Arquivo | julho 2013

QUANDO PAPAI É CHEFE DE COZINHA!

foto2Há sete meses atrás, Olivia entrou no consultório, carregada por seu pai , acompanhada pela mãe e escoltada por duas avós! Naquela época, Olivia era um bebê de 8 dias e seus pais tinham o rosto estampado com aquele “carimbo” de todos as mamães e papais de bebês pequenos: um misto de felicidade, alegria, espanto e cansaço!

Elisa, a mãe da Olivia, trazia uma listinha de perguntas. Gabriel, o pai, ficou calado praticamente a consulta toda. As avós, vigiavam (e controlavam) tudo, em silêncio. Mas que silêncio eloquente! Na consulta de um mês, Elisa trouxe nova lista com perguntas. Pessoalmente acho ótimo quando mães e pais trazem perguntas, dúvidas e questionamentos. A consulta fica muito mais rica e permite a todos ali presentes aprenderem uns com os outros, incluindo o pediatra. Gabriel permanecia calado, muito atento a tudo. Finalmente me dirigi a ele, dizendo: e você Gabriel, não quer perguntar nada? Gabriel hesitou por um instante e, finalmente, me perguntou: quando é que a Olivia vai poder comer uma sopinha? Lembro que Olivia tinha, nesta consulta, um mês de idade (eventualmente não aconteceu na consulta de um mês, mas na de dois. Pouca diferença faz). Gabriel estava se sentindo como muitos pais: um pouco sem função. Ou melhor, sem uma função “nobre”. A pergunta do Gabriel tinha uma explicação. Diferente da maioria dos pais, a profissão do Gabriel é Chefe de Cozinha. Assim, não podia esperar a hora de colocar todo seu talento a serviço da sua cliente mais importante- Olivia.

Olivia hoje está com 7 meses e é uma linda e saudável menina. Há um mês que Gabriel vem experimentando novas receitas  para tornar as refeições da Olivia um momento saudável e prazeroso. Pedi ao Gabriel para escrever algumas de suas receitas, para que eu pudesse publicá-las no blog. Pode parecer estranho que um pediatra resolva publicar receitas de comida de criança no seu blog. Mas, para mim,  não é nada estranho. Acredito que um pediatra deve tentar ser alguém que enxerga a criança dentro do seu ambiente familiar e que busca contribuir para a saúde da criança. Saúde não é só ausência de doença. Saúde é uma condição que permite às pessoas se relacionarem de forma afetiva com os demais. Nada mais afetivo do que o que se passa em torno de um prato de comida. Vamos às receitas! Escolhi as receitas aprovada pela Olivia, como demonstram as fotos. foto3

Tomate cozido com endro (dill)

 

Ingredientes:

  • Tomates Débora maduros – 2 unidades
  • Endro (dill) picado – 2 coheres de chá
  • Sal – 1 pitada

Modo de preparo:

Corte os tomates em 4 partes cada um e retire as sementes.

Em uma panela com água fervendo, cozinhe os tomates só até as peles começarem a se soltar, cerca de 20 segundos. Retire da panela e mergulhe em água fria.

Escorra os tomates, retire as peles e pique bem picado.

Em uma tijela, misture o tomate, o sal e o endro picado.

Ponha em um vidro previamente esterilizado e guarde na geladeira.

Observação: Antes de servir para o bebê, depois que a comida já tiver sido aquecida, misture ao tomate um fiozinho de azeite.

Brócolis com batata

 

Ingredientes:

  • Brócolis sem os talos e com as folhas – ½ maço
  • Batata – 1 unidade média
  • Sal – 1 pitada
  • Cebola picada – 2 colheres de chá
  • Caldo de carne ou frango caseiros sem sal – 1 xícara
  • Louro – 1 folha

Modo de preparo:

Descasque a batata, corte em pedaços pequenos e cozinhe em água fervendo com a folha de louro. Quando estiver bem macia escorra e faça um purê não muito liso.

Em uma panelinha coloque o brócolis cortado em pedaços, a cebola picada e o caldo. Leve a ferver abaixe o fogo para médio e deixe cozinhar por cerca de 3 minutos, não deixe cozinhar demais se não o brócolis perde a cor e nutrientes. Desligue o fogo quando o brócolis estiver macio mas não mole.

Escorra o brócolis e reserve um pouco do caldo que sobrou.

Bata o brócolis com a cebola picada e um pouco do caldo em um processador de alimentos ou pique muito bem picado e depois misture ao purê de batata e adicione o sal.

Coloque em um vidro previamente esterilizado e guarde na geledeira.

Purê de peixe com salsinha

 

Ingredientes:

  • Filé de peixe branco (linguado, tamboriu, namorado, tilápia) – 200 g
  • Salsinha bem picada – 2 colheres de chá
  • Louro – 2 folhas
  • Sal – 1 pitada
  • Azeite – 1 colher de café

Modo de preparo:

Corte o peixe em pedaços pequenos.

Em uma panelinha coloque uma quantidade de água que dê para cobrir os pedaços de peixe e leve a ferver em fogo alto com as folhas de louro. Quando ferver abaixe o fogo para médio e adicione os pedaços de peixe e cozinhe-os por cerca de 2 minutos.

Escorra os pedaços de peixe e coloque em um processador de alimentos com o sal, o azeite e 4 colheres de sopa do caldo que ficou na panela. Bata até que virê um purê grosso, não precisa bater demasiadamente transformando em uma pasta lisa.

Coloque em uma tijela e misture bem com a salsinha bem picadinha.

Coloque em um vidro previamente esterilizado e guarde na geledeira.

Cenoura refogada

 

Ingredientes:

  • Cenoura – 1 unidade grande
  • Cebola picada – 2 colheres de chá cheias
  • Sal – 1 pitada
  • Caldo de carne caseiro sem sal – ¼ xícara

Modo de preparo:

Raspe a casca da cenoura e cozinhe  em água ou caldo de carne caseiro sem sal, até amolecer.

Corte em cubos pequenos, ponha em uma panelinha, misture o resto dos ingredientes da receita e deixe cozinhar até a cebola amolecer e o caldo evaporar.

Pique bem pequeno em um processador de alimentos, mas não deixe virar uma papa lisa. Se não tiver processador pique bem picadinho com uma faca.

Colque em um vidro previamente esterilizado e guarde na geladeira.

Mais do que receitas, Elisa, Gabriel e Olivia nos mostram como ser criativos e ousados é muito divertido e produz coisas deliciosas. Basta olhar para o sorriso da Olivia e o belíssimo prato de comida!

Agradeço à Olivia por testar os pratos e seus pais, Elisa e Gabriel, pelo trabalho que tiveram organizando e me permitindo publicar suas receitas. Gabriel tem outras receitas muito criativas. Se vocês quiserem  mais receitas, comentem no blog que eu faço mais um post com as demais.


 

FEBRE: MITOS E FATOS

febreAlgumas situações se repetem nas vidas das crianças, como por exemplo, febres, resfriados e tosses. Portanto, acho que posso repetir esses  assuntos no blog, tentando transmitir mais informações que ajudem os pais.

A grande maioria dos pais se preocupa, além do necessário, quando seus filhos têm febre. Alguns não dormem, passando a noite em vigília, armados de um termômetro e verificando a temperatura de tempos em tempos. O receio de que a febre possa produzir algo grave na criança é compartilhado por muitos pais. De um modo geral, as febres são inofensivas. A seguir, vou listar alguns fatos, na tentativa de ajudá-los a colocar a febre em uma perspectiva menos assustadora.

Mito: sei que meu filho está com febre quando eu coloca a mão nele e percebo que está quente.

Fato: crianças podem estar quentes por várias razões, tais como: brincar e correr intensamente, chorar, ao sair de uma cama onde estavam enrolados em cobertores ou até mesmo ao ar livre em um dia quente. Nestas situações, estão “trocando calor com o meio ambiente” para manter a temperatura do corpo. Se após 10 a 20 minutos em uma situação diferente (parados, fora da cama, sem chorar, na sombra), ainda persistir a sensação de que estão quentes e, principalmente, não parecem estar se sentindo bem, 80% destas crianças provavelmente terão uma febre. A única maneira de ter certeza é medindo a temperatura do seu filho com um termômetro. Portanto, em condições normais, a mão pode ser um indicador inicial de febre, mas o melhor, mais preciso, é medir a temperatura  com um termômetro.

Mito: toda febre é prejudicial para a criança e, por esse motivo, deve ser combatido imediata e energicamente.

Fato: a febre ativa o sistema imunológico (de defesa) da criança e ajuda o organismo a combater a infecção. A febre é um dos mecanismos de proteção que o nosso corpo tem. Febres que variam entre 37,8 e 40 graus são, de fato, benéficas para as crianças. No entanto, quando a febre produz muito desconforto (a criança fica muito caidinha), não faz sentido deixá-la se sentir dessa forma e se justifica dar um antitérmico (remédio para febre). Portanto, uma criança com 39 graus de febre, que esteja com bom aspecto, brincando, não tem necessidade de ser medicada imediatamente.  O remédio para febre deve ser dado mais em função do desconforto da criança do que da temperatura dela.

Mito: febre acima de 40 graus é perigosa e pode produzir lesão cerebral.

Fato: somente ocorre lesão cerebral quando a temperatura atinge 42 graus. Esta temperatura não é atingida em doenças infecciosas. Somente em situações onde a temperatura ambiente seja extremamente elevada é que uma criança pode chegar a 42 graus (como por exemplo, quando esquecida dentro de um carro fechado em dia quente ou acidentalmente fica fechada em uma sauna).

Mito: toda criança com febre alta corre o risco de ter uma convulsão febril.

Fato: apenas 4% das crianças apresentam convulsões febris.

Mito: convulsões febris são perigosas e produzem danos à criança.

Fato: convulsões febris são assustadoras, mas, em geral, cessam em até 5 minutos. Não produzem dano permanente algum à criança. Crianças que tiveram convulsão febril não apresentam risco maior de atraso no seu desenvolvimento ou aprendizado, nem de apresentarem convulsões sem febre.

Mito: sem tratar a febre, ela vai continuar subindo, indefinidamente.

Fato: o cerébro possui um termostato que regula a temperatura. Raramente a febre ultrapassa 40 graus. Ocasionalmente pode chegar a 40-41 graus. Apesar de ser considerada uma febre alta, ainda é inofensiva. Portanto, a febre não sobe indefinidamente. Ela atinge um certo ponto, reduz um pouco, volta a subir, reduz novamente, exatamente como um termostato faz (liga e desliga).

Mito: com tratamento a febre deve baixar até a temperatura normal (sem febre).

Fato: em geral, com tratamento, a febre baixa entre 1 e 1,5 grau. Não baixar completamente não tem nenhum signficado clínico. Não quer dizer que é uma situação mais grave.

Mito: uma vez que a febre baixou com remédios, deve permanecer baixa.

Fato: como a maioria das febres, em crianças,  é produzida por uma infecção viral  e esta dura entre 4 e 7 dias, enquanto persistir a infecção, a febre vai e volta. A febre somente desaparecerá, por completo, quando o próprio organismo conseguir “ganhar” do virus.

Mito: febre alta é sinônimo de doença mais grave.

Fato: uma febre alta pode ou não ser um sinal de doença grave. O aspecto da criança, mais do que a temperatura, sinaliza ou indica a gravidade da doença. Por exemplo, uma criança com 39,5 graus, pulando e brincando não deve ter doença grave. Por outro lado, uma com 38,2 graus, caída, prostrada, quieta, pode ter uma doença mais grave, apesar da temperatura nem ser tão alta. É preciso olhar para o termômetro E para a criança. Mães, em geral, têm um ótimo olhar clínico. Não deixe de usá-lo (não fique fixada no termômetro). O aspecto da criança é mais importante do que a temperatura exata.

Missão impossível– depois desta longa lista de fatos, será que consegui demonstrar que a febre é muito mais uma aliada do que um bandido?  Não estou dizendo que febres não devam ser levadas em consideração. Pelo contrário, sinalizam que algo está acontecendo e merece a nossa atenção. O que eu estou dizendo é que não há necessidade de pânico com febre. Não é preciso ficar acordado à noite em vigília, armado com um termômetro em uma mão e um frasco de remédio para a febre na outra! E, lembrem-se de falar com seu pediatra, caso tenham dúvidas ou se sintam inseguros com relação à febre de seus filhos.

Se você já ouviu algo sobre febre que eu não incluí neste post, por favor me envie para que eu possa responder e compartilhar com outros pais.

APENDICITE- RÁDIO GLOBO

icone-no-arNo programa do Roberto Canázio, na  Rádio Globo, 89,5 FM //1220AM, na sexta passada, respondi à uma pergunta da ouvinte Mônica Mayworm. Ouça o que foi comentando, clicando no link abaixo.

Rádio Globo – 8

Se você tem alguma sugestão de tema para ser abordado no programa do Roberto Canázio, pode enviar sua pergunta diretamente para o programa, através da página no Facebook, ligar para a Rádio Globo ou deixar sua sugestão aqui, no blog.

NÃO É MELHOR FAZER UM RAIOS X?

 Doutor, minha filha está com  febre e tosse, há 4 dias! O médico faz algumas perguntas e passa raiosxpara o exame físico. Examina cuidadosamente a criança, tendo especial cuidado com a ausculta pulmonar (ouvir o pulmão). Terminado o exame, vira-se para a mãe e, supondo tranquilizá-la, diz: sua filha não está com pneumonia. Ao que a mãe responde: que bom, Doutor! Mas, não seria melhor fazer um raios X, só para ter certeza?

De fato, o estudo por imagem, como o raios X e a tomografia computadorizada podem ser uma ferramenta poderosa no diagnóstico e tratamento de doenças, em crianças. O que muitos pais não sabem é esses tipos de estudo por imagem utilizam radiação ionizante, e, por este motivo, foram classificados oficialmente, pela Organização Mundial da Saúde e pelo CDC de Atlanta (Centro de Controle de Doenças dos EUA), como carcinogênicos. Isto é, potencialmente podem produzir câncer. Dito de outra forma, as evidências científicas disponíveis hoje, demonstram que a dose de radiação em alguns tipos de exames radiológicos, podem ser suficientes para aumentar o risco de câncer.

As crianças expostas a raios X e tomografias computadorizadas possuem um risco maior de contrair câncer do que os adultos pelos seguintes motivos:

  • os órgãos e tecidos das crianças se encontram em crescimento e desenvolvimento, sendo mais sensíveis aos efeitos da radiação do que os tecidos de adultos.
  • o risco de câncer por radiação é cumulativo. Isto é, cada exposição a um raios X ou tomografia computadorizada contribui e se soma às demais exposições. Como a expectativa de vida das crianças é maior do que a dos adultos, ao longo da vida terão acumulado mais radiação do que estes.

Além disso, cada órgão tem uma sensibilidade particular e específica aos efeitos da radiação.

No entanto, quando os raios X e as tomografias são usados de forma apropriada, os benefícios superam, em muito, os riscos potenciais. Não se trata, de forma alguma, de não utilizarmos essas excelentes ferramentas de investigação. Se trata de evitarmos raios X e tomografias cujas indicações sejam questionáveis ou que não mudarão em nada a forma de tratar ou conduzir o caso. Como exemplos de exames questionáveis estão o diagnóstico de pneumonias e de sinusite. Na grande maioria dos casos, o diagnóstico dessas duas doenças é exclusivamente clínico, não requerendo estudo radiológico. Fazer um raios X , só para se ter certeza do diagnóstico é expor a criança a uma dose de radiação desnecessária. Pior, uma dose de radiação que, somada com outras que já tomou e ainda vai tomar ao longa da vida, aumentam o risco desta criança vir a ter um câncer.

Estou escrevendo este post para que os pais, informados sobre os riscos potenciais de exames radiológicos, passem a compreender porque o pediatra esclarecido é “econômico” nos seus pedidos de raios X e tomografias. O pediatra está sempre comparando o risco potencial com o benefício real associado ao exame.

Da próxima vez em que sentir vontade de perguntar : Doutor, não seria melhor fazer um raios X? pense nos riscos que essa exposição à radiação pode produzir para seu filho.

Se, apesar das minhas explicações, você não está convencido de que raios X e tomografias possam, de fato fazer mal, deixe-me fazer duas perguntas:

  1. Por que o técnico ou o radiologista que faz o exame sempre se esconde atrás da parede com chumbo, onde ficam os comandos?
  2. Por que obrigam os acompanhantes, técnicos e radiologistas que ficam ao lado do paciente a usar um grande avental de chumbo?

Por favor me enviem suas dúvidas e comentários. São sempre muito bem-vindos.

CATAPORA

catapora2Resolvi escrever sobre Catapora porque é uma doença que tem uma maior incidência nesta época do ano (inverno). A Catapora ou Varicela (nome mais complicado que médicos adoram), é uma doença produzida por um virus, mais frequente em crianças abaixo de 12 anos, mas que também pode acometer adolescentes e adultos. É uma doença em geral benigna, mas que, ocasionalmente, pode complicar com infecções bacterianas, pneumonia, lesões de pele e mais raramente com encefalite (infecção do sistema nervoso central) e doença renal.

A Catapora é altamente contagiosa e se transmite de pessoa a pessoa. Seja pelo contato direto com a pele de quem está com Catapora, seja pelas gotículas eliminadas por espirros e tosse de quem está doente. O período de incubação, isto é, o tempo que leva desde o momento do contato até o aparecimento da doença é de 14 a 16 dias, mas pode variar entre 10 e 21 dias.

A doença começa como um resfriado comum com sintomas inespecíficos: febre, cansaço, dor de cabeça, perda do apetite. A seguir aparecem as lesões da pele que são pequenas e avermelhadas. Estas evoluem, parecendo pequenas bolhas. Algumas tem um pontinho bem no meio da bolha que lembra um umbigo. A seguir estas lesões estouram e há a formação de uma crosta. O que é muito característico da Catapora é que a criança apresenta lesões em diferentes estágios, ao mesmo tempo. Você encontrará as pintinhas vermelhas, bolhas e crostas, simultaneamente. Veja na foto, várias pintinhas vermelhas. No lábio, tem uma bolha mais caracterísitca e na sobrancelha direita, tem uma crosta típica. Se a criança não foi vacinada o número de lesões pode ser muito grande, chegando a 250-500 “pipoquinhas”. A doença dura em torna de 5 a 10 dias e a criança deve ficar afastada da creche ou escola até que todas as lesões estejam na fase de crosta. Não é necessário esperar que a pele esteja sem lesão nenhuma para poder retornar à creche ou escola. Basta que todas estejam na fase de crosta.

Não há tratamento específico para a Catapora em crianças saudáveis. Como essas lesões coçam muito, alguns cuidados devem ser tomados:

  • manter as unhas bem curtas, para evitar que a criança se machuque e infecte as lesões;
  • dar banhos mornos;
  • enxugar o corpo com batidinhas ao invés de esfregar a pele com a toalha;
  • usar roupas mais macias e folgadas.

Algumas crianças podem apresentar lesões dentro da boca, dificultando a alimentação. Neste caso, evite comidas muito temperadas, ácidas ou salgadas. Geralmente as comidas pastosas, na temperatura ambiente ou mais frias, são mais bem aceitas.

Em alguns casos, o pediatra poderá lhe prescrever um anti histamínico (anti alérgico) para tentar reduzir a coçeira. Também poderá lhe orientar quanto ao uso de anti térmico, em caso de febre.

A vacina contra a Catapora é muito eficaz e deve ser dada a todas as crianças acima de 12 meses. Muito recentemente esta vacina também foi disponibilizada nos postos de saúde, gratuitamente. Apesar de muito eficaz, algumas crianças vacinadas poderão contrair a Catapora. Nestas, a doença será mais leve e o número de lesões bem menor. A vacina também está recomendada nos casos de contato. Uma criança ou adolescente, não vacinado, que entre em contato com a Catapora, pode ser vacinado até 72h após o contato. Essa vacina, se não proteger completamente, pode atenuar a doença. Não se deve prescrever antibióticos para quem está com Catapora, exceto se uma complicação bacteriana for diagnosticada. Neste caso, somente o médico deverá fazer esta prescrição.

Estamos em época de Catapora. Espero que este post dê aos pais algumas informações úteis. Como sempre, podem me enviar seus comentários, críticas, sugestões e duvidas. São sempre bem-vindos e, na medida do possível, respondo a todos.

 

VACINA CONTRA O HPV

microfoneOntem, no programa do Roberto Canazio, na Rádio Globo, falamos sobre a vacina contra o HPV. O Papiloma Virus Humano (HPV) está implicado no câncer de colo de útero. Como é um virus muito difundido pela população que tem vida sexual ativa, a estratégia correta é vacinar as meninas antes que estas iniciem sua vida sexual. A partir de 2014 esta vacinas vai estar disponível, para as meninas, nos postos de saúde. Clique no link abaixo e ouça o que foi dito no programa de ontem.

Rádio Globo – 7