Arquivo | setembro 2013

OLIVIA APROVA NOVOS PRATOS!

Comida de criança também pode ser algo criativo, tanto nas receitas, quanto nas apresentações. Já comentei sobre a importância de apresentações criativas, para estimular o apetite das crianças que “não comem

imageNa foto, vemos a Olivia, que é a provadora oficial dos cardápios do seu pai.  Pelo sorriso da Olivia vocês já sabem o que está por vir: mais um prato com novidades do Chef Gabriel.

Publico abaixo as receitas do que está no prato que a Olivia come com tanto prazer. Chamo a atenção para a forma criativa de preparar uma “pasta” de músculo, a ser colocada sobre os alimentos. image (11)

Espero que estas receitas inspirem a todos os leitores a se tornarem mais criativos com os pratos de seus filhos. Nas fotos deste post a Olivia está com 9 meses de idade, mas, desde os 7 meses (fotos do primeiro post com receitas), que ela já come um prato com a comida separada, produzindo também, um belo estímulo visual.

Obrigado Olivia e Gabriel, por mais essa rodada de receitas e bom apetite para todas as crianças (e algumas mamães e papais que não resistirão e irão provar também!).

Batata baroa com salsinha 

  • Batata baroa – 2 médias
  • Alho picado – 1 dente pequeno
  • Cebola picada – ½  unidade pequena
  • Salsinha picada – 2 colher de chá
  • Azeite – 2 colheres de chá
  • Sal – 1 pitada
  • Caldo de frango caseiro sem sal 

Cozinhe as batatas baroas descascadas no caldo de frango a ferver, até amolecerem. Retire da água e escorra bem. Amasse com um garfo ou espremedor de batatas.

Aqueça o azeite em uma frigideira e refogue o alho e a cebola picados. Não deixe dourar muito somente amolecer. Adicione a batata baroa amassada e refogue bem, desligue o fogo e misture a salsinha picada e o sal.

Guarde na geladeira em um vidro esterilizado e bem fechado.

Purê de ervilha

  • Ervilha seca – 1 xícara de chá
  • Cebola picada – ½ grande
  • Alho picado – 1 dente médio
  • Azeite – 2 colheres de sobremesa
  • Sal – 2 pitadas
  • Caldo de carne ou frango caseiro e sem sal – 2 e ½ xícaras de chá 

Cozinhe a ervilha no caldo a ferver até que fique bem macia. Escorra bem, mas reserve um pouco do caldo. Passe a ervilha em um processador de alimentos ou no liquidificador até virar um purê, não precisa ficar extremamente liso. Se precisar adicione um pouco de caldo para não ficar muito seco.

Refogue o alho e a cebola picados até amolecerem, sem dourar, adicione o purê de ervilha e o sal, mexa bem e deixe pegar gosto por uns 2 minutos.

Guarde na geladeira em um vidro esterilizado e bem fechado.

image (3)

Abóbora com hortelã 

  • Abobora vermelha descascada e em cubos pequenos – 2 xícaras de chá
  • Cebola picada – ½ unidade média
  • Alho picado – 1 dente médio
  • Hortelã picado – 1 colher de sobremesa
  • Azeite – 1 colher de sobremesa
  • Sal – 2 pitadas
  • Caldo de carne ou frango caseiro sem sal – 500 ml 

Cozinhe a abóbora cortada em cubos no caldo a ferver. Quando estiver bem macia, escorra e amasse com um garfo ou espremedor de batatas (não precisa ficar muito liso).

Em uma frigideira aqueça o azeite e refogue o purê de abóbora por uns 2 minutos até pegar sabor. Retire do fogo e misture o hortelã picado e o sal.

Guarde na geladeira em vidro esterilizado e bem fechado.

Bertalha refogada 

  • Bertalha – 1 maço
  • Alho picado – 1 dente médio
  • Cebola picada – ½ unidade pequena
  • Azeite – 2 colheres de chá
  • Sal – 1 pitadinhas 

Desfolhe a bertalha e cozinhe as folhas em água fervente até amolecerem, não cozinhe demasiadamente para não perder a bonita cor verde. Retire da água e escorra bem, reservando um pouco do caldo.

Transforme as folhas de bertalha em um purê no liquidificador ou com um mixer.

Em uma frigideira aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho picados, até que amoleçam sem deixar dourar muito. Adicione o purê de bertalha e cozinhe por 1 minuto até pegar sabor. Adicione o sal e misture bem. Retire do fogo.

Guarde na geladeira em vidro esterilizado e bem fechado.

Músculo refogado 

 

  • Músculo cortado em cubos pequenos – 2 xícaras de cháimage (7)
  • Cebola picada – 1 pequena
  • Alho picado – 2 dentes
  • Cenoura picara – 2 colheres de sopa
  • Tomilho picado – 1 colher de chá
  • Salsinha picada – 1 colher de chá
  • Louro – 1 folha
  • Azeite – 1 colher de sopa
  • Caldo de carne ou frango caseiro sem sal – 5 xícaras de chá
  • Sal – 2 pitadas 

 

Em uma panela aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho picados até amolecerem, adicione a cenoura picada cozinhe mais um pouco. Coloque o músculo e refogue bem. Despeje o caldo na panela e adicione a folha de louro.

 

Cozinhe em fogo médio até a carne ficar bem macia. Desligue o fogo, escorra a carne reservando um pouco do caldo.

 

Passe a carne com todos os outros ingredientes, menos a folha de louro, no liquidificador ou processador até virar uma pasta, que não precisa ser muito lisa. Se necessário coloque um pouco do caldo reservado.

 

Guarde na geladeira em pote de vidro esterilizado.

 

PEQUENOS MACHUCADOS

machucados2Crianças, ao explorarem o mundo, em algum momento acabam se machucando. Caem, puxam coisas que estão em cima de mesas, colocam a mão onde não devem, como bem descreveu o poeta Vinícius de Moraes, no Poema Enjoadinho, ao falar de filhos:

“…Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão…”

Portanto, por mais que tentemos prevenir, e todo esforço de prevenção é válido, alguns machucados vão acontecer, ao longo da vida dos filhos. No post de hoje, pretendo abordar três situações bastante comuns: arranhões e pequenos cortes, queimaduras simples e batidas ou pancadas. Antes, algumas sugestões “gerais” para qualquer uma das situações:

  • Mantenha a calma. Não só você vai precisar estar calmo para melhor avaliar a situação, como transmitir essa calma para seu filho. Quando o adulto se mostra calmo, a criança se sente mais segura e tende a enfrentar a situação de forma melhor.  Nem sempre é fácil manter a calma, mas é bom pensar nisso, antes de precisar, para tentar exercer um controle sobre as emoções, quando for necessário.
  • Avalie a situação. Rapidamente você será capaz de avaliar a gravidade da situação. Pelo menos avaliar se é algo pequeno, cujo controle e manejo pode ser feito por você ou em casa ou se é uma situação mais grave ou extensa que vai exigir cuidados médicos. Se ficar em dúvida, seja conservador e busque cuidados médicos em um serviço de emergência.
  • Não tente fazer tudo sozinho. Dê prioridade ao seu filho e peça a alguém que esteja próximo para providenciar o que for necessário , como, por exemplo: buscar uma gaze ou gelo, ligar para um familiar, providenciar uma sombra etc. Se você ficou calmo, organizar o “cenário” vai ser mais fácil. Se mais de uma ação for necessária, permaneça ao lado do seu filho enquanto outras pessoas providenciam outras coisas.
  • Mantenha as vacinas do seu filho em dia, principalmente a antitetânica. Em crianças até 6 anos, a antitetânica é dada junto com a difteria e coqueluche ou é dada com o nome de penta ou hexa. Se o seu filho está com as vacinas em dia, não vai precisar tomar reforço e está protegido contra o tétano, em caso de machucados. Aproveito para lembrar aos pais e adultos que todos devem tomar um refôrço de antitetânica a  cada dez anos.

ARRANHÕES E PEQUENOS CORTES

  • Faça uma avaliação da extensão (tamanho) e profundidade do corte. Se for extenso e/ou profundo, faça uma compressão usando uma gaze ou pano (compressão= apertar com força). Não fique removendo a compressão para ver se parou de sangrar. Se você decidiu que é um corte grande ou profundo, leve seu filho ao serviço de emergência mais próximo para que um médico avalie se precisará levar pontos ou não.
  • Sendo um corte pequeno ou superficial, lave com água corrente e sabonete. Qualquer sabonete serve. As crianças costumam reclamar muito nesse momento. Não perca a ternura, mas lave com firmeza. Pense que, lavando corretamente, vai estar prevenindo infecções que podem gerar mais problema e sofrimento para o seu fillho. Ser “bonzinho” ou ter medo de lavar corretamente um machucado, pode ser pior para seu filho.
  • Se o corte continuar sangrando após a lavagem, faça uma compressão por 10 minutos contínuos. Não fique interrompendo a compressão para olhar se parou de sangrar ou não. Dez minutos é uma eternidade, recomendo que marque no relógio!
  • Nunca coloque pó de café, borra de café, açucar ou qualquer produto domiciliar nos machucados e feridas. Evite talcos ou produtos em pó, mesmo que sejam vendidos como antissépticos. Essas práticas tradicionais só contribuem para aumentar o risco de infecções.
  • Cubra o machucado apenas se for extenso ou se a criança for para áreas onde possa sujar o ferimento. Em casa, pode deixar aberto.
  • Limpe, diariamente, com água e sabão. Não use algodão porque pode soltar fiapos que vão colar no machucado. Se a gaze que colocou ficar grudada no machucado, jogue água oxigenada 10 volumes por cima da gaze até que ela se solte do machucado.
  • Não há necessidade de utilizar antissépticos. No entanto, estes podem ser usados, após a limpeza com água e sabão que é o mais importante. Antissépticos não substituem a limpeza. Existem produtos à base de iodo e outros com clorexidina, em solução aquosa (sem álcool).  Ambos são eficazes.

PEQUENAS QUEIMADURAS

  • Uma pequena queimadura é aquela onde a pele ficou vermelha e inchada ou, se houver formação de bolha, esta é menor do que  7 cm de diâmetro. Se a bolha for maior do que 7 cm de diâmetro ou ainda, se a sua localização for em mãos, pés e face, procure um médico. Se você tiver dúvida quanto ao tamanho ou gravidade da queimadura, procure um médico.
  • Resfrie a queimadura. Coloque a área queimada embaixo de água corrente fria (na torneira) por 10 a 15 minutos. Se não for possível colocar debaixo da torneira, mergulhe a área em um balde ou recipiente ou ainda coloque compressas encharcadas com água fria. Resfriar a área queimada é a ação imediata mais importante que se deve fazer.
  • Não coloque gelo ou água gelada sobre a queimadura
  • Não coloque manteiga, óleo, gordura de galinha, clara de ovo, cremes ou pomadas, sobre a queimadura.
  • Não rompa eventuais bolhas que se formem. Deixe as bolhas intactas porque rompê-las aumenta o risco de infecção.
  • Cubra a área queimada com uma gaze e faça um curativo frouxo (sem apertar).
  • Em caso de dor, dê um analgésico, por via oral.
  • Mantenha a área limpa, lavando diariamente com água e sabão.
  • Se suspeitar de infecção pelo aspecto da queimadura, com sercreção ou pus, procure um médico.

BATIDAS E PANCADAS

  • Coloque gelo, o quanto antes, sobre a região que levou uma pancada ou batida. Evite colocar o gelo diretamente sobre a pele porque pode produzir uma queimadura por frio. Use um paninho para proteger a pele.
  • Deixe o gelo por 20 minutos. Se puder comprimir o gelo sobre a região afetada, melhor. Repita a colocação de gelo a cada hora, se possível, no dia da batida ou pancada.
  • Não há necessidade de usar pomadas, gel, emplastros e tantas outras coisas divulgadas na televisão como sendo ótimos para pancadas e batidas. Nada é melhor do que gelo!
  • Em caso de dor, dê um analgésico, por via oral.

Estas são apenas algumas orientações. Se eu pudesse resumir o post, diria duas coisas:

  1. Mantenha a calma
  2. Na dúvida, procure um serviço de emergência ou médico.

Para encerrar, deixo o final do Poema Enjoadinho, do Vinicius de Moraes, que fala do terror que é ter filhos, mas conclui com um toque carinhoso:

…”Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!”

Como sempre, seus comentários serão bem-vindos. Se tiverem dúvidas, enviem que responderei. Lembro apenas que o blog é um meio de divulgar informações e não substitui uma consulta. Portanto,  não posso responder a perguntas sobre casos específicos.

UM TAPINHA NO PROGRAMA MANHÃ DA GLOBO

Na quinta-feira passada, falei, rapidamente, sobre o tema do último post: um tapinha pode icone-no-arser dado?  A esta altura, todos já sabem a minha resposta: não! Um tapinha não pode ser dado. Se quiser ouvir o que o apresentador Roberto Canazio e eu conversamos, clique no link abaixo.

UMA PALMADA FAZ MAL?

Lei-da-PalmadaUma palmada faz mal sim! Uma palmada é sinal de que o adulto perdeu a paciência e não um ato que eduque ou discipline. Se fosse, ninguém conversaria, explicaria, colocaria de castigo, antes de dar uma palmada. Se palmada fizesse realmente bem para educar uma criança, seria a primeira coisa a ser feita. Mas, alguns poderão argumentar que, apesar de não ser o ideal, nem a primeira coisa que se deva fazer, uma palmada bem dada, tem o seu momento. Ou, que algumas crianças só param de fazer pirraça, chorar ou fazer algo que não deva ser feito, quando recebem uma palmada. Alguns podem chegar a dizer que uma palmada dada com “amor”, não dói. Como se existisse alguma forma de violência que pudesse ser aplicada a outro ser humano, com amor!

Gostaria de listar alguns argumentos pelos quais não deva dar palmadas em crianças, nunca.

  • Bater ensina a bater. Uma criança que recebe uma palmada, entende que bater é algo permitido ou possível. Mais, que alguém maior pode bater em alguém menor. Assim, um irmão  maior pode se sentir “autorizado” a bater em um menor ou na escola usar violência contra uma criança menor.
  • Bater ensina que esse é um bom método de se resolver problemas e que a agressão física é uma atitude normal e que a força bruta é mais importante que o diálogo.
  • Bater mina a auto estima da criança porque esta sente que deve ser muito “errada” para merecer uma palmada de quem passa os dias e horas dizendo que a ama.  A palmada é uma mensagem que confunde a criança que ainda não tem capacidade de entender e acomodar contradições.
  • Bater faz a criança temer o mais forte ou  mais poderoso, podendo se refletir, na vida adulta em uma postura de aceitação e submissão de abusos (verbais, profissionais etc.).
  • Bater nas mãos inibe a criatividade, curiosidade e destreza das crianças. As mãos são ferramentas de exploração, uma extensão da curiosidade infantil e um “tapinha” nestas pode mandar uma mensagem muito negativa. Melhor separar o objeto “proibido” das mãos da criança do que dar um “tapinha”.
  • Bater pode levar ao abuso. Uma vez transposto o limite entre o não bater e bater, fica mais difícil o controle em um eventual acesso de raiva dos pais. O descontrole é algo que pode acontecer por segundos, mas o abuso que se pode cometer nesse curto espaço de tempo pode ser enorme.

Se nenhum desses argumentos for suficiente para demonstrar porque não se deve bater em uma criança, deixo um argumento final, que considero definitivo:

  • Bater não funciona! Tanto a experiência de vários pais (não sei o que esse menino tem, quanto mais eu bato, pior ele fica!) quanto estudos acadêmicos, demonstram que bater não mofidifica comportamentos indesejáveis. Talvez seja o oposto porque, ao gerar raiva na criança que recebe um tapa, esta passa a confrontar mais e, quanto mais confronta, mais apanha e um ciclo vicioso negativo se instala. Bater, nem que seja “só um tapinha”, não funciona para a criança, seus pais e nossa sociedade.

Em outros posts já falei sobre limites e sua importância. O fato de me posicionar de forma inquestionável contra os “tapinhas” não signfica que a criança possa tudo, sempre. Significa que o adulto precisa ter criatividade, paciência e perseverança para impor os limites, sem ter que recorrer à violência física.

Aguardo seus comentários, sempre bem-vindos.

 

CARINHO

Carinho é vital. Não estou dizendo isso no sentido metafórico, mas, no sentido real. Falta decarinho carinho, mata! Em 1930, na Inglaterra, constataram que os bebês internados em um hospital mais pobre, com menos condições, sobreviviam mais do que os que estavam em um hospital melhor. A diferença era que no hospital mais pobre, a equipe de enfermagem ficava com os bebês no colo porque não tinham incubadoras onde deixá-los. Daí se criou um termo- Hospitalismo – para esta situação de deprivação emocional. Apesar de receberem alimentação adequada, por falta de carinho, os bebês do hospital melhor perdiam peso, contraíam infecções e, muitos, morriam.

Claro que esta é uma situação extrema, mas, serve como exemplo de que o carinho não é só uma necessidade, afetiva, emocional.  Não há a menor hipótese de uma criança, filho de quem lê este blog, chegar a este ponto. Quero então falar de algumas sutilezas em torno do carinho.

Afinal de contas, o que é carinho? Dificilmente vou conseguir definir, de forma completa e abrangente o que seja carinho. Queria propor que cada um pensasse um pouco no que é carinho para si. Quando você se sente recebendo carinho? E quando era criança, de que carinhos você se lembra?

Em função de uma vida onde “não temos tempo para nada”,  sem muita disponibilidade para abrir mão das nossas vidas pessoais e provocados pelo consumismo, carinho pode ser confundido com um presente. Algo que compramos e levamos para nossos filhos. Carinho pode ser confundido com pensar no futuro dos filhos, investindo em educação e atividades extra-curriculares. Carinho pode ser confundido com satisfazer a todos os desejos dos filhos, quando o que podem estar nos pedindo são limites. A lista de carinhos confundidos poderia ficar grande, mas, o denominador comum é o nosso espanto, diante de uma reação de pouca gratidão ou insatisfação, por parte dos filhos: “faço tudo para agradar essa criança, dou do bom e do melhor e parece que nunca está satisfeita!”.

Sem dúvida, tudo que listei acima pode ser carinho também. Nada contra um presente, investir em educação e desenvolvimento, atender um desejo etc. Mas, só isso não é carinho. Carinho não é algo que, obrigatoriamente fazemos ou compramos. Carinho é o respeito pela individualidade, o reconhecimento do que nossos filhos fazem com orgulho. Carinho é um abraço silencioso, um olhar cúmplice, uma chegada em casa, parando para brincar cinco minutos. É um  perguntar sobre o dia do filho e contar sobre o seu. Carinho é viajar de carro conversando e inventando coisas para o tempo passar, sem ligar um equipamento eletrônico ou dvd , o tempo todo. Carinho e embolar no chão e gargalhar.

Em uma palavra? Carinho é quando a criança se sente incluída.