Arquivo | maio 2013

COMO ESCOLHER SEU PEDIATRA?

A relação médico paciente é parte fundamental de um bom atendimento. Sem a confiança que se estabelece entre o/a profissional e oescolhendo o pediatra paciente, ficamos somente com um atendimento mecânico, voltado para sintomas e doenças,  não para a pessoa. No caso do pediatra, o vínculo de confiança deve se estabelecer com a criança, e seus pais, eventualmente incluindo os avós. O pediatra se relaciona com a família e não só com o indivíduo que ele examina.

Nem sempre podemos escolher nossos pediatras. Muitas vezes somos obrigados a nos consultarmos com o profissional que está de plantão ou trabalhando no horário em que precisamos. Isso ocorre principalmente nos atendimentos públicos, emergências, mas também em algumas clínicas privadas em que não se escolhe o pediatra que vai nos atender.

No entanto, se pudermos escolher o profissional pediatra que vai nos atender, aqui vão algumas sugestões:

– antes de ser atendido, busque referências do profissional. Converse com alguém que já foi atendido por ele ou ela.

– descubra se o profissional resolveu ou encaminhou de forma adequada o problema de saúde da criança que foi atendido por ele/ela;

– pergunte sobre quanto tempo dedicou ao atendimento, se parecia apressado ou não, se colheu uma história detalhada e fez um exame físico minucioso.

– investigue sobre a quantidade de exames de laboratório que foram pedidos. Fique com um pé atrás com profissionais que pedem muitos exames, para situações aparentemente simples, principalmente se a consulta foi rápida. Exames complementares não substituem uma história detalhada e um exame físico bem feito.

– procure saber mais sobre como pensa o pediatra com relação ao aleitamento, desmame, desfralde, dificuldades com o sono, pirraça etc. É importante que seus valores a respeito destes e outros temas estejam, de alguma forma, alinhados com os do pediatra.

– pergunte sobre a personalidade e estilo do pediatra. Se você é uma pessoa que gosta de decisões participativas, seria desastroso escolher um pediatra mais impositivo ou que use mais sua autoridade médica. Por outro lado, se você prefere delegar ao pediatra as decisões de prescrição, ficaria muito desconfortável se fosse estimulada a opinar e participar do processo decisório.

– busque informações sobre a pontualidade do pediatra. Emergências acontecem, mas são a exceção. Ser pontual é uma forma de respeito pelo paciente.

– a agenda do pediatra é sobrecarregada ou é possível se marcar uma consulta dentro de um prazo razoável?

– o endereço do consultório, apesar de não ser um determinante na escolha, pode ser importante. Um pediatra que atenda muito longe de onde mora ou cujo consultório seja de difícil acesso, pode ser um barreira para sua escolha.

– finalmente, questione sobre o consultório, aparência, organização e limpeza.

– quando for se consultar, avalie a forma com que é recebido (a). Verifique se a secretária é cortês, educada e presta atenção em você ou se simplesmente, se limita a preencher fichas de forma burocrática. Caso haja um atraso, a secretária lhe avisou e deu uma explicação?

– avalie a organização e limpeza do consultório. Isto não indica se o pediatra é competente, mas sinaliza o quanto ele/ela está preocupado (a) em acolhê-lo (a) no seu lugar de trabalho.

– durante a consulta, perceba se o pediatra é atencioso, faz perguntas, quer saber mais detalhes ou se está impaciente, acelerando a consulta.

– perceba se o exame físico é completo e minucioso ou simplesmente se limitou a examinar especificamente o que você relatou. O pediatra foi carinhoso ou cuidadoso ao examinar seu filho? Se a criança já é maior, ele/ela explicou o que iria fazer durante o exame? Numa consulta de revisão, o exame físico naturalmente pode ser mais objetivo e focado na queixa.

– o médico lhe transmitiu confiança técnica, lhe deu explicações, justificou os exames solicitados e a medicação prescrita?

– finalmente, avalie seus sentimentos com relação ao pediatra. Ele/ela lhe pareceu genuinamente interessado no seu filho e em vocês, pais? Demonstrou cortesia e compaixão? Você se sentiu acolhido (a)?

Estas são algumas sugestões ou critérios que já ouvi de pais. Gostaria de enriquecer esta lista com o que você considerou importante, na hora de escolher seu pediatra. Ou, o que dicas dariam para pais grávidos, com respeito à escolha do pediatra?  Envie suas dicas e comentários para enriquecer o blog.

RESFRIADO, DE NOVO!?

Se as crianças podem  ficar resfriadas várias vezes, por quê não escrever mais de um post sobre o assuto? Em maio de 2012 escrevi O resfriado3RESFRIADO COMUM. Sugiro que cliquem no link e deem uma lida porque, esse post contém alguns comentários que valem a pena serem relembrados, principalmente agora, com a mudança de estação, o frio chegando,  e o número de crianças (e adultos), com resfriado aumentando muito. 

No post de hoje eu gostaria de reforçar alguns pontos, na tentativa de ajudá-los a passar pelos resfriados que virão. Acredito que pais bem informados conseguem administrar um pouco melhor as aflições, normais, que todos temos quando um filho está doente. Sei bem que o resfriado no blog, bem explicado, com todos os sintomas justificados, é uma coisa. Outra, bem diferente, é uma criança acordada às 2 da manhã, choramingando, com 39,4 de febre, que começa a tossir e, na sequência vomita! Ouvir o pediatra dizer que isso é normal e que vai durar “apenas” 4 a 7 dias, é desesperador. Tudo que queremos é um remédio que, de preferência em uma ou duas doses no máximo, devolva nosso filho à normalidade. Além da insegurança que a doença gera nos pais, cuidar de uma criança resfriada produz um cansaço físico dez vezes maior que o habitual (que já é grande). A criança fica irritada, não se satisfaz com nada ou se satisfaz por pouco tempo, exige atenção, pede colo e, para piorar, não come absolutamente nada!

Ao escrever o parágrafo acima, quase desisti do post de hoje! Me perguntei: o que eu poderia dizer para os pais, que fosse tornar esse cenário descrito, menos demandante?  A primeira coisa que os pais talvez gostem de saber é que os pediatras, na sua grande maioria, já passaram ou ainda passam pelas mesmas situações que eles. Isso nos torna muito mais “simpáticos” à causa dos pais do que possa parecer. Não somos ETs, cheios de teorias e conhecimentos, desprovidos da vivência e emoções de um filho pequeno, há 5 dias com febre, sem poder ir para a escola ou creche, tumultuando, em todos os sentidos, a rotina da família. Somos pais, como vocês!

Objetivamente, alguns pontos importantes, relacionados ao resfriado comum:

  1. o resfriado com tratamento médico dura, em média, uma semana. Sem tratamento médico, costuma durar, também em média, 7 dias. Portanto,  melhor remédio para o resfriado comum é o tempo. É preciso ter paciência (e como) para esperar esse tempo, dando conforto e carinho aos filhos. Não ter paciência ou ficar extremamente aflito(a) com os sintomas habituais de um resfriado comum (coriza, tosse, febre e inapetência), podem levar os pais a auto medicar seus filhos ou consultando mais de um médico, o que só tende a confundir mais ou até receber prescrições desnecessárias. O médico se sentindo pressionado, não deveria prescrever por esse motivo. Mas, na prática, somos humanos e isso pode acontecer. Remédios podem fazer mal ou ter algum efeito colateral. Por esse motivo, nos EUA, remédios para tosse e resfriado são proibidos para crianças com menos de 2 anos.
  2. antibióticos não curam resfriados comuns. Antibióticos só funcionam para doenças produzidas por bactérias e o resfriado comum é produzido por vírus.
  3. a febre não é uma doença. A febre é uma reação positiva do corpo a uma “agressão” por um virus ou uma bactéria. Além de servir de alarme, assinalando que algo não vai bem, a febre estimula o sistema imunológico (de defesa) e deixa a pessoa mais “quietinha”, economizando energia para combater o inimigo. Portanto, a febre em si, não precisaria ser tratada, exceto quando gerasse desconforto.
  4. coriza e tosse são, também, mecanismos de defesa. A coriza, ou muco, ou catarro, é produzido pelo  nosso corpo com o objetivo de envolver o virus  para que este seja expulso. Para expulsar a secreção, o corpo produz espirros ou tosse. Portanto, o catarro e a tosse que quase toda criança resfriada apresenta, visa a expulsar o virus. Nesse sentido, são reações positivas. O problema é que geram desconforto e não há medicação eficaz, em crianças. Além de não haver medicação realmente eficaz, a rigor os xaropes contra a tosse ou descongestionantes, deveriam ser contraindicados abaixo de dois anos de idade.  O mel só pode ser dado para crianças maiores de um ano de idade.
  5. a vacina para a gripe não proteje contra o resfriado comum. Como nós no Brasil também chamamos resfriado comum de gripe, cria-se a ideia de que a vacina contra a gripe deveria proteger contra o resfriado comum. Esta vacina potege apenas contra alguns tipos de Influenza, que produzem uma doença, a gripe, que tem maiores riscos de complicações  e até de mortalidade. Muitas pessoas dizem que nunca mais darão a vacina contra a gripe para seus filhos porque “ela não adianta nada”. Deram a vacina e seus filhos ficaram “gripados” (resfriados), do mesmo jeito. A vacina contra a gripe funciona e é importante! Só não esperem que ela proteja para aquilo que não foi feita. Seria como alguém dizer que a vacina contra o Sarampo é muito ruim porque o filho teve Catapora! Ambas as doenças são viroses, mas diferentes. Este exemplo, absurdo, nunca aconteceria porque o nome das doenças é diferente e não gera confusão. Não é o caso da gripe que tanto serve para nomear a doença produzida pelo virus Influenza (onde a vacina funciona) , como o resfriado (onde a vacina não terá o menor efeito).
  6. uma crianças saudável pode ter entre 6 a 8 episódios de resfriado em um ano, sem que isso represente nada mais grave. Muitos pais suspeitam que seus filhos estejam com “a imunidade baixa” porque estão resfriados de novo! Isso quando os avós não contribuem dizendo: “tem que ver o que esse menino/menina tem. Não é normal ficar refriado assim, toda hora!” Podem ficar tranquilos que resfriados que se repetem, até certo ponto, são normais em crianças pequenas. Se estas frequentam creche ou escola, esta situação é ainda mais frequente.

Chegando neste ponto, dirão: tudo muito bonito, explicadinho, mas o que fazer quando nosso filho ficar resfriado? Eu ficarei sem uma resposta mágica, sem uma recomendação que  funcione 100%.  Mas, algumas coisas podem ajudar:

  • paciência
  • oferecer líquidos, não forçar a alimentação
  • manter a criança em casa.
  • lavar ambas narinas com soro fisiológico. No mercado existem inúmeros produtos. Algumas embalagens facilitam a aplicação por produzirem um jato, mas, o conteúdo é sempre soro fisiológico. Não usar produtos para adultos que podem conter descongestionantes.
  • usar antitérmicos, caso a febre gere desconforto (na criança ou nos pais)
  • falar com seu pediatra e levar a criança para ser examinada se os pais julgarem que “algo não vai bem”, como cansaço, respiração ofegante, prostração extrema, vômitos, diarréia  etc.

Dúvidas e sugestões? Por favor as envie, são sempre bem-vindas.

COM QUANTOS (A)BRAÇOS SE FAZ UMA MÃE?

Chagall_Mother_Notre_Dame52Dia das Mães chegando, almoço de domingo sendo planejado, os desenhos feitos na escola ansiosamente guardados (eventualmente, já informados!), flores encomendadas, presentes comprados (o comércio adora o Dia das Mães!), artigos sobre a “nova” mãe prontos para publicação em jornais, colunistas preparando suas homenagens e este pediatra blogueiro não foge à regra!

Me ocorreu escrever sobre os elogios que criam mais problemas do que prazer. Como assim? Mãe é uma só! Só o coração de mãe para….! Ser mãe é padecer no paraíso! Fala com a sua mãe, ela resolve! Mãe, com que roupa eu vou? Mãe, não tem nada para comer nesta casa! Ele só fica calmo no colo da mãe! Vai lá você porque ela só quer a mãe! O repertório é interminável e vai desde tratados psi até frases em para-choques de caminhão. Com a quantidade de tarefas que cabem à mãe, só com muitos braços. Podemos suspeitar até de que mães são uma forma muito mais evoluída de polvos (deixando para os homens o parentesco com os macacos!). E é exatamente nesse mar de elogios que as mulheres correm o perigo de se afogarem, obrigadas que se sentem a cumprir multitarefas com perfeição.

Não há a menor dúvida quanto à importância da mãe em nossas vidas. É uma relação única, ímpar, inigualável. Nenhuma outra relação começa antes da existência visível e palpável. Nenhuma outra relação começa com a formação de uma pessoa, dentro da outra. Esta é uma relação que modifica, radicalmente, o corpo, a fisiologia e as emoções da mulher. Modificações que, na grande maioria das vezes, visam a acolher e cuidar do novo ser. Que outra relação produz leite? Apenas para dar um exemplo concreto e palpável. Ou, que nariz chuparíamos, se não fosse de nosso filho? Os exemplos do que essa relação tem de radicalmente diferente, no cotidiano, são incontáveis. Isso, sem falar na emoção sentida, também inédita e especial. Portanto, homenagear a mãe faz todo sentido.

Mas, se queremos realmente homenagear nossas mães, nós homens, filhas e filhos, precisamos ficar atentos à essa infinidade de tarefas delegadas a elas, no dia a dia. Temos que assumir tarefas, dividir atividades (bem diferente de ajudar em atividades), permitindo que nossas mães possam ser, também, mulheres com interesses e prazeres na vida que não sejam os de uma dedicação exclusiva em tempo integral à família. A família deve passar a ser uma co-responsabilidade de todos seus membros.  Só assim cada um poderá ser um indívíduo pleno e, ao mesmo tempo, parte do coletivo que é a família. Deixar a tarefa de tocar o coletivo só para a mãe, enquanto cada um vai vivendo sua vida, é um ato de egoísmo que não pode ser resolvido com flores, presentes e um lindo cartão, uma vez por ano. Se o amor que sentimos é recíproco, está na hora de saírmos desse conforto individualista e arregaçarmos as mangas, dividindo o trabalho, todos os dias.

Proponho que  ajudemos nossas mães a ter menos braços (dois seriam suficientes) e muito mais abraços.

Desejo a todas as mães que sejam felizes, todos os dias!

A AUTOESTIMA NECESSÁRIA

Mother holding baby in her armsUma das preocupações dos pais  é com a capacidade que seus filhos terão de assumir tarefas e responsabilidades, lidar com o medo das decisões  em geral e enfrentar, de forma civilizada e eficiente, situações de desrespeito ou bullying.

Essa aptidão, que podemos chamar, à falta de nome melhor, de adequação ao mundo real, não é algo que se possa ensinar através de alguma técnica ou exercício acadêmico, como podemos fazer com um esporte, o uso de um equipamento eletrônico ou o aprendizado de matemática.

Estamos falando de uma aptidão comportamental, portanto, emocional. Comportamentos aprendidos de forma pavloviana, isto é, utilizando, exclusivamente, o condicionamento, tendem a se repetir conforme o “planejado”. No entanto, dadas as características de complexidade da mente humana, o que pode parecer um sucesso de desempenho, corre o risco de ser um desastre na existência da pessoa envolvida. Aqui temos um problema da cultura vigente, onde desempenho, sendo algo mensurável, é altamente valorizável. Nada contra desempenho, pelo contrário. Estou me posicionando contra o atingimento de desempenho somente através de condicionamentos. Como o condicionamento é mais fácil e rápido, tende a ser valorizado. Mais difícil é aceitar que o ser humano é um animal simbólico que também pensa e não um ser racional, lógico, que tem emoções.

Então, como conseguirmos essa adequação ao mundo real? Bem, tudo começa com o bebê. Por mais estranho que possa parecer, é exatamente nos primeiros meses de vida que se pode contribuir, e muito, para a formação de uma personalidade com a autoestima necessária para se adequar ao mundo real. Nos primeiríssimos meses, o bebê tem uma dependência absoluta da mãe e esta deve suprir essa necessidade. Aos poucos, por volta do terceiro mês de vida, o bebê não tem mais essa dependência absoluta e cabe à mãe ajuda-lo a fazer essa transição. Mais tarde, lá pelos 7 ou 8 meses de vida, o bebê muitas vezes precisa se certificar que a mãe não desapareceu. É uma época em que, não raro, bebês dão uma chorada à noite e a simples aparição da mãe os acalma. Claro que, se a mãe não aparecer por 4 ou 5 noites, o bebê vai aprender” a dormir. Este é um bom exemplo de comportamento aprendido por condicionamento e não por incorporação de conhecimento e resolução de algum conflito ou “pensamento”.

Pode parecer que a tarefa de mãe seja impossível e que qualquer deslize vá gerar algum problema no bebê ou na criança. Não é assim. Winnicott, um psicanalista inglês que, antes de se tornar psicanalista, foi pediatra clínico por muitos anos, cunhou a expressão- mãe suficientemente boa. Não é preciso ser perfeita, mesmo porque essa perfeição é inexistente e persegui-la só gera angústia e ansiedade na mãe (e no bebê). Uma mãe suficientemente boa usa seu coração mais do que a sua razão. Basicamente, faz duas coisas muito importantes- holding e handling. O holding é, como o nome indica, segurar o bebê no colo. Acolher o bebê, acalentá-lo, sussurrar, acariciar. O handling é o manejo do ambiente. Cuidar para que a fralda esteja seca, a temperatura agradável, a luz e ruídos confortáveis. Simples assim!

Passada a fase de bebê, entrando nos primeiros anos de vida, a colocação de limites é fundamental. Crianças sem limites se tornam adultos com tolerância zero à frustração, não raro, agressivos ou violentos. Mas, a colocação de limites pode ser feita utilizando o reforço positivo mais do que a punição ou repreensão. Esta é importante, mas seu efeito, em crianças pequenas ainda é pouco eficaz. Em contrapartida, elogiar um comportamento desejável tem um poder enorme. Na nossa cultura, temos a crença, falsa, de que elogiar “estraga”. É o oposto, o elogio sincero, para comportamentos cotidianos que vão sendo incorporados reforça a autoestima da criança. É exatamente essa autoestima, que foi se formando do período de bebê e que se consolida nos primeiros anos de vida que vai poder dar ao futuro adulto condições de se adequar à realidade.

Claro que, a partir de certa idade, a prática de esportes, os exemplos do comportamento de adultos (como ensinar valores morais com palavras que dizem algo e ações que são o oposto?), serão complementos importantes para a formação de uma personalidade segura e com capacidade de se adequar à realidade.

Superproteção por um lado e humilhação pelo outro, têm uma grande chance de produzir adultos pouco adaptados à realidade.

Se eu tivesse que resumir, diria que carinho, cuidado, reforço positivo e limites, com bons exemplos em casa, são os ingredientes que podem facilitar o desenvolvimento de crianças felizes em adultos com potencial de se realizarem, enfrentando, com maturidade, os desafios da realidade que terão no futuro e que não sabemos quais serão. Só sabemos que serão, obrigatoriamente, diferentes dos de hoje! Por esse motivo, desenvolver a autoestima é mais eficaz do que ensinar padrões de comportamento que só servem para situações conhecidas. Diante do novo, inusitado e mutante, nossos filhos precisarão contar com a confiança nas suas capacidades e competências, inclusive a de ousar e aprender com tentativas e erros. Confiança que começa com algo tão simples e gostoso como um colo!

Este post foi originalmente publicado no blog http://4insiders.com.br/ onde  sou um dos colaboradores.