Arquivo | junho 2013

CIDADANIA ADOLESCENTE

Nas últimas três semanas, vivemos algo inusitado no Brasil. As ruas se encheram de pessoas que Manifestações-Populares-protestos-em-SP-destaquemanifestaram seu descontentamento com uma série de coisas que acontecem no nosso país. Não havia nada de novo  nas coisas contra as quais surgiam cartazes, alguns bem humorados e criativos. Pelo contrário, tudo que era criticado já fazia parte do nosso cenário cotidiano, há tempos: corrupção, ineficiência e baixa qualidade dos serviços públicos, ausência de investimentos em educação, saúde, segurança e infraestrutura etc. A pergunta que não tem uma única resposta satisfatória é: se isso tudo já está aí há tanto tempo, fazendo parte do “jeito brasileiro de ser”, o que fez com que as pessoas fossem às ruas? Se não houve um “fato novo”, marcante, qual a motivação desse mar de gente, protestando?

Como pediatra, não possuo as ferramentas de um antropólogo, sociólogo ou psicólogo, para explicar o que quer que seja. Mas, não acho que isso deva ser motivo para me omitir de participar deste momento tão rico e intenso da nossa vida coletiva. Olho para esses acontecimentos e vejo uma cidadania adolescente. O bebê tem uma dependência absoluta de seus pais. Evolui para alguma autonomia de movimentação e querer, mas ainda é dependente dos pais que definem e decidem (não tem outro jeito), o que é melhor para seus filhos. Um dia, se olham no espelho e percebem mudanças no seu corpo. Um pelo que nasce aqui e outro ali. Junto com as espinhas, mais altura e massa muscular. E, na alma, uma sensação de onipotência vai se instalando. A formação de uma identidade própria passa pela crítica ao “status quo” familiar. Uns mais rebeldes, outros menos, todo adolescente confronta os valores dos pais e critica tudo e todos.  Sabem identificar muito bem o que está errado, sem ter, ainda propostas de soluções. Ou, quando as têm, com frequência são românticas, idealizadas e inexequíveis. Imagine se alguém ousaria cobrar coerência e consistência de um adolescente!

O que percebo é algo metaforicamente semelhante. Minha geração viveu sob uma ditadura militar que nos fez passar por uma adolescência cívica tumultuada. Alguns se rebelaram de forma radical. Outros, foram rebeldes contidos e, talvez a grande maioria, passou “mansinha” por esse período. Medo é saudável quando se instala para preservar a vida. Muitos de nós éramos “mansinhos” por medo de sermos presos, torturados e mortos. Veio a democracia e toda uma nova geração não tinha um inimigo comum contra o qual se rebelar. Além disso, o mundo se tornou, gradualmente, mais egocêntrico e as agendas coletivas e de justiça social perderam parte do seu encanto. Cuidar de si, seja fisicamente, seja profissionalmente, passou a ser o mote. Mas, isso seria como uma criança que se movimenta, mas obedece a um padrão que não escolhido por ela. Repete o que os pais lhe dizem que é bom.

De repente, os hormônios cívicos começaram a circular. Essa geração sentiu o que todo adolescente sente: tédio, enfado, saco cheio e foi às ruas, gritar contra tudo, para conquistar sua identidade de cidadãos. Foram com a cara e a coragem que caracteriza a onipotência juvenil. E nós, olhamos para eles nas ruas e fazemos a pergunta que confirma nosso envelhecimento: onde é que isso vai parar?

manifNão vai parar. Não pode parar. É nessa movimentação juvenil que se oxigena um país. É dessa tensão que se rompe a inércia, dando lugar a algo novo, ainda desconhecido. É esse movimento sem muita forma que nos tira da zona de conforto improdutivo na qual nos colocamos e temos enorme dificuldade em sair. É essa cidadania adolescente que nos faz sentir vivos, criativos, renovando uma razão para estarmos nesse mundo.  Se dependesse de nós, talvez chegasse à conclusão que “O Brasil não tem jeito, é assim mesmo”.  É preciso um grito juvenil, de tempos em tempos, para que possamos, todos, sonharmos com um mundo melhor.

Este post foi originalmente publicado no blog http://4insiders.com.br/ onde  sou um dos colaboradores.

ACIDENTES DOMÉSTICOS- RÁDIO GLOBO

marcas_radio_globo_horiz_azul_redeNo programa do Roberto Canazio, desta semana, na Rádio Globo, 89,5 FM //1220AM, falei sobre acidentes domésticos. Este é um assunto importante e já havia abordado a questão de acidentes e segurança em : Como evitar acidentes domésticos; Segurança no Carro e  Usar capacete é o maior mico?  Acidentes acontecem, não por azar, mas porque não antecipamos e prevenimos. Veja o que eu disse na Radio, clicando no link abaixo.

Rádio Globo – 6

TELEVISÃO FAZ MAL PARA CRIANÇAS?

Quem acompanha o blog sabe que, muito raramente, emito uma opinião enfática. O que eu mais digo por aqui é que não há regra.tv1 Pois bem, para provocar um pouco, vou responder à pergunta deste post com uma frase curta: TV faz mal para crianças sim!

Agora, vou tentar explicar minha afirmação. Um primeiro argumento é o de que se não houvesse TV, as crianças não perderiam absolutamente nada em termos de desenvolvimento e conhecimento.Para  os que defendem a tese de que a TV veicula muita informação útil ou interessante (o que é verdade), eu perguntaria- quantas crianças efetivamente assistem a esses programas culturais e informativos? Talvez algumas, mas a grande maioria está ligada em desenhos e clips. Voltaremos a esse assunto mais adiante no post.

Como a idade com que as crianças começam a assistir televisão é cada vez menor, muita pesquisa científica já foi feita a esse respeito, levantando os seguintes pontos:

  • assistir  muitas horas de TV contribui para o sobrepeso e obesidade das crianças e adolescentes;
  • assistir programas com conteúdo sexual pode contribuir para a prática de sexo em idade mais precoce;
  • assistir programas com conteúdo violento pode contribuir para o desenvolvimento de comportamento agressivo, incluindo bullying;

A recomendação é de que as crianças assistam, no máximo, entre 1 e 2 horas de TV, por dia. Hoje, em média, a estimativa é de que crianças menores de 11 anos estejam assistindo em torno de 3 horas por dia e na adolescência esse número aumenta. Precisamos contar nessas horas o tempo em smartphones, tablets e computadores. Não é só tempo de TV que conta porque as crianças assistem a programações em outras mídias. O que conta é o tempo em frente de uma tela. Qualquer tela. Mas, seria insano esperar que as pessoas assistam menos TV só porque as pesquisas mostram essas consequências indesejadas que podem ocorrer. Não é realista pedir que se reduza o número de horas na frente de uma tela. Não podendo diminuir esse número, a escolha do conteúdo passa a ser fundamental. Crianças tendem a imitar ou incorporar comportamentos em função do que assistem nas telas. Como a idade em que começam a assistir TV ou telas é cada vez menor, as repercussões podem ser mais sérias. Muitas vezes, o comportamento indesejado como o de agressividade não se manifesta imediatamente, mas algum tempo depois. Por isso é muito importante que os pais, desde cedo, escolham aqueles programas que, de fato, sejam adequados, veiculando informação e diversão, de forma apropriada para a idade da criança.

tv2Em várias casas a TV funciona como uma babá eletrônica. É ligar e deixar a criança hipnotizada, permitindo que os adultos façam o que precisa ser feito ou simplesmente tenham um pouco de  sossego. Já que não dá para eliminar a TV, precisamos prestar mais atenção ao conteúdo. Os programas para adultos, contendo cenas de violência ou de sexo, são inadequados para crianças e deveriam ser proibidos para estas. Cabe aos adultos a escolha dos programas que seus filhos poderão assistir e não devem temer colocar limites claros do que pode e do que não pode ser visto.

Programas com clips ou desenhos “frenéticos”, com mudanças de cenas muito rápidas, geralmente acompanhados de sons que realçam a velocidade com que tudo está acontecendo, produzem um super estímulo no cérebro das crianças. Este se acostuma com esse nível elevado de hiper estímulos (crash-pow-zapt-tchan) e, quando não os recebe, perde o interesse pelo que está acontecendo. É como se o mundo, na velocidade normal, não tivesse graça alguma. Isso pode explicar a desatenção, falta de capacidade de concentração e desinteresse de muitas crianças, na fase escolar, onde as coisas andam bem mais devagar! Pior, muitas poderão ser rotuladas como tendo algum distúrbio de deficit de atenção ou hiperatividade e serem medicadas, sem necessidade.

A mensagem das pesquisas recentes é muito clara: se o cérebro for super estimulado, vai achar chato e desinteressante a maioria das coisas que acontecem na velocidade real e humana da vida. Ficar sentado à mesa para conversar com pais e irmãos será um martírio e tudo o que interessa é comer rápido para sair da mesa e ir assistir a alguma coisa agitada! As consequências dessa exposição a um frenesi de imagens e sons vão desde a dificuldade de aprendizado, até comportamentos irritadiços ou agressivos.

Ler e brincar continuam sendo as atividades que estimulam de forma mais produtiva o desenvolvimento das crianças. Mas, como a TV e outras telas fazem parte das nossas vidas, vamos escolher conteúdos que não sejam alucinadamente estimulantes. Vamos escolher programas que se passam na velocidade da vida fora das telas e que transmitam valores e comportamentos adequados ao convívio em coletividade ou sociedade.

Para encerrar este post que começou com uma provocação, lanço um desafio: que tal desligar a TV e demais telas, meia hora por dia, para ler, brincar ou simplesmente conversar com os filhos?

AJUDANDO SEU FILHO A FALAR

Antes de comentar sobre o aprender a falar, considero importante lembrar que a comunicação baby_on_phoneacontece muito antes do falar! Um bebê se comunica através de um sorriso, olhar, choro, balançar de pernas e braços, encostar de cabeça no colo, exibição de objetos etc. Muito antes de falar palavras, já existe uma comunicação que se estabelece entre o bebê e os adultos. Nem sempre somos capazes de entender o que querem nos dizer os bebês. Afinal de contas, eles falam uma língua que, um dia, conhecíamos bem e, hoje,  não lembramos mais!

A língua que falamos, usando palavras, vai ser lentamente assimilada  pelos bebês. Ainda bem pequenos, os bebês começam a distinguir a voz humana de outros sons e, em especial, a voz de sua mãe e de seu pai. Não raro, a voz dos pais faz com que um choro cesse ou o ritmo da mamada mude, sinalizando que, não só o som foi ouvido, como alguma identificação ou familiaridade foi estabelecida, pelo bebê.

À medida que o bebê cresce, aumenta a sua compreensão do que é dito pelos adultos. Inicialmente, distingue entonações, sorrindo quando determinados tons são empregados e olhando fixa e seriamente quando outros são empregados. Em torno do primeiro ano, não só reconhece os objetos pelas palavras atribuídas (copo, prato etc.), como é capaz de usar uma a duas palavras. Mas a comunicação continua sendo não verbal. Levanta os braços sinalizando que quer ser pego no colo, aponta para as coisas que deseja e imita alguns sons.

Uma grande “revolução” na comunicação falada acontece entre um ano e meio e dois anos. A criança compreende pronomes como você, eu e é capaz de balançar a cabeça afirmativa ou negativamente, de forma coerente com o que deseja expressar. Nesta época o vocabulário aumenta muito rapidamente, chegando a aprender uma palavra nova por semana. Nesta fase, a criança consegue apontar algumas partes do seu próprio corpo, corretamente. Em torno dos dois anos, consegue formar frases com duas palavras como: “vai papai ou minha boneca”, e aproximadamente 50% do que diz consegue ser entendido. Também é capaz de entender uma instrução simples como: coloque seu copo na mesa.

Essa evolução implica em um vocabulário cada vez maior, mais  rico e complexo. O aumento de vocabulário é acompanhado pela capacidade de estruturar frases incialmente simples,mas que vão ficando sofisticadas na sua construção. É uma fase deliciosa onde nossos filhos dizem coisas fantásticas, inimagináveis. Nos perguntamos, com alguma frequência, onde aprendeu isso? Junto com esse explosão de vocabulário e comunicação falada, surge a expressão da enorme curiosidade das crianças. É o momento em que as fabulosas perguntas começam a ser formuladas. Perguntas, para as quais, nem sempre temos respostas e nos fazem pensar fora da nossa rotina!

Quem chegou até aqui neste post deve estar se perguntando, onde estão as dicas para ajudar nossos filhos a falarem! Seguem abaixo:

  • o bebê é um ser humano completo que se comunica
  • cada criança é única, com seu ritmo e tempo próprios. Evitem comparar crianças, incluindo irmãos. Usem as idades de referência acima mencionadas, apenas como tal. Não façam das referências de idade uma meta a ser atingida;
  • fale com seu bebê no seu tom de voz habitual, talvez um pouco mais baixo. Uma coisa é falar de forma carinhosa, delicada, outra é como se o bebê fosse um bichinho. O bebê é um ser humano completo e, se queremos desenvolver a sua linguagem falada, devemos falar do modo com que seres humanos falam. Não há necessidade de dizer: papai vai tocá a faldinha do neném, para que a frase seja carinhosa. Pode muito bem dizer: eu vou trocar a sua fraldinha, em um tom amorosíssimo.
  • use, com frequência, a primeira pessoa do singular para se referir a si próprio. Se achamos estranho quando o Edson Arantes do Nascimento diz: porque o Pelé fez tal coisa…, como se fosse uma entidade à parte, porque vamos fazer o mesmo? Mamãe e Papai podem e devem ser usados, mas não devemos abolir ou eu na nossa comunicação falada;
  • leia para seu bebê. A partir dos 6 meses, leia livrinhos, mudando a entonação e ritmo da fala.
  • evite pressionar a criança com “performances” ou correções. Performance é aquela situação em que pedimos para a criança dizer para a vovó  uma certa palavra que aprendeu. Deixe que a palavra surja espontaneamente e faça um comentário positivo. Se o seu filho errar uma palavra, não o corrija dizendo que não é assim que se fala ou que ele já sabia falar essa palavra. Simplesmente use a palavra da forma correta;
  • aceite que, em determinados momentos onde seu filho não consiga dizer o que quer, fique muito irritado e mau humorado;
  • última dica e, talvez, a mais importante: esqueça todas as dicas (exceto a de ler para seu filho desde bem pequeno!) e siga sua emoção e bom senso. Faça desta fase da vida de seu filho um momento lúdico e prazeroso para todos.

Lembre-se que o seu pediatra é a melhor pessoa para lhe orientar, tirar suas dúvidas e lhe tranquilizar. Não hesite em falar com ele sobre o desenvolvimento da fala do seu filho, se esse assunto estiver lhe gerando algum tipo de preocupação.

Como sempre, comentários são bem-vindos. Só não consigo responder àqueles que me pedem uma opinião médica a respeito de uma situação específica, porque o blog não substitui uma consulta. Mas, na medida do possível, tento dar uma orientação sobre como proceder.

 

FELICIDADE

Pense em três coisas que você deseja, para a sua vida. Muito provavelmente, ser feliz é uma das três. Pode ser que o título do post tenha feliz3influenciado a sua escolha, mas,  ser feliz é algo que todo mundo deseja. Dito isso, o que a felicidade está fazendo em um post escrito por um pediatra? Percebo a enorme e natural preocupação dos pais com aspectos mensuráveis do desenvolvimento dos seus filhos. Está ganhando peso, crescendo? Está tirando notas boas na escola? Junto com essas perguntas, surgem outras, como por exemplo: o que mais posso dar para meu filho comer? existe algo que possa aumentar seu peso? como fazer a minha filha estudar mais, está sempre tão distraída? com que idade uma criança pode começar a fazer musculação? Raramente, ao menos no atendimento pediátrico, os pais falam sobre a felicidade dos filhos. Claro que isso está implícito em tudo que falam. Mas, explicitamente, como falam de alimentação, sono,  computadores, escola, vacinas, agitação, timidez, é muito raro. Não me lembro de pais que tenham me perguntado: o que eu preciso fazer para meu filho ser feliz? Por esse motivo, resolvi escrever o post de hoje, com o objetivo de falarmos (e pensarmos) um pouco, sobre a felicidade dos filhos.

A conversa já fica difícil quando percebemos que não sabemos definir o que seja felicidade. Acabamos concluindo que o que é felicidade para uma pessoa, não é necessariamente para outra. Esta “descoberta” pode ser a mais importante para podermos contribuir para a felicidade de nossos filhos. Precisamos aceitar que a felicidade deles, vai ser definida por eles e não pelos pais ou quem quer que seja. Assim, o papel que nos cabe é o de criar as melhores condições para que os filhos possam fazer suas opções. Querer definir o que fará nossos filhos felizes é meio caminho andando para a infelicidade deles! Isso não significa que não iremos decidir muitas coisas por eles, por muito tempo. Não signfica que não vamos dar limites. Claro que sim. Mas, é muito diferente quando nossas escolhas e limites criam uma ambiente saudável e propício para que os filhos exerçam sua individualidade, do que quando são apenas uma expressão do nosso desejo e autoridade. E a linha que separa um modo de proceder, do outro, é muito tênue. Diria que, em algumas circunstâncias, nossas ações serão pautadas por nossos valores e autoridade. E assim é a vida, imperfeita e confusa! Não devemos nos sentir mal quando isso ocorrer. Apenas ficarmos atentos. É esse estado de alerta, de disposição íntima de se perceber impondo algo, que pode evitar que essa imposição (de um modo de ser feliz) se manifeste de forma continuada.

Uma das maneiras dos pais contribuirem para a que os filhos descubram a sua felicidade, além de respeitar a sua individualidade, é se perguntarem se seus filhos são/estão felizes? Se os pais não se perguntarem, a felicidade dos filhos que é algo que todos desejam, vai cair no terreno das coisas que acontecem naturalmente ou por acaso. Se não perguntarmos sobre peso e crescimento, como saber que estamos no bom caminho ou que é preciso algum ajuste? Se não olharmos para as notas, como saber que o aproveitamento escolar está bom? A questão, como mencionei acima, é que felicidade não vem com um número atrelado nela. Tanto isso é verdade que nunca ouviremos um pai dizendo para a mãe:  Querida, o Junior melhorou muito. Agora ele já está com 73% de felicidade! Mas, só porque não é quantificável, não significa que não possamos falar a respeito. Se não falarmos, aí mesmo é que não vai acontecer.

Felicidade não se mede, mas se percebe, se sente. Em um mundo objetivo ( que o Nelson Rodrigues criticava, chamando, com razão, de objetividade burra), o valor do que é percebido e sentido, é menor do que o que é medido, quantificado. A emoção que nos caracteriza como seres humanos é desvalorizada e, ao permitirmos que isso ocorra, nos deshumanizamos.  Portanto, se desejamos a felicidade de nossos filhos vamos ter que buscar na percepção, na escuta, no olhar, na emoção da interação com eles, os meios de avaliarmos e ajudarmos para que encontrem a sua felicidade.

feliz2O que os pais podem fazer é, partindo do respeito à individualidade dos filhos, introduzir a ideia ou desejo de felicidade no “cardápio de assuntos familiares”. As notas estão boas? Ótimo! Mas, além das notas boas, percebemos felicidade do filho em ir para a escola?  O progresso no ballet está espetacular? Maravilha! Mas, a filha está feliz dançando?  E, como saber se os filhos estão felizes? Olhando para eles com carinho e ouvindo respeitosamente o que eles têm a dizer. Ajudar os filhos a serem felizes é fortalecer a sua autoestima, permitindo que a criatividade se expresse livremente, oferecendo opções diversificadas de lazer e brincar. Ajudar os filhos a serem felizes é entender que eles não são nós, nem quem gostaríamos que fosssem. Ajudar os filhos a serem felizes não pode ser deixado para o acaso resolver. É um ato de amor.