Arquivo | outubro 2015

QUANDO A REALIDADE DESAFIA AS “REGRAS CIENTÍFICAS”.

Quem me conhece pessoalmente ou lê o blog, sabe o quanto eu sou crítico com regras que têm um  jeitão de coisa científica. Essas regras  acabam circulando como dogmas ou verdades absolutas  e que, quando não respeitadas, fariam com que as crianças irremediavelmente sofressem graves consequências e os pais morressem de culpa!

Para começar  a expressão “regras científicas” constitui um paradoxo. A expressão reúne duas palavras que se opõem: regras e ciência. A ciência, por definição, não tem regras. A ciência é o melhor conhecimento possível, naquele momento. O conhecimento científico é mutável, evolui. Quando um suposto conhecimento se torna imutável, fixo, deixa de ser científico e passa a ser uma crença ou convicção. Nada errado em termos crenças e convicções. Todos nós, de um modo ou de outro, enxergamos o mundo de uma forma que vai ser a base de nossas crenças e convicções. O problema é quando estas se apresentam revestidas de um fino verniz de “científico”, para lhes dar mais credibilidade. Isso é fraude! Vou dar alguns exemplos no mundo da pediatria, usando perguntas que os pais frequentemente fazem.

Doutor quando é que ele pode sair de casa? Esta pergunta, habitualmente é feita por pais de bebês pequenos, na primeira ou segunda visita ao bebê no frioconsultório. Costumo responder: “ele veio aqui hoje?”. Os pais ficam um pouco assustados e, em geral, riem quando falamos de um túnel invisível de proteção bacteriológica que liga a casa da família ao consultório do pediatra. Muitas vezes, essa pergunta é associada às vacinas. Mas, ele ainda não começou as vacinas! De fato, além da criança ter alguma imunidade transferida pela mãe, se fossemos esperar a vacinação produzir a plena proteção, uma criança só deveria sair de casa por volta dos 15 meses. Qualquer um lendo o blog balançará a cabeça- que absurdo! Pois bem, existem vacinas que só são dadas a partir do primeiro ano de vida e, nem por isso, os pais têm duvidas a respeito de sair na rua com seus bebês de de meses! Mas, vamos ser mais radicais e ver o exemplo dos finlandeses e outros países nórdicos onde é normal e faz parte da forma saudável de criar filhos, deixar os bebês dormindo do lado de fora da casa, em temperaturas bem abaixo de zero! Esta prática começou nos anos 40, porque a alta mortalidade infantil nesses países era atribuída à qualidade do ar do interior das casas. Hoje, mesmo com a qualidade do ar sendo boa, ainda existem algumas evidências (lá deles) de que esta prática é benéfica para os bebês, com a ressalva que devem estar agasalhados. Não vamos discutir se é bom ou ruim colocar um bebê para dormir em temperaturas abaixo de zero. Vamos pensar no choque que nos produziu alguém fazer algo tão diferente do que nós. Será que um bebê finlandês tem células diferentes de um bebê brasileiro? Ou será que nossas “regras” são fruto mais de tradição e cultura do que de evidências científicas?

Outra pergunta interessante é com relação à introdução de alimentos. Os pais, em geral, perguntam: “Vamos começar com frutas, não é? Quais podemos dar?” Esta pergunta faz supor que o pediatra tenha um conhecimento científico que justifique a escolha pela fruta A ou a restrição à fruta B. okuizomeNo Japão, a primeira refeição de um bebê, por volta dos 4 a 6 meses, se chama Okuizome (primeira refeição). É um ritual  familiar onde a criança é apresentada  a  peixe, arroz papa, polvo, vegetais condimentados e …. umas pedrinhas para a criança morder porque promove a dentição (veja na foto o pratinho com pedrinhas!). Não tem banana, maçã e pera, nessa primeira introdução de alimentos para bebês japoneses. Dirão que fui buscar um exemplo extremo. No Kenya, o primeiro alimento é um purê de batata doce. Na Índia, oferecem um prato chamado khichdi  que consiste em arroz, lentilhas, legumes, temperados com cumim, coentro, hortelã e canela. Isso, para um bebê de 6 meses. Na Suécia, o primeiro prato oferecido a um bebê que vai iniciar sua alimentação sólida, se chama välling , preparado à base de cereal (trigo), frutas, óleo de canola, de palma (nosso azeite de dendê!) e leite em pó. Será que os bebês apresentam um aparelho digestivo diferente, de acordo com a sua nacionalidade ou, nossas “regras” são baseadas na economia, cada país oferecendo o que tem em maior abundância ou facilidade de se encontrar? Onde ficam aqueles cardápios “científicos” para  bebês  em que se estabelece que agora pode isso, mas é melhor esperar para dar aquilo? E o que dizer de cursos de nutrição para as mães dos bebês?

Como todos nós temos interesse no pleno desenvolvimento do potencial de nossos filhos, sempre surge alguma pergunta relacionada ao que seria o brinquedo mais indicado. Brincar é uma atividade fundamental para o desenvolvimento da criança. É através do brincar que a criança aprende a respeito do mundo, da sua identidade, desenvolvendo habilidades psico-motoras, além de explorar causa e efeito. O brincar é tão importante para as crianças quanto o carinho, a alimentação e o sono. Não é um intervalo de diversão na vida das crianças, é parte fundamental desta. Aliás, cavalo gregopessoalmente, também acho que é parte fundamental da vida dos adultos, porque contribui para o estabelecimentos de vínculos sociais e afetivos, nos fazendo viver de forma mais prazerosa. Portanto, crianças brincam há milênios, com os mais diversos brinquedos, como este, na foto do lado, encontrado na Grécia e que tem aproximadamente 2900 anos!  Hoje, dependendo da cultura local e dos recursos familiares, crianças da mesma idade brincam com brinquedos diferentes. Não há nenhum brinquedo que seja “cientificamente”melhor do que outro. E, se julgarmos que a tecnologia é uma aliada no processo do desenvolvimento através do brincar, o que pode até ser verdade, é importante lembrar que Michelangelo nunca brincou com um ipad, Einstein nem sonhava com um computador e Shakespeare não tinha a menor ideia do que seria um smartphone. Certamente brincaram, e muito bem, quando crianças, haja vista sua genial criatividade, quando adultos. O brinquedo deve provocar a criatividade da criança e não sua reatividade. Reagir apertando um botão, para ver uma estrela aparecer na tela, é interessante. Mas, criar um caminhão, a partir de uma embalagem de ovos, é algo bem diferente. Da próxima vez que alguém lhe sugerir um brinquedo que definitivamente desenvolve a capacidade, digamos de pensamento matemático, da criança, pergunte se Isaac Newton brincou com o sugerido! Essa pergunta vale para qualquer área que o brinquedo se proponha a desenvolver. Basta escolher qualquer pessoa de reconhecido talento nesta área, que tenha nascido antes de 1970  e perguntar se usou o tal fantástico brinquedo.

Como podemos ver, a realidade demole  regras pseudo científicas. A realidade nos mostra que não há a menor necessidade de nos qualificarmos, fazermos cursos, contratarmos especialistas (incluindo pediatras) para nos ensinar o que já sabemos. Onde não há conhecimento científico estabelecido, vale a cultura, os valores familiares e pessoais, a ousadia de cada família para criar, modificar e seguir as suas próprias regras. Cuidar de filhos não exige mestrado nem doutorado. Exige afeto e a plena confiança nos seus sentimentos. É muito mais jazz (improviso) do que música clássica (partitura).

 

de: CRIANÇA@VIVERSEDIVERTINDO.ORG para: PAIS@PREOCUPADOS.COM

criança computador2Mamãe e Papai,

No dia da criança, queria aproveitar para lhes dizer algumas coisas que considero importantes e, talvez, vocês não tiveram a chance de ouvir antes.  O autor deste blog, que gosta muito de crianças, me ofereceu o espaço para escrever. Achei uma ótima ideia e aceitei.

A primeira coisa que eu quero lhes dizer é que vocês se pré-ocupam demais. Isto é, adoecem de futuro. Parece que essa é uma doença de adultos que se ocupam, antes da hora, com o futuro. Eu, como criança, só consigo viver a vida no presente. E ainda desconfio que se existe esse tal futuro, o melhor jeito de eu poder vive-lo vai ser tendo vivido de forma intensa e adequada todos os presentes que existem antes de chegar nele (futuro). Pode parecer um pouco confuso para vocês, mas o sapo da lagoa, aquele que não lava o pé, me disse para dizer isso para vocês de um jeito que vocês entendessem. Ele disse uma frase que eu não entendi bem, mas, me garantiu que vocês entenderiam: cada coisa no seu tempo, na sua hora!  Claro que eu confio em vocês e se pensam nesse tal futuro, devem ter seus motivos (ou não). Mas, gostaria que pensassem um pouco no que eu disse e, ao invés de antecipar as coisas, aproveitem, comigo, o presente.

Outra coisas que eu não sei se vocês sabem, mas, quando eu era bebê, eu chorava sem motivo. Nem eu mesmo sabia porque eu estava chorando. Claro que eu chorei de fome, de frio, de calor e porque a fralda estava suja e achava o máximo como vocês adivinhavam rápido o que estava me incomodando. Ponto para vocês! Mas, tinha momentos em que eu chorava porque levava um susto com o barulho do leite sendo engolido, ou não entendia bem um trum que acontecia na minha barriga. Teve dias em que eu chorei muito e forte, só porque estava achando divertido e relaxante. Afinal de contas, eu não tinha muita coisa para fazer, além de mamar, dormir e fazer cocô. Chorar era um momento bem animado. Mas, confesso que ficava preocupado, tenso, com vocês, desesperados, tentando entender o meu choro que não era nem de calor, frio, fome ou fralda suja. Também não era de cólica ou dor. Era só choro. E vocês indo e vindo, olhando, apertando, virando, mexendo, eventualmente chorando junto comigo, ligando para parentes, amigos e pediatra. E eu ali, querendo dizer que estava tudo bem, ia ficando nervoso e fazia o que eu sabia fazer de melhor: chorava mais forte! Se, vocês decidirem que eu vou ter uma irmãzinha ou irmãozinho (coisa que eu definitivamente não quero, apesar de, às vezes, dizer que quero), lembrem-se que bebês choram sem motivo também!

Tenho um pedido para lhes fazer, leiam mais comigo. Vocês não imaginam o prazer que me dá sentar no colo e ouvir a voz de vocês, apontando para as figuras no livro. Fico fascinado e gostaria de repetir isso mais vezes. Claro que tem horas que eu não estou tão a fim e vou querer brincar de outras coisa. Não interpretem isso como sendo um não gostar. É só que, como criança, naquela hora, não quero. Mas, se vocês tiverem paciência e, de algum modo, criarem uma rotina de leitura, vou adorar. Depois, já andei pensando, aquele celular e i-pad são bem divertidos também, mas, algo me diz, que estes me hipnotizam enquanto aqueles (os livros) me fazem criar imagens e histórias.

Sei que vocês não fazem por mal, pelo contrário, mas, não gosto de mentirinhas. Por exemplo, quando me dizem que vacina não dói nada, fico uma fera. Dói e muito! Se vocês não querem me assustar, digam que é uma picada que dói mas passa. Ou, não digam nada sobre a dor e comentem que é normal não querer tomar ou ter medo da vacina. E, na hora de aplicar a vacina, não fiquem horas me explicando a sua importância da. Expliquem uma vez, me segurem com força e vamos acabar logo com isso! Vocês não sabem o que é um sofrimento adiado por uma negociação interminável. É muito maior do que a picada que acaba logo. Isso vale não só para vacinas, mas para qualquer coisa desagradável pela qual eu tenha que passar.

E, por falar nisso, nunca entendi porque chamam o pediatra de tio! Nunca vi ele em nenhuma festa da família, nem no Natal! Que tio estranho esse que nunca aparece, só eu que apareço num lugar que nem é a casa dele. Um lugar que tem um nome esquisito: vamos lá no consultório do tio fulano, para ele te examinar. Desconfio que esse tio não é tio. Acho que ele é um médico e aí eu não sei porque vocês não chamam ele pelo que ele é. Adultos tem cada uma!

Talvez vocês imaginem que precisem ser perfeitos, excelentes, maravilhosos, o tempo todo, todos os tempos. Pois bem, outro dia, na consulta com o meu médico, eu ouvi ele contando para vocês o que uma pessoa com um nome muito diferente, Winnicott?, dizia: bebês e crianças não precisam de mães (e pais) perfeitos. Basta que sejam suficientemente bons. Na hora, eu estava brincando com um dos palitinhos que eu ganhei e pensei: por favor escutem porque se vocês forem perfeitos, a minha vida vai virar um inferno! O que o filho de perfeitos pode ser na vida? Perfeito! E, dado que a perfeição não existe, vou passar o resto da minha vida perseguindo algo inalcançável. Relaxem, errem sem medo e cuidem um pouco de vocês, deixando que eu me vire sozinho também.

Quando eu ficar doente, com um resfriado, por exemplo, cuidem de mim, mas, não me sufoquem com cuidados. Fiquem perto, porque isso me faz sentir bem. Não precisam ficar medindo a minha temperatura de meia em meia hora, nem me empurrando comido pela boca adentro, repetindo que é importante comer e que eu não estou comendo nada. Também não fiquem me oferecendo infinitas opções de comidas. Me deixem ficar um pouco quieto, um pouco só, acompanhado  por vocês. Nunca fui adulto para saber, mas, suponho que quando ficam doentes, com febrão, enfiados na cama, também não querem ninguém oferecendo algo ou dizendo o que devem fazer, de 10 em 10 minutos! Se essa minha suposição estiver correta, lembrem-se disso, no meu próximo resfriado.

Aliás, não é só quando eu ficar doente, mesmo saudável,  eu gostaria que me deixassem um pouco em paz. Eu não preciso fazer algo, o tempo todo. Aliás, preciso de um tempinho para não fazer nada para descansar, relaxar e até me tornar mais criativo. Como vocês devem saber, os gregos, sempre eles, perceberam que era preciso um momento de ócio para que se pudesse aprender algo. O ócio é tão importante para o aprendizado que é a origem da palavra escola! Portanto, não precisam encher minha agenda com atividades. Muitas vezes vocês imaginam que se eu fizer muitas coisas durante o dia, dormirei melhor, à noite. Às vezes eu fico tão excitado por causa das atividades que acabo dormindo mal e aí escuto vocês conversando que talvez eu não esteja fazendo atividades suficientes para me cansar! Além disso, quando vocês enchem meu dia com atividades programadas, eu fico sem tempo para inventar as minhas atividades e isso (criar minhas atividades) parece que pode ser importante para aquele tal futuro com o qual vocês pensam.

Um assunto difícil para mim é o dos limites. Eu odeio limites. Simples assim. Mas, fico tão aliviado quando vocês os impõem a mim. Eu brigo, choro, deito no chão, mas, no meu íntimo, fico aliviado por saber que cuidam de mim e que eu posso explorar o mundo sem medo porque estarão atentos e não permitirão que eu quebre a cara (muito). Portanto, peço, imploro, que usem a autoridade de vocês, sempre. Não estou pedindo para que sejam autoritários e até desconfio que, muitas vezes deixam de usar a autoridade porque confundem com autoritarismo. Não é isso. Peço que exerçam o papel de pais, colocando limites, sem se sentirem culpados. Eu vou saber que isso também é amor.

E assim chegamos no assunto mais importante da minha vida: amor. Me sentir amado por vocês é uma delícia. E olha que eu sinto isso desde bebezinho. Cada vez que eu percebo o quanto me amam, seja cuidando de mim, seja lendo e brincando comigo, seja me apresentando o mundo, seja simplesmente me segurando, abraçando e beijando, seja colocando limites como eu já disse, é como uma epifania, um sentido para a vida. Ser amado, que não é mesma coisa que ser paparicado ou ganhar muitas coisas, é o maior presente que vocês podem me dar, no presente. Portanto, no dia da criança, adoraria um abraço apertado e um beijo carinhoso. Claro que um presentinho, como a tal sucata doméstica que o Dr. Roberto descreveu aqui no blog, ou o que vocês quiserem dar, cai bem. Afinal, ninguém é de ferro!

Obrigado por me deixarem ser quem eu sou, amo vocês,

um beijo bem gostoso,

seu filho.

 

QUE BRINQUEDO ESCOLHER?

sucata6Semana que vem teremos o dia da criança. Que brinquedo escolher para presentear os filhos? São tantas as opções (e tentações), que ficamos tontos. São tantos os preços (caros), que ficamos mais tontos ainda! De um lado, o olhar pidão das crianças, do outro, comerciais na TV, vitrines de lojas e os fatídicos amiguinhos que sempre têm algo que nossos filhos desejam. Como decidir o que dar? Quem lê o blog ocasionalmente já sabe que, em geral,  sou avesso a regras (exceto quando a questão é segurança!). Sempre acho mais interessante que os pais tomem as decisões, principalmente aquelas que não estão nos livros de pediatria. Antes de escrever este post, verifiquei uma vez mais nos livros da minha formação médica e não falam de brinquedos! Portanto, a decisão será de vocês. Mas, só queria compartilhar algumas ideias com vocês. sucata4

A primeira ideia é uma pergunta. O que queremos ao presentear nossos filhos com um brinquedo? Certamente cada mãe ou pai tem algo em mente e eu não poderia saber todas as respostas. Umas que me ocorrem são:

  • demonstrar afeto e carinho pelos filhos. Um presente é um veículo de amor. Em geral, é escolhido pensando no filho, no que ele gosta ou precisa. Portanto, a primeira função de um presente é o de aproximar. Assim, o melhor embrulho para o presente do dia das crianças, qualquer que seja, é um abraço apertado e um beijo carinhoso.
  • produzir prazer nos filhos. Escolhemos algo que imaginamos agradará nossos filhos. Seja pela necessidade que tinham, seja pelo “sonho” de ter aquele objeto.
  • desenvolver alguma aptidão nos filhos. Não raro os pais procuram brinquedos que estimulem a criatividade dos filhos. É sobre isto que vou falar um pouco mais no post de hoje.

sucata1A criatividade é algo que todos nós temos, dentro de nós. Não é algo fora que nos torna criativos. Quem inventou o i-pad não tinha um outro i-pad para se inspirar. Todas as invenções criativas surgiram de um pensamento ou de uma observação e não de um objeto. Picasso nunca tinha visto um quadro como o que pintou, para se “inspirar”. Newton não tinha conhecimento de algum tipo de descrição de uma lei que explicasse porque os objetos são atraídos para o chão. Os exemplos são infinitos e comprovam apenas que a criatividade é uma potência que todos temos dentro de nós. Portanto, brinquedos eletrônicos, ultra modernos, poderão, ou não estimular essa criatividade. O fato é que, quanto menos “pronto” estiver o objeto, mais estímulo produzirá na criatividade humana. Aí entra em cena a sucata doméstica. Objetos que iriam para o lixo, podem assumir as mais diversas formas (vide as fotos do post de hoje). O desafio de transformar algo em outra coisa é superado pela nossa criatividade. Portanto, se o presente que queremos dar para nossos filhos é um que estimule sua criatividade, que tal lhe dar uma caixa cheia de sucata doméstica? Melhor ainda, embrulhe o presente no abraço e beijo que mencionei acima e, para tornar o presente memorável, sente-se com sua filha e filho e, juntos, criem. Passem algum tempo juntos, rindo, provocando um ao outro, cooperando e competindo. Não é o brinquedo que é criativo, é a criatividade que faz o brinquedo!sucata3

Este é um post curtinho, mas que pode render uma longa e deliciosa memória nos seus filhos. Encerro com uma pergunta: se esta cena que descrevi de pais brincando com seus filhos, montando objetos a partir de sucata doméstica ocorrer, quem presenteou quem?

Cartas para a redação!

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