucesso!

  6. Bom dia Dr.Cooper.
    Moro no Canadá e tenho uma filha de 16 meses…Ela e extremamente ativa!! Me acompanha em caminhadas e em todas as atividades do lar…
    Quando ela tinha 8 meses ela começou com a história de dar tapas nos nossos rostos… Aí eu ensinei ela abraçando-a que só pode dar muito amor e hoje ela só abraça e da beijos…
    Agora estamos na fase da birra!!! Quando quer algo ela grita!!! E como grita alto!!!
    Eu estou indo pelo mesmo caminho,abaixo olho nos olhos dela e falo”A mamãe nao esta gritando…Por que você esta gritando?” Assim ela me olha e fica quieta…as vezes ela grita e chora parece que esta morrendo!!! Especialmente em lugares públicos… Meu amido fica super constrangido mas eu levo numa boa,afinal quase todas as mães passam por isso e nao dou o que ela quer simplesmente ignoro…
    O Senhor acha que esse e um bom caminho?Ainda que o efeito demore acho que assim ela vai a médio prazo entender o que pode e o que nao pode fazer ou pegar…
    Obrigada
    Andrea

    • Prezada Andréa,
      Pelo que me descreveu você está indo pelo melhor caminho. Você mostra acolhimento e carinho, sem deixar de marcar os limites. É um caminho longo e que demanda paciência, perseverança e muita criatividade. Só posso lhe dar os parabéns!

  7. Estou quase enlouquecendo com a minha Filha. Ela tem 3 anos e começou, há pouco tempo, a fazer muita pirraça quando é contrariada. Ela grita enlouquecidamente, a impressão que dá é que estamos torturando ela. Estou com medo até da vizinhança… Já tive reações agressivas, e de fato, não adiantou. O que mais me deixa nervosa e que por gritar muito, ela não escuta o que tentamos falar para acalma-la. Fico tensa cada vez que tenho que dizer não. Tenho evitado dizer não e distrai-la com outra coisa, do tipo: Quer banana na hora do jantar. Daí vou distraindo ela mostrando o que tem para a refeição, sem tocar no nome banana. Poucas vezes dá certo… Vou leva-la a Pediatra e pretendo conversar e pedir ajuda. Ela grita tanto e fica babando como se estivesse realmente descontrolada. O que mais me deixa angustiada e que ele era uma criança extremamente calma, carinhosa e comportada. Jamais esperei passar por isso com ela. Tenho outra filha de 6 anos e nunca passei por isso. Ontem fiquei olhando ela gritar e berrar na cama e chorou cerca de 50 minutos, até ficar cansada e dormir, tudo por que não queria tomar banho.
    Parabéns pela dicas!
    Obrigada
    Lívia

    • Prezada Livia,
      Li e reli seu comentário e fiquei me perguntando o que eu poderia lhes dizer? Está atravessando um período muito difícil, que exije muito de você. Vou tentar lhe dar algumas dicas, sem ter a expectativa de que sejam “mágicas”!
      – mantenha a paciiência. Saiba que perder a paciência só vai deixá-la mais frustradas e pode lhe levar a perder o controle. Se perceber que está chegando ao ponto de perder a paciência, reforce seus alertas e alarmes para evitar que use algum tipo de violência física, mesmo que mínima
      – quanto mais pirraça, mais carinho. Isso é muito diferente de fazer a vontade da sua flha. Significa abraçá-la quando estiver tendo uma ataque. Abrace com firmeza e diga para ela quanto a ama. Em alguns momentos, quando for possível e seguro, carinho será deixar que extravase, sem que você fique dando atenção ou tentando acalmá-la.
      – converse com a sua filha, fora dos momentos de pirraça. Não a repreenda. Procure entender o que provoca a pirraça e mostre a ela que existem meios melhores dela conseguir o que deseja. Deixe bem claro que pirraça nao leva a nada.
      – para que tudo que escrevi acima funcione, não ceda `a pirraça .
      Converse com seu pediatra, fique tranquila, mantenha a calma, respire fundo e sucesso!

  8. Dr. Roberto, muito obrigada!
    Segui seus conselhos e ontem consegui passar pelas situações com tranquilidade. Como trabalho fora, dediquei o horário da noite somente para elas. Fui contornando os birras com mais carinho e sempre distraindo ela com algo interessante. Deu certo! Espero que ela volte a ser como era e que essa fase ruim sirva para nos deixar ainda mais próximas.
    Abraços
    Lívia

  9. Tenho um bebê de 5 meses, até o quarto mês ele estava tranquilo,só chorava se tinha fome ou para trocar fralda,dormia sozinho no berço.Mais a há 1 mês ele têm chorado por tudo,baba,só fica grudado no peito, dorme só no peito,para de chorar só com o peito,acorda várias vezes pela noite.Estou esgotada e nao sei o que fazer,será os dentes que já vêm por aí?

    • Prezada Angélica,
      Momentos difíceis esses pelos quais está passando. Como seu bebê tem 5 meses, já pensou que ele pode estar com uma necessidade maior de alimento e, por isso, fica no peito o tempo todo? Além desse aspecto, pode ser algum ajuste emocional, onde a sua presença está sendo mais necessária. Quem sabe uma conversa com seu pediatra poderia lhe ajudar a passar melhor por esse momento? Ao menos, excluir a hipótese de necessidade maior de alimento. Mas, se for isso, a solução também é bastante simples. Seu pediatra a orientará a introduzir novos alimentos.

  10. eu sou professora de educação infantil (04 anos) tenho 16 alunos estou até perdendo o sono por causa de crianças de 02 crianças ambas choram o tempo todo uma diz q tem saudades dos familiares muito mimada ( menino) ele com família do pai ( pais separados) a outra chora esperneia qdo a mãe sai ela chora faz chantagem ela usa todos os artifícios para ir para casa até conseguir porque a situação fica insuportável não há diálogo ela foi na minha sala 2 vezes ela estudava a tarde não se adaptou. ela chorou até alguém da escola levá-la para casa e disse q nunca mais voltaria eu estou escrevendo isso por causa da mãe eu fiquei com pena dela porque as pessoas viram aquela situação e ficaram falando com ela sobre o fato. gostaria se fosse possível me dar uma idéia para min e também uma ajuda para essa . obrigada.

    • Prezada Marlinda,
      É muito difícil para mim opinar sobre crianças que não conheço. Como você sabe, cada criança é única, tendo seu tempo de maturação e desenvolvimento. A escola, por mais flexível que seja, não consegue dar conta de todas essas particularidades. Assim, é bem possível que essas duas crianças que mencionou precisem de algum tipo de atendimento individualizado para que se possa compreender o que está acontecendo com elas. Nesse atendimento seria importante incluir a mãe e o pai para que a dinâmica da família pudesse ser avaliada. Se a sua escola trabalha com orientadora educacional ou psicóloga, talvez fosse o caso de pedir a ajuda delas. O cuidado que eu recomendo é o de não considerar as crianças como “problema”. Nesta idade, esse tipo de comportamento, sinaliza que algo precisa ser ajustado na dinâmica familiar. Focar a atenção só na criança pode deixar de fora da avaliação os aspectos mais importantes que exigiriam algum tipo de intervenção. Espero que copreenda a limitação do blog para uma opinião mais abrangente.

  11. Dr., bom dia.
    Adorei os posts e vi uma possibilidade de conseguir ajuda!
    Meu bebe tem 8 meses e sempre foi muito bonzinho. de 2 meses pra cá começou a engatinhar e ficar em pe. Dai, deixo-o muito no chão. Acontece que sou sozinha e nao tenho quem me ajude em casa nem com ele. Adquirimos um chiqueirinho pra que ele possa ficar nestas horas, especialmente quando vou preparar a comida dele. De manha ele fica otimo no bercinho, acorda sozinho, brinca, conversa etc, ate sem brinquedo. Se eu nao for la ele nao chora, fique de boa. Coloco no cheiqueirinho, ele fica bem. Mas na hora do almoço, por exemplo, ou deste periodo pra frente, quando coloco ele chora copiosamente, chora, chora…arredo pra porta da cozinha pra ficar pertinho, mas nada…chora. Nao pego, porque sei que esta ali por mera insatisfação, mas nao passa. Ha situações em que coloco ele e fico ao lado, ele fica bem também. Hoje ele pirraçou pra trocar a fraldas, coisa que ele nunca fez e passou a fazer. Ou seja, as pirraças estao aumentando e, entendo eu que nao estou cedendo aos caprichos dele pra que isso aconteça. O que me orienta, por gentileza? Onde estou errando? Estou passando muito aperto e nao queria perder aquele bebe bonzinho pra um pirracento. Estes dias ate minha vizinha bateu aqui, porque nunca tinha ouvido ele chorar e de repente aquele escandalo todo.
    Conto com sua ajuda, pelo amor de Deus!
    Att
    Graziella

    • Graziella,
      Aos 8 meses, pode parecer pirraça, mas, ainda não é. Pirraça é um ato voluntário de “manha”. A criança opta por determinado comportamento, como, deitar no chão do shopping, gritando e esperneando. Seu filho não chora por um ato consciente ou “pensado”. Chora porque está sentindo a sua falta e o modo de expressar seu desejo é chorando. Assim, na medida da sua disponibilidade, deve pegá-lo ou ficar com ele. Deve deixá-lo chorando quando não tiver disponibilidade ou estiver muito cansada. Não deveria deixá-lo chorando exclusivamente “para aprender”.
      Um outro ponto é que as crianças se desenvolvem e passam por diferentes fases. Não tenha a expectativa de que o bebê bonzinho será uma criança “boazinha”, sempre. Também não antecipe o sofrimento de imaginar as possíveis pirraças que virão. Viva o dia de hoje, dando a seu filho carinho e cuidado, na medida das suas possibilidades.

      • Graziella li o seu post e me identifiquei. Minha bebe chorava por motivos aleatorios dos 2 aos 4 meses. Eu estava terminando mestrado e nao tinha como ficar com ela no colo o tempo todo. Eu adaptei minha rotina pra ter ela por perto. Eu usei um “sling” ou tinha ela numa cadeirinha em cima da mesa do lado do computador enquanto eu escrevia. Ela ficava no meu colo enquanto eu lia. Ela era menorzinha. Mas outra coisa que notei quando ela tinah 8 meses eh que ela passou a ficar muito interessada nas coisas em volta dela em geral, e com isso nao pegava no sono tao bem como antes. E com o passar do dia acho que o sono ia acumulando, entre 6 da tarde ateh a hora de ela dormir era choradeira. Coitado do meu marido que chegava em casa as 6 e so o que ele via da bebe era choro – eu pelo menos via parte boa durante o dia. Para isso eu comecei a criar ambiente para que ela dormisse o maximo durante o dia – nessa epoca ela tirava umas 3 sonecas por dia. Funcionava assim, depois de mamar ela geralmente ficava sonolenta (nao caia no sono, mas ficava meio “grogue”) entao eu a punha no berco, fechava as cortinas e a porta pra ficar tranquilo. Ela dormia bem, sonecas curtas, mas a choradeira das 6 da tarde parou. Talvez funcione com vc? Boa sorte!

      • Prezada Adriana,
        Obrigado por seu comentário. Certamente vai ajudar não só à Graziella, como muitas outras mães. Nada como o relato de uma experiência de sucesso, vivida na prática.

  12. Olá Dr. Cooper espero que possa me ajudar.. tenho uma filha de um ano e dez meses.. chora por tudo.. só quer a avó.. não aceita não, ela ainda não sabe falar.. então as vezes o choro é tão forte que fico com medo de ser alguma dor.. mas no final parece ser birra mesmo.. ela chora tanto que parece que estamos dando uma surra nela.. fico desesperada.. não sei o que fazer.. estou grávida de cinco meses.. não sei se ela ainda entende.. por que não fala nada.. só resmunga.. então não consigo carregar.. e fico cansada rápido.. não aceita visitas.. chora pra todo mundo.. tampa o rosto com a mão.. não quer ter contato com ninguém.. o que posso fazer para contornar essa situação. tenho medo de ela se tornar uma criança chata e insuportável no futuro e mais tarde um adulto da mesma forma. Desde já agradeço, obrigada!

  13. Olá Dr. Cooper tenho 26 anos e sou casada com um homem de 36 anos ele tem um menino de 17 anos do ultimo casamento, ele já separado da ex- mulher há uns 3 anos e eu estou casada com ele há um ano e meio, tenho muitas dificuldades com ele pois ele não come a comida que faço e quando não faço comida ele reclama, se ele sabe que alguma coisa me irrita ai é que ele faz, ele namora uma garota eu já tentei me aproximar mas ele sempre encontra alguma coisa pra não deixar, ele dorme todo dia na namorada dele, não quer mais estudar. Só pensa em dinheiro e em compra moto…As vezes acho que deveria deixar ela dormir aqui mais tenho medo que eles se acomodem e se juntem e venham morar aqui aos poucos pois ele é muito folgado, quando ele que alguma coisa ele corre com um sorriso e pede, ai eu faço o que ele quer ai ele volta a me tratar com indiferença, se eu não faço o que ele quer ele se faz de vitima pro pai dele…Minha situação esta meio difícil pois meu marido não aguenta ouvir mais reclamações….Não quero perder meu casamento…me ajude por favor….Estou precisando de saber se estou certa ou errada..Obrigado

    • Livia,
      É difícil opinar, lendo apenas seu depoimento. Sugiro que converse com um médico ou um psicólogo para melhor lhe orientar. Minha sugestão, preliminar, é que você não tente agradar (ou desagradar) seu enteado. Seu foco deveria ser seu marido e a relação com ele. Você deve ser acolhedora e respeitosa com o filho dele, mas, na casa de vocês, as regras (limites) devem ser estabelecidos por você e seu marido. Combine essas regras com o seu marido, antecipando e evitando que o enteado se faça de vítima. Por exemplo: na sua casa as pessoas comem a comida que foi feita e não existe cardápio para que cada um escolha o que prefere. Já as questões de não estudar, morar na namorada, só pensar em dinheiro e comprar moto, devem ser resolvidas pelo pai. Evite entrar nesses assuntos. Isso também deve ser combinado com o pai (coisas da casa eu participo, opino, resolvo etc. Coisas do comportamento do seu filho, fora da casa, é com você). Mas, insisto que uma conversa sua com médico ou psicólogo lhe ajudará muito mais do que esse rápido e superficial comentário meu.

  14. Ola Dr Cooper…
    Me encontro em uma situacao muito dificil, meu bebe de 1 ano e 5 meses nao pode ouvir a palavra nao ou nao pode da minha boca que começa a se bater no rostinho ou vai ao chao bater a cabeça, ele ja teve uma fase assim e eu o ignorava entao acabou passando mas agora voltou e nao adianta eu ignorar e esta cada vez pior. Ele nao sabia o q era bater ate vir uma amiguinha da mesma idade e comecar a bater nele e ele tbm passou bater nos coleguinhas tbm.isso eh muito constrangedor pq parece q eu nao estou educando meu filho me sinto de maos atadas pois nao sei mais o q fazer e ele eh uma crianca super carinhosa nao combina com ele esse comportamento. Por favor dr me ajude o que posso fazer para amenizar a situacao??

    • Prezada Giovana,
      Opinar sobre o comportamento de uma criança, sem conhecer uma história mais detalhada da mesma, sua família, o ambiente onde vive etc. é algo muito difícil. Por esse motivo, sugiro que tenha uma conversa franca com seu pediatra a respeito do comportamento do seu filho. Mas, me parece que está fazendo o correto. Isto é, dando carinho e atenção a seu filho e deixando-o ter a reação quando diz um não. Deve impedí-lo de bater em outras crianças (pegando-o no coloe afastando-o), bem como de se ferir (se houver risco dele se ferir, deve pegá-lo). Também deve conversar com ele, fora dos momentos em que tem esta reação, reforçando o quanto ele é querido. Verifique se houve alguma mudança na rotina dele, da casa ou das pessoas com as quais tem contato. Às vezes esse comportamento é apenas um sintoma de algo que está acontecendo no ambiente. A conversa com seu pediatra poderá aprofundar todos esses pontos.

  15. Olá,DR!
    Meu filho tem dois anos e dois meses e está em uma fase que do nada fica me chutando ou dando tapas,o repreendo e ele ri e faz de novo.
    Até no cantinho da disciplina ele ficou,chorou mas ñ saiu do lugar,mas ñ adianta pois qdo sai ñ demora alguns minutos e lá está ele chutando e dando aquele sorriso de lado. Ele só fala no máximo oito palavras,será que ele entende pq ele está no cantinho? Qdo é para pedir que explique o motivo q está ali eu explico a ele e peço um beijo e que logo ele dá pq falar ele ainda ñ fala. Até dois meses atrás ele segurava a manadeira e o copo sozinho,mas hj se eu ñ segurar e der p ele,o mesmo ñ mama,fica com fome,chora,grita mas ñ segura. JÁ Falei p ele q se ele ñ segurar ele ficará com fome e deixei a mamadeira em cima da mesa mas ele ñ pegou,ñ sei mais o que fazer,percebo que ele tem preguiça e ñ quero q ele seja assim poi no próximo ano em que fará 3 anos irá p escola e ninguém fará nada pra ele.

    • Prezada Viviane,
      Entendo perfeitamente sua preocupação com o comportamento do seu filho. Não me parece uma situação simples em que eu possa opinar e lhe ajudar. Há algo acontecendo na dinâmica da família, da casa ou simplesmente, entre seu filho e você que merece ser melhor explorado. O que seu filho está fazendo, pode ser uma forma de comunicação. Com este comportamento, ele está dizendo algo que não conseguimos entender. É a linguagem dele, de criança. Seria muito importante que pudesse conversar com alguém com experiência e tempo, para lhe ajudar. Poderia ser seu pediatra se ele tem esse perfil. Poderia ser alguém indicado pelo pediatra como um psicólogo. Alguém que soubesse ouvir sua história e também ajudá-la a decodificar o que seu filho quer dizer. Com isso, não estou dizendo que deve ter toda a tolerância do mundo. Pelo contrário, os limites devem ser colocados. O que eu estou sugerindo é que só colocar limites pode mudar um comportamento exclusivamente por condicionamente e não, de fato, modificar o que quer que seja que produziu aquele mode de se expressar. Esta é a melhor forma que encontrei para tentar ajudá-la: peça ajuda a alguém de sua confiança, com experiência em comportamento infantil, com quem possa conversar pessoalmente.

  16. Dr. Roberto,

    Boa Noite!!! Li alguns depoimentos e a minha filha tb faz tudo isso. Ela grita, esperneia, e quando é contrariada fica pior. Tb faz isso quando saio para trabalhar e a deixo em casa, mas eu volto na hora do almoço para levá-la para o colegio. Ela tem 2 anos e 6 meses e tem uma personalidade fortissima. Desde os 2 anos nao usa fraldas, escolhe suas proprias roupas, come sozinha, etc. Quando faz isso, converso, converso e nao tem resolvido nada, coloco no cantinho da disciplina, mas ela grita sem cessar nesse momento. Explico que gritar nao vai mudar a minha decisáo, mas nao tem adiantado.
    Estou com a minha paciencia esgotada. Nao gostaria de me sentir assim. Me sinto culpada por nao ter paciencia com ela, mas na verdade miuta das vezes tb nao tenho paciencia comigo.
    Preciso de ajuda.
    Tem algum livro que eu possa ler para saber lidar com esse comportamento dela???

    • Prezada Maria Elisabete,
      É razoável que a paciência se esgote (escrevi um post a respeito!). Não importa o que seja dito, mães se sentem culpadas por não ter paciência. Confundem paciência com amor e carinho. Como se amar uma pessoa implica em infinita paciência e incondicional aceitação de tudo. Não se cobre, relaxe um pouco.
      Quanto ao que me descreveu da sua filha e você, me parece que está fazendo tudo muito certo. Para poder opinar mais, seria imprescindível conhecer mais da história de vida da sua filha e da dinâmica familiar. Talvez pudesse falar com seu pediatra a respeito.
      Você me pede uma indicação de livro e eu acho que livros, por serem escritos para uma audiência grande e anônima, em geral criam regras ou normas que não se adequam a todas as crianças. Melhor do que qualquer livro é a sua emoção. Mesmo quando perde a paciência, porque será sempra amorosa. Mas, se estiver insuportável esse clima, sugiro que converse com algum psicólogo que tenha experiência com crianças, para lhe orientar e ajudar.

    • Adriana,
      Seu comentário gentil sobre o blog é motivante. Mas, a participação de mães, como você, trocando experiências ou, como no post de ontem, compartilhando receitas “diferentes” de comida para bebês, é o que o torna mais rico!

  17. Drº Roberto boa tarde!!

    Me divorciei a um ano e meio e tenho uma filha de 6 anos desse relacionamento. Hj tenho um namorado que é professor da minha filha e é muito presente em nossas vidas (dorme em nossa casa, passeios, socorros que precisamos inclusive de saúde, tudo ele está presente). Como me divorciei, mudamos (eu e minha filha) para outra casa, outro bairro e nesta casa fiz um quarto para mim e outro só para ela, as portas dos quartos são uma de frente para outra, as camas também com uma distância média de 2 metros de uma para outra . (Na casa onde morávamos antes ela dormia comigo na minha cama pois o pai sempre trabalhou a noite por escala). Desde que mudamos (a nove meses), ela dorme neste quarto como: deito com ela, assistimos tv e assim que ela pega no sono vou para minha cama.O meu namorado para ela tem sido sinônimo de proteção. Ele dorme na minha cama comigo e ela sabe disso pois ela vê e sempre deitamos juntos (os 3) para assistir tv. Há 2 dias ela tem falado que não consegue dormir sem mim e que pelo fato de ele dormir na minha cama ele protege só a mim e não a ela que está no outro quarto e tem forçado querer dormir na minha cama o que não estou permitindo. Minhas duas últimas noites foram terríveis pois sempre ela faz um escândalo e tenho que mostrar para ela que a última palavra é minha (seguindo orientação da psicóloga onde começamos tratamento a um mês). Dº Roberto sempre tentei conversar muito com ela mas a psicóloga acha que tenho que ter ação pois ela não tem respeitado nossos combinados em conversas. Ação como: Cantinho do pensamento. Ela tem que entender que quando ela está na cadeirinha é por que ela fez algo de errado e como ela não quer ficar tenho que colocar várias vezes até ela ficar. Isso só aconteceu nesses 2 dias que tive que fazer ela ficar na cama dela. Drº eu trabalho ao dia em uma instituição de educação infantil onde ela estuda e como já tinha dito ela tem o meu namorado como professor. O relacionamento dela com ela é muito bom, as vezes ela ainda cumpre mais os combinados com ele do que comigo. O que eu faço nessa hora de dormir que está se tornando um caus? Eu não queria ela na minha cama de novo pois acho que isso acaba afastando o casal, como foi no meu relacionamento anterior onde o pai dela passou a dormir no chão. Não gostaria de passar por isso novamente. O que eu faço? Estou enlouquecendo!!!!!

    • Prezada Joseane,
      Não há motivo para você enlouquecer. Há motivo para você colocar limites, com tranquilidade e sem receio. Simplesmente deve dizer um não, explicando que ela tem a cama dela e você a sua. Talvez deva mudar o discurso de que o seu namorado não dorme na sua cama para protegê-la. Ele dorme na sua cama porque essa é a cama dos adultos e ela tem a cama só dela. Pode dizer também que a presença dele na casa, protege a casa toda e não só a cama ou o quarto onde ele está. Por mais difícil que seja, a única coisa que não deveria permitir é que durma na sua cama (nem com a combinação de uma vez só). Já que conquistou esse limite, mantenha a conquista. Também sugiro conversar com a psicóloga para que ela lhe oriente.

  18. Prezado doutor,
    Estou com dois problemas: pirraça e hora de dormir.
    Minha filha tem 1a e 6m e fica na creche o dia todo.
    Ela é extremanente agitada, às vezes dorme muito tarde, mesmo dormindo pouco durante o dia, mesmo quando coloco em um ambiente tranquilo, escureço o local, mesmo com a rotina, etc.
    Normalmente ela não dorme no berço porque quando a deixo lá, ela chora tanto que parece estar sendo espancada. Sem falar que ela tenta sair subindo nos protetores do berço e eu acabo tirando por medo dela cair. Criei o hábito dela dormir no colchonete, é mais fácil pq ela dorme assim na creche e aceita mais tranquilamente, mas hoje me arrependo pq quando viajamos e não tem espaço, ela não aceito o berço.

    Agora está fazendo pirraça em situações que não sabemos o que fazer. Quando vou trocar a fralda, ela não deixa trocar, bota a mão no cocô, rola de uma lado para o outro e não fica quieta. Quando vou vestir ou tirar a roupa para levar para a creche, não deixa. Chora, se encolhe, eu ponho uma manga da blusa e ela tira, é um caos. Estamos tentando ignorar as pirraças. às vezes funciona quando estamos em casa. Mas agora ela deu pra pirraçar tb quando vou buscá-la na creche ou na hora de levar. Quando vou buscá-la ela quer ficar lá brincando no espaço que a creche tem. Algumas vezes deixei ela brincar mas quando fui tentar pegá-la ela fogiu, achando q é uma brincadeira. Ontem não deixei ela brincar e ela não queria ir embora, me senti péssima, impotente. Já do lado de fora da creche, peguei firme no colo, brinquei, fiz carinho e nada funcionava. Em casa eu deixaria ela chorar sem mostrar que me importava mas na rua não tem jeito. Quando vamos levá-la é pior porque temos aquele tempo padrão para nos arrumar e sair para o trabalho, e quando ela não coopera nós acabamos ficando sem paciência, e levamos ela na marra chorando no colo, na maioria das vezes com ela lutando contra o nosso colo pra descer. Já cheguei com 1hora de atraso no trabalho porque não conseguia fazer as coisas que precisava, dar mamadeira, dar os remédios, trocar a roupa e fralda, escovar o dentinhos… ela adora a creche. Não sei o que fazer

    • Prezada Kika,
      Certamente, você não está sozinha nessa sua situação. Muitos pais vivem situações semelhantes à sua. Sei que isso não resolve, na prática, a sua questão. Mas, lhe dá uma dimensão de que sua família não é tão diferente assim e perder a paciência é algo humano e habitual. Dito isso, recomendo que converse, longamente, com seu pediatra. Tente marcar uma consulta no final do dia, para poder ter tempo de expor, com detalhes, o que está acontencendo. Como o que está acontecendo envolve a dinâmica familiar como um todo, fica muito difícil, para não dizer impossível, eu lhe dar uma resposta ou dicas, através do blog. Eventualmente, você e o pai podem se beneficiar de uma conversa com um psicólogo para lhes orientar.Espero que copreenda a limitação do blog.

  19. Dr. Roberto, bom dia

    Meu filho tem 2 anos e 3 meses está no momento da independência, tudo ele quer fazer sozinho, sempre diz não ao que ofereço para comer, a roupa e calçado é uma briga ele quer sempre escolher, as vezes tenho que inventar estórias de que foi a tia que ele adora quem deu para ele ceder e vestir, o pior tem sido na hora de acordar para ir a escolhinha, não sei mais o que faço, pois ele chora e faz pirraça joga tudo que vê pela frente longe, isto acontece todos os dias não sei mais o que fazer para que ele fique mais calmo pois tento conversar mas não sempre ele se acalma as vezes é preciso o pai ficar no meu lugar para que eu possa respirar um pouco e tentar convence-lo a parar de chorar, sei que é horrível ser acordado sem estar com vontado, tento fazê-lo dormir cedo por volta das 20:00 pois ele tem que acordar em torno de 6:30 a 7:00 da manhã para irmor a escolhinha e eu trabalhar, por favor me oriente e me diga se é uma fase que meu filho está

    • Prezada Fátima,
      Sim, é uma fase! A fase entre 2 e 3 anos onde a vontade própria deve imperar e qualquer negativa é como se o mundo fosse acabar. Cabe a você e seu marido a dura tarefa de ultrapassar essa fase com muito carinho e firmeza, exatamente como parecem estar fazendo. Paciência e perseverança!

  20. Bom dia Dr.,minha sobrinha está com 3 anos e minha mãe dele foi dona de casa nesse período,mas recentemente começou a trabalhar e minha sobrinha esta com um comportamento muito diferente; chora pra tudo, tomar banho,qndo acorda, hora de almoçar e principalmente na hora de ir a escola,fica chorando pedindo p “ligar pra mamae”.Poderia me dar dicas para melhorar esse comportamento?

    • Prezado Leandro,
      Recomendo que a mãe da sua sobrinha, você ou todos os envolvidos com a menina, conversem com o pediatra dela. Seria um papo em final de consultório, onde poderiam pensar estratégias para ajudar sua sobrinha neste momento. Nitidamente ela está com medo da mãe dela “sumir”. É preciso reforçar que a mãe voltará. Isso não se faz apenas falando, porque esse receio é irracional. É preciso brincar de coisas que somem e apareçem, incluindo a brincadeira de esconder e achar. Vejam o que o pediatra dela tem para lhes dizer. Sucesso!

  21. Olá Dr Cooper,estou sem saber o q fazer c mha filha ela tem 1 ano e 3 meses e esta fazendo mta pirraça grita e se joga no chao fico mto irritada e por varios momentos já pensei em bater mas me seguro, ela faz isso em qualquer lugar e fico mto constrangida. Outro problema q estou tendo com ela é a questao do sono, a Marcela dorme somente 4 horas durante a noite e como trabalho fora fico mto cansada e estressada.Por Favor Dr Roberto me ajude pois estou sem rumo

    • Prezada Luciana,
      Como o blog não substitui uma consulta e o quadro que me descreveu exige uma ou mais longas conversas, sugiro que fale francamente com seu pediatra. Como sua filha só tem 1 ano e 3 meses, é bem provável que o foco da conversa seja os pais e o ambiente familiar. Entendo que esteja sem rumo e é exatamente ajudando-a a encontrar o seu rumo que a sua filha vai se beneficiar e modificar o comportamento atual. O foco não é só nela, pelo menos em um primeiro momento.

  22. Dr. Roberto,
    meu filhotinho está indo para os 9 meses e o que mais me intriga é que ele não dorme tranquilo por nada. Sempre bate as pernas… ao despertar, levanta de forma imediata (como se tivesse levado um choque). Quase nunca dorme durante o dia, e, quando dorme, dura, no máximo, uns 15min, mas sempre agitado. Fico muito preocupada, pois além de eu não conseguir descansar, ele fica o tempo todo colado em mim e eu não consigo fazer nada. Muitas vezes, necessito deixa-lo chorando, para poder fazer suas comidinhas,etc.
    Seu desenvolvimento está dentro da normalidade, mas esta coisa de não querer dormir e fazer birra para isso,preocupa-me muito! Obrigada pela ajuda…

    • Prezada Dilza,
      Considerando que o desenvolvimento do seu filho está dentro da normalidade, você já parte de um ponto confortável que é saber que ele está saudável. Como o que descreve é uma questão comportamental, seria necessário uma conversa detalhando e esmiuçando o que se passa durante o dia e qual a dinâmica da família e da casa. Como o blog não substitui uma consulta, recomendo que converse com seu pediatra. Ele é a melhor pessoa para lhe orientar. Espero que compreenda essa limitação do blog.

  23. Prezado Doutor, meu filho está com 2 anos e 5 meses e agora deu de fazer pirraça pra tudo, qualquer coisa é motivo pra começar a sapatear e chorar. Ele feita como se eu estivesse batendo nele, morro de vergonha dos vizinhos. Na hora de escovar os dentes é pior ainda. Mas no final das contas, estou vendo que estou perdendo a paciência, às vezes me vejo parada olhando ele dar o espetáculo e não consigo ter reação nenhuma, não consigo raciocinar o que fazer. Às vezes tento subir o tom da voz pra ver se adianta (e mais uma vez, passar vergonha com os vizinhos), mas mesmo assim ele não para de berrar. Não bato quando ele faz isso, estou tentando ao máximo não bater. Ele nunca apanhou de verdade, como vejo que algumas mães fazem, e, na verdade, até as entendo.
    Já fui repreendida pela minha mãe por dar uns berros com ele, mas foi a alternativa que encontrei para não bater. Colocar de castigo até funciona, mas dependendo do que acontece, ele até para e pede desculpas pela pirraça, mas muitas vezes acaba que ele para, eu desculpo e ficamos sem saber o motivo da pirraça. Nem sempre da pra saber o motivo, ele, muitas vezes começa do nada, até ganhar o castigo, ou eu gritar com ele (o que, honestamente, só funciona 30% das vezes) ou quando eu simplesmente o ignoro até ele parar, mas, convenhamos, meia noite deixar o menino gritando faz com que o bairro todo ouça…
    Estou frustrada como mãe por não saber que atitude tomar, daqui a pouco ganho uma bela gastrite de tanto nervoso que tenho passado… Por favor, pode me ajudar?

    Obrigada, Doutor!

    • Prezada Simone,
      O que você descreve é uma situação comum com crianças na idade do seu filho. É uma idade onde querem se sentir completamente autônomos,independentes, cheios de vontade. Assim, um limite imposto é sentido como intolerável e a reação é a que você conhece. No entanto, esses limites são importantes tanto para a segurança do seu filho, como para o seu desenvolvimento. Não há fórmula mágica e seria necessário uma conversa mais longa, para entender a dinâmica familiar. Sugiro que tenha essa conversa com seu pediatra. Enquanto isso, mantenha a sua calma (até onde isso for possível), não se envergonhe (essa é uma arma que seu filho usa) e estabeleça os limites, como tem feito. Talvez pudesse também lhe dizer, fora dos momentos de pirraça o quanto você gosta dele e elogiar coisas bem feitas por ele, mesmo que pequenas. Ao mesmo tempo que é fundamental não ser permissivo e deixar a criança fazer tudo, é importante elogiá-la também.

  24. Prezado Dr. Roberto,
    Minha filha tem 6 meses e chora horrores quando quer pegar algo e não deixamos. Se alguém tiver com algo nas mãos, se ela quiser e a pessoa não der ela arma um escândalo. As vezes no bebê conforto no carro ela também faz escândalo. Já tentei tirar do bebê conforto e coloca-la no meu colo, dar água, mamadeira, brinquedos e ela continua berrando e se batendo. Estou achando que isso é pirraça pois nesta situação do carro ela só para de chorar quando paramos o carro e saio do carro com ela, aí ela olha pra mim e ri, as vezes até soluçando de tanto que chorou. A última vez, dia 01/01/14 eu deixei chorar, ignorei, pra ver o quanto ela continuaria. Dr. Roberto, ela chorou por 40 minutos diretos!!! Tive que parar num posto de gasolina pois ela já estava se engasgando com a saliva de tanto chorar. Nesta hora, quando saí do carro, já saí conversando com ela dizendo que era muito feio o que ela fez e que a mamãe tava triste, ela olhava pra mim dava um sorrisinho e deitava no meu ombro. Acho ela muito pequena para essa pirraça e não sei o que fazer.

    • Prezada Vanessa,
      Entendo sua situação. Bebês podem nos “tirar do sério”. Com 6 meses é difícil se falar em pirraça. Pirraça é algo consciente que a criança faz para irritar os pais, na expectativa de obter algo. Sua filha está numa fase em que ela simplesmente quer as coisas e se expressa. Se expressa como pode, chorando. O seu papel é o de, gradativamente, introduzir a realidade de que nem tudo ela vai poder ter, na hora e do jeito dela. Esse é o papel dos pais. Quando o bebê é muito pequeno, os pais devem dar tudo. Agora, aos poucos, os limites e as frustrações que advém desses limites, devem ser apresentadas ao bebê. Pelo seu relato, vocês estão fazendo o que deve ser feito. Sugiro uma conversa com seu pediatra. Este assunto merece mais do que uma resposta em um blog!

  25. Minha filha tem 2 anos e meio e faz pirraça a ponto de puxar os próprios cabelos.Na minha família fica todo mundo horrorizado e falam que nunca teve nenhuma criança que tenha feito esse tipo de pirraça na familia,e falam para leva-lá ao medico psicologo não sei o que fazer,isto e normal ou não na idade dela?

    • Prezada Marianne,
      Seria importante que conversasse com o seu pediatra porque é preciso entender melhor a dinâmica da família para poder definir se seria o caso de ouvir um psicólogo ou simplesmente de ajudar os pais a colocar limites. Crianças entre 2 e 3 anos podem fazer pirraças inacreditáveis, sem que isso represente um problema real, desde que os pais saibam lidar, colocando limites de forma carinhosa, porém enérgica.

  26. Olá !
    Estou muito triste , minha filha me rejeita!
    Ela só quer saber do pai, peço para dizer mamãe e ela fala papai!
    Prefere ficar com ele no colo !
    E nos ataques de pirraça ela se joga no chão e qnd chora chega a ficar desorientada de raiva e até babar!
    Ela é super simpática , na creche a psicóloga falou q ela está super bem desenvolvida e tem muita personalidade!
    Porém em casa seu comportamento principalmente comigo é sempre hostil!
    Não sei o q fazer! Ela tem 18 meses!

    • Prezada Olga,
      É difícil opinar sobre uma questão comportamental, sem conhecer detalhes da família e sua dinâmica. Mas, pelo que conta, sua filha é saudável, bem avaliada na escola. Minha susgestão é de que converse com a psicóloga da escola para ver se ela pode lhe dar alguma orientação. Como o blog não substitui uma consulta, seria irresponsabilidade minha opinar sobre sua filha.

  27. Dr. Roberto, não sei mais oque fazer..minha filha tem 2 anos e 11 meses, está muito birrenta..tudo que peço pra ela fazer tem que dizer não. Peço que vá ao banheiro fazer xixi e ela diz não, se insisto ela faz um escarcel…resultado: xixi no sofá todos os dias. Se a chamo para comer a resposta é “não”, pentear os cabelos “não”. Passa o dia todo me pedindo para colocar desenhos para ela assistir e quando acabo de colocar a Peppa Pig, me diz que não quer, daí me pede a xuxa…e assim vai por todo o dia, fico muito muito irritada e as vezes até fico com vontade de chorar, por favor me ajude pois tenho além dessa, uma adolescente de 14 anos que está me deixando de cabelos brancos..tenho medo de prejudicar meu casamento, pois meu marido é pai somente da mais nova e com essa turbulência toda, precisei trancar minha faculdade e parar de trabalhar…obrigada pela atenção..estou precisando muito de ajuda.

    • Prezada Madelena,
      Dois anos é uma idade terrível. Um pouco como uma adolescência! Muitas vontades e tudo é “não”. Exatamente como descreveu. Como o blog não substitui uma consulta e acredito que essa situação descrita mereça uma ou mais conversas, só farei alguns comentários, superficiais. O primeiro é que você tem todo direito de ficar irritada. Não se culpe por sentimentos que não pareçam compatíveis com um “coração de mãe”. Você é humana! Segundo, não busque a perfeição. Seja uma mãe suficientemente boa que já estará dando à sua filha o que ela preciso: carinho e cuidado. Terceiro, sobreviva aos “nãos” e pirraças da sua filha. Isto é, não a puna por ser pirraçenta. Não digo que não deva colocar limites. Deve colocá-los de maneira clara e enérgica, sem perder a ternura. Não punir significa ter cuidado para não dizer coisas como: “mamãe não gosta de você” ou “não vou ler com você agora porque você não fez o que eu te pedi antes”. Diga algo como: “mamãe está chateada, triste com o que você fez” ou ” estou chateada com o que você fez, mas vamos ler um pouco sim”.
      Quanto ao seu casamento, sugiro que envolva seu marido, o máximo que puder. Homens tendem a delegar as questões da casa para as mulheres, mas, neste caso, não é uma questão da casa e sim do casamento. Finalmente, considere conversar com um psicólogo para lhe orientar. Pode ser que ajude. Ou, converse com seu pediatra, mas marque o último horário para poder se alongar um pouco.

  28. Dr Roberto,achei muito interessante o seu blog e gostaria de umas orientações.
    Minha filha tem 4 anos e as vezes quando acaba de acordar ou quando quer alguma coisa ela começa a chorar,gritar e quando não dou importância às pirraças que ela faz daí começa a gritar,se esperneia,agride; tento ser calma ,olho bem nos olhos dela e digo firme que o que ela faz é feio e me deixa triste,mas ela continua e por certas vezes dou o desprezo e ela continua ,continua até se cansar durando mais ou menos 2 horas ou mais ,isso quando se cansa.
    Não sei mais o que fazer, essa semana ela começa a estudar e confesso que estou muito receiosa com a conduta dela no colégio.
    Parabéns pelo seu blog e que Deus te ilumine cada vez mais !

    • Prezada Samara,
      Obrigado por participar do blog e pelas palavras gentis. Quanto à sua filha, como o blog não substitui uma consulta, seria irresponsabilidade minha opinar. Recomendo que converse com o seu pediatra, para que este lhe oriente. Mas, em linhas gerais, talvez você pudesse aguardar o início da escola. Muitas crianças surpreendem positivamente ao ingressarem em um ambiente coletivo com uma figura de autoridade (professora) diferente da mãe. Caso persista o comportamento ou sua dificuldade de lidar com ele, além de conversar com o pediatra, pode pedir uma orientação para a professora ou orientadora da escola. Se nada disso lhe ajudar, considere conversar com um psicólogo, inicialmente para lhe ajudar a lidar com a sua filha e, eventualmente, para ajudá-la. Mas, isso tudo, sob a orientação do seu pediatra e de forma progressiva.

  29. simplesmente adorei seu blog consegui esclarecer algumas dúvidas minha e fiquei feliz em saber que o meu bebê de 8 meses não faz pirraça e ainda não é manhoso que o choro dele é uma forma de se expressar…. Estou muito mai feliz

  30. Dr.Roberto tenho uma filha de 6 anos e desde 1 ano faz pirraça só que já tentei vários metodos todos sem agressao,surtiam efeito só no inicio depois nao mais.Ela é meiga,doce,alegre mais é só receber um nao tudo muda fica agressiva comigo ou com o pai,bate ,morde ,cospe, chuta ,grita tudo ao mesmo tempo ela sai do controle só para por vontade dela do contrario tenta até quebrar a casa depois fica bem mas sempre procurando algo para começar outra pirraça diz que vai embora que quer ficar sozinha no quarto que me odeia…eu me mantenho firme no nao tento explicar mas quando ela grita e coloca as maos no ouvido eu paro de falar e nao explico mais nada.Nao sei mais o que fazer,como agir ,se puder me ajude pois amo minha filha e preciso ajuda-la!Parabens pelo seu blog ,trouxe uma esperança para mim hoje,Que Deus ilumine seu caminho!

    • Prezada Miritana,
      Pelo seu relato e idade da sua filha, seria bom uma conversa (ou várias) com seu pediatra. Dar uma sugestão, sem conhecer a dinâmica da família, da casa e da criança, seria uma irresponsabilidade minha. Sugiro que converse com a orientadora da escola da sua filha, para ver se ela tem algo a lhe dizer e, eventualmente, considere ouvir um psicólogo. Pode ser que a sua filha se beneficie muito de uma abordagem profissional. Esteja certa de que ela também sofre com essas crises de pirraça.

  31. Ola Dr Roberto
    Tenho uma bebe de 6 meses, ela é muito nervosa chora muito, durante o dia quer ficar no colo o tempo todo quando coloco ela na cama, berço ou carrinho, ela ja abre o berreiro. As vezes coloco desenhos para ela assistir mas ela fica no maximo 5 minutos. E as vezes ainda so aceita ficar no colo em pe. Se sentar ja chora. Nao sei mais o que fazer ja estou muito cansada almoço e janto com ela no colo. almoço e serviso domestico tento intercalar em 2 horinhas no maximo q ela dorme durante o dia 1hora de manha e uma a tarde. Que é exatamente o tempo q tenho para tentar fazer alguma coisa, o dia q ela nao dorme eu nao consigo nem almoçar. Por favor dr me ajuda me da sua opiniao oq posso fazer? Desde ja agradeço

    • Prezada Jessica,
      Para opinar ou tentar lhe ajudar, seria necessário conhecer melhor a história familiar, a dinâmica da casa, a própria história da sua filha. Por isso que um blog não substitui uma consulta. Recomendo que converse com seu pediatra. Por lhe conhecer, poderá lhe dar algumas sugestões. Com um bebê de 6 meses, saudável, uma mãe já deveria estar tendo mais tempo para si. Eventualmente você pode achar interessante conversar com um psicólogo. Não raro, as dificuldades que identificamos nos bebês se referem a dificuldades nossas.

  32. Tenho duas filhas de 1 ano e 2 meses e estou espantada com as pirraças q têm feito.outro dia no shopping uma delas passou por uma loja de balões, e queria um de todo jeito,como não comprei ela deitou no chão e bateu a cabeça.Pensa na vergonha q fiquei? Meu Deus ela só tem 1 ano e 2 meses, esse feriado estava em um sitio, com várias pessoas próximas e outras não, e virava e mexia tinha show das duas, uma hora pq queriam so carne do prato e não o restante das guarnições,outra outra pq queria o suco,hora depois pq queria a nossa comida,que vergonha,tinha crianças la com a mesma idade e nem de longe fizeram o q elas fazem.Estou mto preocupada,arrasada sem saber onde está meu erro.Semana passada as levei no dermatologista e o mesmo faltou expulsar agente do consultório por causa da bagunça das duas,saí de la aos prantos,muito culpada com a situação e ao mesmo tempo com mta raiva dele por não saber q gemeos são complicados,mas ele o tempo todo me olhava como se eu não educasse minhas filhas. Fui ao extremo e cortei uma varinha fina, quando a primeiro delas deitou no chão aqui em casa,dei a varada (sem força) e disse: levanta…ela levantou na hora. Todas as vezes q ameaço com a vara elas levantam…então o q fazer? A outra td que quer grita,chora,resmunga, se não tem dar escândalo. Tive uma gravidez tão tranquila,serena,pensei q elas seriam assim. Eu sou mto agitada ,será q tem haver com nosso gene? O pai é aquele nervoso calado, q se pisar no calo ele explode, mas somos mto bem humorados,na nossa casa não tem brigas,discussões e nem gritaria. Estou desesperada,pensando em não ter vida social,pensando em terapia pra nós todas,pensando em colocar na escola, pensando que estou sendo péssima mãe…preciso de ajuda não sei o q fazer pelo fato de terem 1 ANO E DOIS MESES APENAS.

    • Prezada Katia,
      Como o blog não substitui uma consulta, seria irresponsabilidade minha opinar sobre o que relatou, sem conhecer mais profundamente suas filhas e a dinâmica familiar. Mas, o simples fato de se dar conta dessa dificuldade (geralmente mais dos adultos), é um bom sinal. Não se desespere imaginando que porque elas estão assim com essa idade, quando crescerem ficarão ainda mais difíceis. Pelo contrário, você tem uma excelente oportunidade de buscar ajuda profissional e conseguir dar às suas filhas e família um direcionamento saudável. Acho uma boa ideia a que teve de conversar com um psicólogo para lhe ajudar. É pouco provável que seja uma péssima mãe. Péssimas mães não se dão conta das dificuldade, muito menos se sentem como você. Fique tranquila quanto a isso e busque ajuda. Vai dar certo.

  33. Ola Dr. Cooper
    Tenho uma filha de 3 meses e de uns dias pra ca ela ta com chororo q so Deus
    SEMPRE na hora de mama ela se joga pra tras chora num sei por q ela nem começa a mama so deito ela pra da de mama ai começa o choro e td, queria saber o q posso fazer.

    • Prezada Queliane,
      Como o blog não substitui uma consulta, sugiro que a leve ao pediatra e converse com ele. Ele é a melhor pessoa para lhe orientar. Com 3 meses, a criança não faz pirraça. Ela pode querer seu colo, o que é natural nessa idade. Mas, converse com seu pediatra.

  34. Minha filha esta com 4 anos e desde novinha chora e grita muito qdo aborrecida. Qdo menor esticava os dois braços pra frente e tremia. De uns tempos pra ca bate o pe no chao com muita força a ponto de machucar. E fica esfregando o cannto da unha. Twve um dia que puxou os cabelos. Sempre associei à birra mas ja esta crescida. Fora das situaçoes converso com ela e ela promete q nao vai fazer mais. Mas faz sempre

    • Prezada Renata,
      Ainda pode ser pirraça! Sugiro que converse com seu pediatra e, juntos, avaliem se a sua filha se beneficiaria de uma consulta com psicólogo. Pode ser que elas esteja sofrendo com essas reações, tanto ou mais que os adultos em volta dela.

  35. Olá! Tenho um filho de 3 anos e 5 meses. que ultimamente tem aprontado no sentido em que quando ñ fazemos o que ele quer ele grita,ou bate for na porta ou então quer bater em mim ou no pai. Em festas é sempre muito difícil pois ele corre o tempo todo,mexe nas mesas dos convidados(nem todos gostam),na mesa do bolo e quando o repreendemos ele grita e quer nos bater.
    Eu falo firme e em tom baixo,ñ gosto de
    bater,o ponho no cantinho da disciplina,mas parece que ñ tem funcionado,ainda mais n frente dos outros,o q faço na hora é repreender falando firme e ñ resolve.
    dos convidados e na mesa do bolo e aí quando impomos que ele.

    ñfaça

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