Arquivo | agosto 2012

VITAMINAS

Vitaminas são compostos orgânicos que devem ser consumidos na nossa alimentação porque nós, humanos, não somos capazes de sintetizá-las (produzir) em quantidades adequadas. Cada vitamina tem uma função única no nosso corpo, incluindo a regulação de hormônios, o crescimento das células e tecidos, efeito antioxidante etc. Vitaminas também participam como fatores auxiliares para múltiplas reações metabólicas que ocorrem no nosso organismo.

Para os pais, a ideia de complementar a alimentação de seus filhos com uma dose diária de vitaminas é extremamente atraente. É como se fosse uma forma de aumentar a proteção que oferecem a seus filhos. Além do mais, crianças frequentemente não gostam de tudo que é saudável e contém vitaminas. Assim, o suplemento aparece como uma solução. Sem dúvida, em alguns casos, pode ser bem indicado esse suplemento. Mas, o trabalho, frustrante muitas vezes, de educar nutricionalmente os filhos, não deveria ser substituído pelo suplemento vitamínico. Uma alimentação saudável, aprendida na infância, trará benefícios para a vida que nenhum suplemento vitamínico será capaz de dar. Tomar vitaminas não previne contra a obesidade, colesterol elevado e diabetes tipo 2, por exemplo. Portanto, o investimento de tempo, paciência e criatividade que educar nutricionalmente nosso filhos requer, terá um retorno em saúde futura que vitaminas suplementadas não trarão.

Claro que existem situações clínicas onde ocorre deficiência de uma ou várias vitaminas. Para estas situações, a administração de vitaminas não é suplemento, mas tratamento específico. Felizmente, estas situações clínicas não são frequentes e quando presentes, seus sintomas são evidentes. Digo isso para evitar a dúvida de – “será que meu filho não tem uma deficiência, ainda que pequena, de alguma vitamina?” Crianças com hipovitaminose (baixos níveis de vitaminas), apresentam sintomas muito “gritantes”.

Um equívoco que costumamos ter é o de acreditarmos que vitaminas fazem coisas que não fazem! Por exemplo, abrir o apetite das crianças. Muitos pais perguntam a seus pediatras se não seria o caso de “passar uma vitamina” para abrir o apetite da criança que “não come nada”. Eventualmente o pediatra vai estar diante de uma criança que é magra por constituição. Mas, não raro, essa criança que “não come nada” está com o peso na média para a idade, quando não acima da média. São crianças que se recusam a comer a alimentação saudável e esta é trocada por alimentos com alta densidade calórica, mas não necessariamente valor nutricional. Um bom pediatra deveria orientar a família com relação às estratégias de reeducação alimentar (em geral, para a família toda), ao invés de prescrever um suplemento vitamínico, que seria o caminho mais fácil (para todos).

Atualmente, no mundo acadêmico, se discute muito o valor da vitamina D. Parece ser a menina dos olhos dos pesquisadores e, certamente, vamos ouvir falar desta vitamina. O que precisamos lembrar é que existem modismos, motivados ou não pela influência econômica que fabricantes podem exercer. Vejam o caso da vitamina C que foi “endeusada” e hoje se encontra mais perto de onde deveria estar. Ou o caso dos suplementso polivitamínicos que propagam proteção contra doenças cardíacas e outras enfermidades. A cada nova pesquisa ou notícia na imprensa sobre uma “maravilha” atribuída a uma determinada vitamina, vamos acompanhar  e esperar que o tempo confirme ou não esses achados. Até hoje, nada supera, em benefícios para a saúde, um prato de comida multicolorido!

Finalmente, uma brincadeira! Olhem as duas fotos abaixo e respondam à pergunta: qual das duas você escolheria para dar a seu filho?

Compartilhe sua resposta conosco!

O SONO DO BEBÊ

Nada mais angelical do que um bebê dormindo. Por outro lado, nada mais cansativo, frustrante e até irritante, do que a falta de ritmo e regularidade que o sono de um bebê pode ter. Em geral, nos primeiros meses de vida todos os pais tem aquela cara de quem acabou de completar uma maratona, exaustos. Não raro os pais chegam ao consultório do pediatra com perguntas sobre o sono. A resposta mais desejada é quando que o meu bebê vai dormir a noite toda!. Impossível esgotar um assunto como esse em um blog, mas vou abordar alguns pontos, com a expectativa de ajudar os pais a, se não ficarem descansados, pelo menos relaxarem um pouco.

Um recém nascido dorme em torno de 16hs por dia, ou mais. Mas, este sono não é como o do adulto, contínuo ou por longos períodos. Cada bebê estabelece um ritmo próprio de dormir e, não raro, dorme por períodos de 1 a 2 horas. Portanto, não se assustem se o sono do seu bebê for “picado”.

Bebês pequenos desconhecem o que seja dia ou noite. Assim, esse sono curtinho, acontece de forma quase que igual se for de dia ou de noite. Em torno de 3 a 4 meses de idade, seu bebê poderá começar a aumentar o tempo de sono à noite. Mas, lembrem-se que a escolha do ritmo de sono é sempre do bebê. Algumas pessoas dirão que um bebê deve ser “ensinado” a dormir. Dirão ainda  que, não ensinar o bebê a dormir, desde pequeno, vai ter como consequência, uma criança mimada, difícil. O pior é que existem livros escritos que reforçam essa crença e “ensinam” os pais a fazerem seus filhos dormirem à noite. BEBÊS NÃO DEVEM SER “TREINADOS” A DORMIREM À NOITE. O ritmo de cada criança deve ser respeitado e nenhuma criança se tornará mimada ou com problemas, por esse motivo.

Crianças maiores, em torno de um ano, dormem, em média, um pouco menos de 14 horas por dia.  Médias são medidas de tendência e não de normalidade. A normalidade é definida pelo desenvolvimento da criança, seu comportamento, crescimento etc. Não só pelo número de horas que dorme por dia.

Em torno de um ano vocês poderão começar a tentar implantar algumas medidas práticas, visando o sono tranquilo do seu filho. O que se segue são apensas sugestões e não um “regulamento” a ser seguido.

  • Procure estabelecer uma rotina para a hora de dormir: um mesmo horário, uma desaceleração das atividades, talvez um banho para relaxar. Este é um ótimo momento para a leitura de um livro ou escutar música. Brincar com seu filho, por mais prazeroso que seja, pode ser estimulante ou excitante, tornando o sono mais difícil. Brinque à vontade, até uma meia hora antes do horário que a família definiu como o de ir para cama dormir. Na meia hora ou quarenta minutos que antecedem esse horário, leiam, ouçam musica, conversem.
  • Permita que seu filho leve um objeto ou brinquedo preferido para a cama, exceto algo que tenha o risco de sufocá-lo ou provocar engasgo.
  • Verifique se o ambiente está confortável:  uma pequena luz acesa ou a porta entreaberta, temperatura do quarto, cobertor se estiver frio, um copo d’água ao alcance, se isso for um hábito do seu filho etc.
  • Se forem chamados à noite, saibam que é normal uma criança acordar. Esperem um pouco (pouco mesmo) antes de atender ao chamado. Entre no quarto, sem acender a luz ou fazer grande movimento e assegure que você está perto, falando ou tocando no seu filho. Aos poucos, aumente o intervalo de resposta e tente apenas falar.
  • Muita paciência! Nenhuma adapatação ou mudança de hábitos será rápida. Não raro os pais se sentirão frustrados ou irritados. Isso é perfeitamente normal. Reconhecer esses sentimentos é uma forma de evitarmos que nossa irritação se trasnforme em algum tipo de punição para nossos filhos. Educar é andar sobre esse fio da navalha onde, de um lado existe a tolerância carinhosa e, do outro, o limite, igualmente carinhoso.

Se eu pudesse resumir o que eu penso e como eu acredito que possam ser pais carinhosos, diria duas coisas:

  1. Façam o que o seu coração determinar. Não se deixem levar pelas opiniões de terceiros. Acertem e errem , seguindo seus sentimentos.
  2. Não comprem livros que “treinam” bebês a dormir ou fazer qualquer outra coisa. Treinar um bebê é uma violência.

Finalmente, desejo que todos durmam muito bem!

Como sempre, gosto de receber suas críticas e comentários.

LIMITES

O tema sobre limites é amplo e complexo. Não tenho a menor pretensão de explorá-lo em profundidade, apenas abordar alguns pontos que sirvam para uma reflexão ou até mesmo assunto de conversa entre os pais.

Limites talvez sejam a maior constante nas nossas vidas. Nascemos quando um limite de espaço já nos deixa bem apertadinhos na barriga de nossas mães! Crescemos em uma sociedade que, tendo evoluído da bárbarie e combinado viver de forma harmônica, tem regras e obrigações a serem cumpridas, nos impedindo de fazer simplesmente o que queremos, quando queremos. Não só convivemos com esses limites sociais, mas, também, com aqueles relacionados à nossa condição humana. Nosso corpo adoece sem que isso seja do nosso desejo, nos impondo limites às atividades corriqueiras. Mesmo sem adoecer, temos limites do que conseguimos fazer com o corpo em termos de flexibilidade e resistência. Se formos além dos nossos limites sofreremos consequências. Não respiramos debaixo d´água, nem voamos. Limites, por toda parte!

Apesar dos limites fazerem parte da vida cotidiana, em qualquer nível que olhemos, precisam ser ensinados às crianças. Alguns limites são ensinados pela própria vivência e prática da criança. Pequenos “acidentes” ensinam aos nossos filhos. No entanto, não podemos deixar que apenas “acidentes” ensinem. Mesmo porque, muitos destes podem colocar em risco a vida de nossos filhos. Ninguém tem problema algum em colocar limites, de forma enérgica e objetiva, quando há algum risco para a saúde imediata da criança. Tiramos nossos filhos de perto da janela, independentemente do choro que possa fazer. Impedimos as crianças pequenas de pular na piscina sem bóias, ignorando seu desejo entrar sem bóia. Esses limites são fáceis de serem colocados. Mais difícil são os limites sutis.

Os limites sutis não são a mesma coisa que ser econômico com os elogios. Colocar limites não é sinônimo de reduzir a auto estima dos filhos. Podemos e devemos colocar limites e, elogiar em todas as ocasiões que couber um elogio (não só quando houver um feito “extraordinário”). A pergunta é: se todos nós sabemos que limites são importantes, por quê é difícil colocá-los? Talvez a razão mais óbvia (e menos elaborada) seja a de que todos nós gostamos de ser gostados e as chances de alguém gostar de nós, quando nos opomos a um desejo desta pessoa, diminui. Portanto, é normal e natural que fiquemos com o coração apertado ao colocarmos limites para nossos filhos. Esse aperto só piora quando a criança ou o adolescente são capazes de expressar, em palavras, sua ira e rancor, pronunciando uma frase que é como um punhal no peito dos pais: ” eu não gosto de você”, dito de diversas formas. É preciso ter um amor tranquilo pelos filhos para podermos ouvir  e acolher essa ira, que é passageira (garanto!) e seguir em frente, mantendo, com calma, o limite estabelecido. Acolher a ira não significa compactuar com o comportamento. Significa que não vamos responder na mesma moeda, com ira, mas podemos e devemos dizer que esse comportamento decepciona ou entristece. E é fundamental que, passada a ira da criança e do adolescente e esse faça um movimento de “desculpas”, ainda que disfarçado, estejamos prontos para aceitá-lo. Não raro, nossa raiva fica contida e, na hora em que nossos filhos desejam pedir desculpas, dizemos algo como: você foi feio e agora vem pedir desculpas? Estou chateado com você agora. Depois falamos. Ainda que seja uma resposta calma, dita em voz serena, implica em uma sentimento de raiva que se expressa de forma “vingativa” e não “produtiva”.

Limites são fundamentais para a proteção da saúde da criança, incluindo todos os cuidados com a segurança no sentido amplo (vacinas, dormir de barriga para cima, usar capacete, alimentação saudável, cadeirinha no carro, prevenir acidentes em casa etc.) mas também para a formação de uma personalidade que consiga conviver de forma harmônica e feliz, em grupo. De certa forma, crianças e adolescentes pedem que coloquemos limites, ainda que resistam a estes. Adolescentes que não recebem limites claros em casa, vão procurar fora, em situações de muito maior risco, como a velocidade com que dirigem um carro ou o uso de drogas. Adultos sem limites se tornam insuportáveis no convívio, se considerando o centro do mundo, desrespeitando outros, passando por cima de regras ou convenções de acordo com sua conveniência, incapazes de um relacionamento generoso. São pessoas que não sabem tolerar frustrações e estas (frustrações) fazem parte de nossas vidas. Por mais que não gostemos de sermos frustrados, a vida é assim. Portanto,ensinar limites é um ato de amor para a vida inteira de nossos filhos. Temos que trocar aquele desejo imediato de sermos amados e idolatrados pela certeza de que seremos lembrados, muito tempo depois de não estarmos aqui, por termos deixado um legado de saber viver bem e ser um adulto feliz.

Limites são difíceis de serem ensinados, não só porque queremos “ficar bem na fita” no curto prazo, com nossos filhos, mas também porque a sociedade em que vivemos nos dá dois tipos de exemplos negativos. O primeiro é com relação ao valor moral das leis e regras. Onde tudo é relativo e sempre há alguém burlando a lei, seja parando o carro em fila dupla (só um minutinho!), seja fechando contratos mediante propina, fica mais difícil se ensinar o valor do limite legal. O segundo é que em uma sociedade onde o consumo passou a ser sinônimo (falso) de felicidade, como não comprar e comprar cada vez mais, como manifestação de nosso carinho? A sociedade de consumo, por definição, não deseja limites. Vive exatamente da sensação criada de que sempre pode haver algo melhor ou mais moderno e que dependemos disso para sermos felizes. Nesse cenário, ensinar limites é bem mais difícil. Talvez, por ser mais difícil e complexo, muito mais necessário!

Como tudo tem limite, meu espaço para um post acabou, bem como a paciência de vocês, para ler! Espero que os tenha  sensibilizado para pensarem um pouco nos benefícios, de longo prazo, que os limites podem produzir nos filhos: uma vida mais integrada e feliz.

Como sempre, seus comentários serão muito benvindos.

 

SER PAI

É quase impossível escrever algo sobre ser pai que ainda não tenha sido escrito ou dito. Mais difícil ainda é não descambar para um sentimentalismo comercial, aquele que produz “lágrimas que vendem”! Por outro lado, não dá para não aproveitar a ocasião do dia dos pais e expressar algumas de minhas ideias e sentimentos sobre o que é ser pai. Dos vários aspectos que formam um pai, me ocorreu falar sobre um em especial, a coragem de ousar.

O primeiríssimo momento de coragem de ousar é quando um homem assume que vai compartilhar sua vida e afeto com uma outra pessoa, seu filho. A ousadia de romper com uma forma individual de existir para ousar existir também para e em outro ser. A natureza é sábia e nos faz passar batido por esse ato de ousadia corajosa.

Quando nossos filhos nascem, precisamos ter a coragem de quebrar paradigmas machistas e assumirmos alguns papeis habitualmente atribuídos às mulheres. Para que as mães possam melhor amamentar e acarinhar o filho, ajudamos nas tarefas da casa, seja arrumando, cozinhando, fazendo as compras. Também podemos e devemos assumir algumas tarefas com os filhos, como o banho, a troca da fralda de madrugada, o tempo no colo para o arroto depois da mamada e a colocada para dormir. Tudo isso, liberando tempo e algum descanso (mínimo), para a mãe.

Depois, devemos ter a coragem de ousar no trabalho, informando que a família é importante e que não vai ficar sempre em último lugar. Ousar sair quando o expediente termina, estar em casa para ver o filho acordado, participando do jantar e ler um livrinho junto com o filho. Chegar mais tarde ou sair mais cedo no dia em que houver uma reunião ou apresentação na escola ou ainda uma ida ao pediatra.  Coragem que pai deve ter para quebrar paradigmas.

Há uma coragem que para muitos de nós é muito difícil de encontrarmos. A coragem e ousadia de colocar limites. Essa é uma função amorosa de pai, por mais dura que seja. Colocar limites não significa abusar da autoridade, muito menos deixar de elogiar. Colocar limites é dar aos nossos filhos a possibilidade de se tornarem adultos ajustados à vida em coletividade. É desenvolver neles a capacidade de conviverem e superarem frustrações. Acima de tudo, é o entendimento que o mundo não gira em torno deles, para satisfazer, exclusivamente, seus desejos. Colocar limites é amar seu filho.

Ser pai exige a coragem de dizer não sei. A ousadia de não ser perfeito e, a partir dessa sinceridade, construir uma relação verdadeira com nossos filhos.

Chega um momento em que ser pai exige a coragem de soltar os filhos no mundo. Um pouco como quando os ensinamos a andar de bicicleta. No começo, com rodinhas. Depois, segurando no selim e correndo atrás da bicicleta, com palavras de incentivo e segurança. Finalmente, soltando o selim e ficando com o coração na boca, vendo aquela bicicleta bamboleando com nossos filhos em cima dela e nada que possamos fazer para evitar o tombo. Assim é soltar os filhos na vida!

A coragem ou ousadia que atravessa todas as etapas da vida de um pai talvez seja a de se emocionar, sem se conter. De vibrar com as pequenas conquistas, se orgulhar dos progressos e não ter preocupações com razões para sentir isso ou aquilo. Basta desligar a razão e deixar fluir a emoção do amor.

Por isso, no dia do pais, sugiro que todos nós que somos pais, agradeçamos aos nossos filhos por nos permitir viver de uma forma mais emocionada. Isso também exige uma dose de coragem e ousadia!

VERRUGAS

Verrugas são lesões benignas da pele que podem ocorrer em praticamente qualquer região do corpo. Podem se apresentar como uma única ou múltiplas verrugas. Seu tamanho também pode ser muito variável, desde alguns milímetros, até centímetros. Apesar de serem lesões benignas, dependendo da sua localização podem produzir inibição ou vergonha nas crianças, pelo seu aspecto estético. Afinal de contas, uma boa bruxa tem sempre uma verruga na ponta do nariz ou no queixo (quando não tem ambas!). Portanto, o primeiro cuidado que os pais devem ter é com esse aspecto, tranquilizando a criança e lhe dando apoio. Devem procurar a escola para reforçar, com professoras e educadoras, que seu filho não sofra discriminação ou qualquer forma de abuso.

Verrugas são produzidas por virus. O virus que produz as verrugas se chama Papilloma Virus Humano (mais conhecido pela sua sigla em inglês- HPV). O HPV somente infecta humanos e sua transmissão pode se dar por contato direto ou com superfícies onde o virus esteja presente. Uma outra forma é a autocontaminação, onde uma criança que tem uma verruga, acaba “espalhando” o virus para outro local. Depois de infectada, a pele leva, em geral, um mês para apresentar os primeiros sinais de uma verruga. O HPV também está implicado no câncer de colo de útero e nas verrugas sexualmente transmitidas. Por esse motivo, se recomenda a vacinação de meninas e meninos, contra o HPV, entre 9 e 13 anos, utilizando a vacina quadrivalente contra o HPV.

Com relação ao tratamento, o mais importante é saber que 75% das verrugas desaparecem espontaneamente, sem deixar cicatriz. Esse desaparecimento pode ser bem lento, levando, em alguns casos, até 3 anos. Existem vários tratamentos para verrugas mas os pais, em conjunto com seu pediatra ou dermatologista devem decidir se vale a pena ou não tratar. Isso porque alguns tratamentos possuem efeitos colaterais  e os prós e contra devem ser pesados, principalmente sabendo-se que 75% das verrugas desaparecerão espontaneamente. Algumas verrugas, como a que ocorre na planta dos pés, chamada de verruga plantar, pode ser extremamente dolorosa e sua remoção ser recomendada por este motivo. Outras, por sua localização, seja comprometendo um órgão, como as verrugas de cordas vocais ou a estética, também devem ser avaliadas como candidatas a uma das diferentes opções de tratamento que existem.

O resumo é: verrugas são benignas e desaparecem. Não se arrisquem a auto-medicar ou aplicar receitas caseiras nos seus filhos. Consultem seu pediatra e/ou um dermatologista antes de fazer qualquer coisa com as verrugas. Se tiverem alguma dúvida ou comentário, me enviem que farei o possível para respondê-los.